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Visão do Peão

Ba

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis
25
Mai22

 

Ibrahim Ba foi um extremo francês, conhecido pelo seu cabelo pintado de loiro e pelas suas passagens pelo Milan. Venceu três títulos e não terá jogado tanto como seria de imaginar, mas entrou para a categoria de herói de culto. Ba, nasceu no Senegal há 49 anos e foi no Le Havre que deu nas vistas. Estreou-se com 19 anos e 1 jogo apenas em 1991-1992, mas, de 1992 a 1996 jogou bastante mais: 157 partidas e 10 golos. Por lá jogou com Yaya Aubameyang, pai do atual avançado do Barcelona.

Em 1996-1997 jogou pelo Bordeus, uma das mais conceituadas equipas francesas, que no ano anterior havia sido derrotada na final da Taça UEFA. Ba já não encontrou Zidane nem Dugarry mas esteve sempre bem rodeado, com Papin, Pavon, Micoud ou Ziani. Esteve na final da Taça da Liga perdida para o Estrasburgo e fez 36 jogos e 6 golos com a camisola 13 dos Girondins. Seguiu-se o Milan.

E não começou mal. Ba deu nas vistas pelo seu look, mas também cumpriu em campo, estando em 40 jogos. Em termos coletivos, a época foi fraca, com um 10.º posto atrás de Juventus, Inter, Udinese (de Bierhoff), Roma, Fiorentina, Parma, Lázio, Bolonha (de Baggio) e Sampdória. Deu-se com Kluivert, Weah, Boban, Davids e André Cruz e chegou à final da Taça, perdida para a Lázio. Na primeira mão, vitória por 1-0 (Weah, claro), entrou aos 60´ e saiu…aos 76’. Na segunda, derrota por 3-1 com Ba a titular e a jogar 67 minutos. Na época seguinte, só esteve em 17 partidas. Foi o custo de ver o Milan bem melhor. Tão melhor que foi campeão. Lehmann, Helveg, Ayala e Bierhoff chegaram e ajudaram os rossoneri a ocupar o seu lugar.

Com muita concorrência passou a época seguinte em Perúgia, ao lado de Rapaic, Nakata e Alenichev. Conviveu, ainda, com o defesa português, Hilário e ajudou a equipa a ficar em décimo. Regressaria a Milão para 11 jogos e conhecer Shevchenko. Pouco jogaria até fim da carreira: 9 jogos no Marselha, 8 no Milan, 16 no Bolton, 2 no Caykur Rizespor e 15 no Djurgarden, onde foi campeão.

Pela seleção francesa, jogou 8 vezes, marcando 2 golos. Estreou-se a jogar e marcar num 0-2 a Portugal, em Braga, ao lado de Barthez, Thuram, Blanc, Deschamps, Zidane e Pires.

É scout do Milan desde o fim da carreira.