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Visão do Peão

Fernando Baiano

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
29
Set22

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Brasileiro, hoje com 43 anos, Fernando Baiano foi goleador no seu país, Espanha, Alemanha e EAU. Tudo começou no Corinthians no fim dos anos 90. No Timão, fixou-se em 1999, marcando 21 golos pela equipa principal, na estreia. Ajudou a vencer dois Paulistas, dois Brasileirões e um Mundial de Clubes, superando o Real Madrid na fase de grupos e o Vasco, na final. Saiu para o Internacional, onde fez 27 golos e conquistou o Gaúcho e depois para o Flamengo, onde marcou mais 16.

Entrou na Europa pela porta do Wolfsburgo, marcando 11 vezes. Regressou ao Brasil, para 6 golos no São Caetano e viajou para Espanha, onde teve sucesso. Começou no Málaga, com 9 golos ao lado de Amoroso, Wanchope, Edgar, Duda ou Litos e passou para o Celta. Em Vigo, servido por David Silva, fez 14 golos na primeira época. Na segunda, com a ajuda do compatriota Nenê, fez mais 18. O Celta desceu de divisão, mas, Baiano manteve-se na La Liga, jogando pelo Múrcia onde fez apenas 7 golos e voltou a descer.

Aos 30 anos, passou a jogar pelo Al Jazira com o também brasileiro Rafael Sóbis e voltou aos golos: 26 numa época e 22 na seguinte, conseguido os seus melhores números de sempre. Passaria depois para o Al-Wahda, sem o mesmo sucesso. Regressou ao São Caetano, foi até ao Al-Ittihad Jeddah e acabou a carreira no Mogi Mirim.

Guivarc’h

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
22
Set22

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Tem um nome curioso e é conhecido sobretudo pelo período entre 1997 e 1998. Stéphane Guivarc’h marcou 37 golos pelo Auxerre e no verão de 1998 foi o camisola 9 da França campeã do mundo. Iniciou a carreira no Brest e prosseguiu no Guingamp onde deu nas vistas em 1994-1995, marcando 23 golos na segunda liga francesa, onde acabaria logo atrás do campeão Marselha. O registo chamou à atenção do lendário Guy Roux e mudou-se para o Auxerre. Marcou apenas 3 golos como suplente de Laslandes mas faria parte de um plantel campeão nacional, com Goma, West, Lamouchi, Martins ou Diomede e vencedor da taça. Mudar-se ia para o Rennes onde marcaria 26 golos e fixar-se-ia no Auxerre na tal época de 1997-1998 na qual fez 37 golos na época, sendo o melhor marcado da liga francesa à frente de Trezeguet e Ikpeba, ambos do Mónaco.

Campeão do mundo, tentou a sorte no Reino Unido. Sem sucesso. 4 jogos e 1 golos pelo Newcastle e 6 golos em 14 jogos pelo Rangers onde venceu a liga e a taça da Escócia. Aos 29 anos regressou ao Auxerre para mais 28 golos em dois anos e ao Guingamp para 1 golo (ao lado de Drogba ou Malouda). Retirou-se aos 31 anos. Por França, jogou 14 vezes, marcando 1 golo (na estreia, num particular contra a África do Sul). Fez 6 jogos no Mundial de 1998 e foi ativamente campeão do Mundo. Mítico.

Inzaghi

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
18
Ago22

 

Pippo Inzaghi é um dos melhores avançados da história do futebol italiano. Brilhou nos gigantes Juventus e Milan, graças à sua capacidade de estar sempre no sítio certo, finalizando sempre com classe e graciosidade, sem que deixasse de ser um jogador muito físico. Inzaghi destacava-se ainda pela forma efusiva como celebrava todos os golos marcados.

Hoje com 49 anos, Inzaghi, nascido em Piacenza, fez a formação no clube da terra, tendo-se estreado em 1991-1992 com três jogos. Andou depois emprestado, marcando 13 vezes pelo AlbinoLeffe e 14 pelo Hellas Verona (encontrou por lá Tommasi, que viria a ser campeão pela Roma). Em 1994-1995 regressou e ajudou o Piacenza a ser campeão da Série B, marcando 17 vezes. Jogaria na Séria A na época seguinte, mas já como jogador do Parma. Com Asprilla, Zola ou Hristo Stoichkov à frente, ficar-se-ia pelos 4 golos e rumaria à Atalanta.

Regressaria a Bergamo (o AlbinoLeffe também lá joga) para uma época de sonho onde foi o melhor marcador acima de Montella e Balbo, com 25 golos, ao lado de Lentini ou Morfeo. Saltou de imediato de patamar e juntou-se à Juventus, potência europeia. Em quatro anos no velho estádio Delli Alpi, fez 97 golos em 171 partidas. Venceu um campeonato, uma taça e uma Intertoto. Peruzzi, Ferrara, Di Livio, Conte, Deschamps, Del Piero ou Trezeguet foram alguns dos seus colegas em Turim. Aos 28 anos, com nome feito, mudou-se para um fabuloso Milan. Foram 11 anos, se bem que nem todos tenham tido o mesmo fulgor.

Inzaghi estreou-se em 2001-2002, tal como Rui Costa, com uma época desapontante em termos coletivos: quarto lugar na liga e queda das meias da taça (ante da Juventus) e da Taça UEFA, diante do Dortmund, com uma goleada de 4-0 na primeira mão. Ainda, assim, ao lado de Shevchenko, marcou 16 vezes.

Ao segundo ano, já com Ancelotti no banco toda a época, fez 32 golos (10 na Champions), a sua melhor marca de sempre e ajudou a vencer a Liga dos Campeões (vitória nas grandes penalidades, em Manchester, contra a Juventus) e a taça, em duas mãos, à Roma. Eram os dias de Abbiati, Helveg, Serginho, Rivaldo ou Tomasson. Nos dois anos seguintes, penou e marcou um total de 8 golos, voltando a mostrar-se um grande goleador apenas em 2005-2006, marcando 16 vezes, mas sendo, sobretudo, suplente de Shevchenko e Gilardino. 2007-2008 seria a sua última época de grande fulgor, com 18 golos. Aos 38 anos, retirou-se, com 1 golo em 9 partidas. No total, pelo Milan, fez 130 golos em 305 jogos, ajudando a vencer duas Ligas dos Campeões, duas Supertaças da Europa, um Mundial de Clubes, dois campeonatos, uma taça e uma supertaça.

Por Itália, marcou 25 vezes em 57 jogos. Em 1994, esteve no plantel que venceu o Euro de sub-21, participando em dois jogos. A equipa orientada por Cesare Maldini derrotou Portugal na final. Inzaghi ficou no banco a ver jogar Toldo, Panucci, Cannavaro, Carbone ou Muzzi. Do outro lado, estavam Brassard, Nélson, Abel Xavier, Capucho, João Pinto ou Figo. Esteve no Euro 2000 e em três Mundiais: 1998, 2002 e 2006. Campeão do Mundo em 2006, na Alemanha, marcou à República Checa o seu único golo em mundiais, após substituir Gilardino.

Batistuta

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
13
Jul22

 

Para quem nasceu nos anos 80 ou 90, o nome de Gabriel Omar Batistuta é incontornável. Se bem que tenha tido sucesso antes e depois, Batigol é conhecido pela sua passagem mítica por Florença. Recordemos o astro argentino.

Batistuta, nascido há 53 anos em Avellaneda, estreou-se em 1989 pelos Newell´s Old Boys. Nesse plantal estavam Sensini, Pochettino, Berizzo, Tata Martino ou Balbo e na estreia, Batistuta fez 11 golos, aos 20 anos. Mudou-se depois para o River Plate, onde se ficou pelos 4 golos, mas foi campeão. Numa mudança pouco habitual, transferiu-se para o Boca Juniors, onde venceu o Torneio Clausura e marcou 19 golos.

Em 1991, aterrou em Florença onde durante 9 anos foi a estrela maior marcando 206 jogos (é o melhor marcador da história do clube) em 328 partidas. Na estreia, 14 golos, ao lado de Dunga, Mazinho ou Pioli, atual treinador campeão, pelo Milan. No ano seguinte, 20 golos, com a companhia de Brian Laudrup, Massimo Orlando ou Effenberg mas a desceu de divisão. Na Série B, fez 21 golos e ajudou a equipa a ser campeã e a subir. 1994-1995 marcou o regresso à Série A e a chega de Rui Costa, que faria dupla lendária com o argentino. Do 11 base, faziam ainda parte, Toldo, Márcio Santos ou Cois. Batigol fez 28 golos e foi coroado o melhor marcador do Calcio, à frente de Balbo e Rizzitelli. Na época seguinte, mais 27 golos e novo título: a Taça de Itália, numa final a duas mãos com a Atalanta. Na primeira mão, 1-0, com golo de Batistuta e na segunda, 0-2, com o argentino a marcar mais uma vez. No banco, estava Ranieri, após Batistuta já ter sido comandado por, Sebastião Lazaroni (passaria depois pelo Marítimo), Luigi Radice, Aldo Agroppi, Luciano Chiarugi. Em 1996-1997, já com o belga nascido no Brasil, Oliveira a ajudar, a Fiorentina venceu a Supertaça. Numa final em que equiparam de viola, Lorenzo Amoroso ou Stefan Schwarz, 1-2 ao Milan de Simone, Weah, Savicevic ou Desailly. Batistuta fez os dois golos da vitória, mas nessa época, ficar-se-ia pelos 18 golos.

No ano seguinte, com Edmundo na equipa, chegou aos 24 golos e em 1998-1999 chegou à final da Taça de Itália, perdendo-a para o Parma. Fez 26 golos. Na sua última época em Florença, fez 28 golos e jogou a Liga dos Campeões, lado a lado com Mijatovic, Chiesa, Balbo, Di Livio, Okon, Amor, Torricelli ou Repka. Aos 32 anos mudou-se para a AS Roma, de Capello. Poderia não ser a escolha mais óbvia, uma vez que Milan, Inter ou Juventus tinham mais tradição, mas não correu nada mal. Batistuta juntou-se a Totti, Delvecchio, Montella, Tommasi, Emerson, Cafu ou Candela e foi campeão italiano após 10 anos em Itália. Marcaria 21 vezes. Ficou mais um ano e meio no Olímpico, marcando mais 12 vezes. No início da segunda época na Roma, venceu a Fiorentina por 3-0 e conquistou a supertaça. Fez ainda meia época em Milão, fazendo 2 golos pelo Inter, que já tinha Crespo, Recoba, Vieiri, Corradi, Ventola ou Martins. Acabaria a carreira no Catar, ao serviço do Al-Arabi SC, fazendo 27 golos e reencontrado Effenberg.

Pela Argentina, 54 golos em 77 jogos, sendo o segundo melhor marcador de sempre, apenas atrás de Messi e à frente de Crespo, Aguero, Higuain, Passarella, Luque ou…Maradona. Nas grandes competições, números fabulosos. Na Copa América de 1991, 6 golos em 6 jogos e vitória na prova, ao lado de Caniggia, Giunta, Astrada, Simeone ou Basualdo. No ano seguinte, 2 golos em 2 jogos na Taça das Confederações e nova vitória final. Em 1993, 3 golos em 6 jogos em nova Copa América e nova vitória, com ajuda de Beto Acosta, Redondo ou Ruggeri. Em 1994, no ano em que Maradona foi expulso do Mundial, 4 golos em 4 jogos e eliminação nos oitavos. Na Copa América de 1995, 4 golos em 4 jogos, mas queda, nos quartos, ante do Brasil de Ronaldo, Sávio, Leonardo ou Túlio Maravilha. No mesmo ano, nova ida à Taça das Confederações e 2 golos em 3 jogos. Iria ao França 98, fazendo o seu segundo mundial e marcando 5 golos em 5 jogos. Despediu-se das grandes competições de seleções em 2002, no Mundial da Coreia do Sul e Japão, fazendo 1 golo em 3 partidas.   

Viduka

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
21
Jun22

 

Australiano de origem croata, Mark Viduka fez uma carreira recheada de golos, passada maioritariamente na Premier League. Viduka, hoje com 46 anos, nasceu em Meulbourne e foi nos Knights locais que se começou a destacar. Com 47 golos em pouco mais do que duas épocas, ganhou o bilhete para a terra dos seus antepassados e juntou-se ao Dínamo Zagreb.

Em 1995, aos 20 anos, foi campeão e venceu a taça à primeira, marcando 13 golos, ao lado de Simic, Mamic, Soldo ou Maric (ainda passou pelo FCP). Nos dois anos seguintes, marcaria mais 39 vezes e voltaria a vencer ligas e taças. Já com Prosinecki, Miura e Sokota, ainda marcou 4 golos antes de se juntar ao Celtic. Na primeira meia época, 8 golos em 11 jogos ao lado de Larsson e zero títulos. Na época seguinte, aos 24 anos, vitória na taça da liga e 27 golos marcados.

Em 2000, aterrou em Leeds para quatro grandes anos. Nada venceria por lá, mas seria uma das figuras dos Leeds, semifinalista da Liga dos Campeões em 2001. Com Martyn, Woodgate, Radebe, Bakke ou Kewell, o Leeds foi segundo do seu grupo, na primeira fase, e na segunda, novamente segundo, atrás do Real Madrid e à frente de Anderlecht e Lázio eliminando depois, o Deportivo de Fran, Djalminha, Makaay ou Naybet. Viduka deixou o clube com 72 golos marcados.

Seguiu-se o Middlesbrough onde passou três épocas e onde deixou um registo de 42 golos. O ponto alto foi a chegada à final da Taça de UEFA em 2006. No estádio do PSV, goleada do Sevilha de Luís Fabiano, Kanouté e Maresca e fim do sonho. Viduka, ao lado de Jimmy, Boateng, Maccarone, Rochemback ou Southgate, deixou a sua marca. Passaria mais dois anos, em Inglaterra, marcando 7 vezes pelo Newcastle sem deixar muitas saudades.

Pela Austrália, fez 11 golos em 43 partidas. Esteve no Mundial de sub-20 em 1995, marcando 4 golos em 4 jogos. Foi eliminado nos quartos por Portugal, com bis de Agostinho. Quim, Beto, Bóia, Mariano ou Dani eram alguns dos portugueses titulares. Em 1996, esteve nos Jogos Olímpicos, marcando por uma vez. Marcaria mais uma vez, já como sénior, na Taça das Confederações de 1997, ficando em branco nos Jogos Olímpicos de 2000, na Taça das Confederações de 2005 e no Mundial 2006. Na última grande competição onde esteve, marcou 3 vezes na Taça Asiática de 2007.

Amauri

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
08
Jun22

Amauri nasceu no Brasil, mas foi Itália que lhe deu uma boa carreira e foi pela seleção europeia que jogou, antes de Jorginho, Emerson, Tóloi, Luiz Filipe ou João Pedro Galvão, mesmo que apenas uma vez. Amauri Carvalho de Oliveira nasceu há 42 anos e depois de um ano no Santa Catarina chegou à Europa, com apenas 20 anos.

Começou na Suíça pelo modesto Bellinzona antes de chegar ao Nápoles, em 2000-2001. Só deixaria o Calcio em 2015. No San Paolo marcou apenas uma vez numa equipa que tinha Edmundo, Amoroso, Jankulovski, Moriero ou Quiroga. Seguiram-se zero golos no Piacenza e 4 no Messina. Chegou a Verona em 2003. Fez apenas 6 golos nos primeiros dois anos, mas, ao terceiro, marcou 14 e ajudou o Chievo a chegar ao quarto posto. Ainda marcaria 2 golos em 2 jogos no início da época seguinte, mas mudou-se depois para Palermo.

Na Sicília, ajudou o Palermo a chegar ao 5.º lugar, com 8 golos, ao lado de Cavani, Simplício, Barzagli ou Zaccardo. Na segunda época de cor-de-rosa, já com a ajuda de Miccoli, marcou por 15 vezes, naquela que foi a sua melhor época. Chamou a atenção da Juventus e mudou-se para o então maior clube italiano. Em Turim não conseguiu aquilo que mais desejava: títulos.

Num plantel que tinha Del Piero, Giovinco, Iquinta, Trezeguet e o jovem Immobile, marcou por 14 vezes em 44 jogos. No ano seguinte, 40 partidas e 7 golos e na seguinte apenas 3 golos em meia época. Era hora de rumar a Parma. Em seis meses, 11 jogos e 7 golos, numa equipa que tinha Crespo em fim de época. Seguiu-se a Fiorentina e apenas 1 golo. Regressou ao Parma para 19 golos em duas épocas.

Passaria ainda por Torino, Fort Lauderdale Strikers e New York Cosmos, sem grande sucesso. Terminou a carreira em 2016, com 37 anos e um total de 442 jogos e 111 golos.

Pela equipa italiana, jogou uma vez, em agosto de 2010, num particular em Londres, no qual a Itália perdeu 0-1 com a Costa do Marfim. Amauri foi titular ao lado de Pepe, Palombo, De Rossi ou Balotelli mas aos 59 minutos deu lugar a Quagliarella.

Finidi George

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
05
Jun22

 

George Finidi, extremo nigeriano, nunca conseguiu alcançar o nível de alguns companheiros do Ajax de meio dos anos 90. Não chegou ao Barcelona como Kluivert, Litmanen, Overmars ou os irmãos De Boer, por exemplo. Mas, teve uma carreira interessante e é, sem dúvida, um herói de culto.

Nascido há 51 anos, Finidi jogou no seu país por Calabar Rovers, Heartland FC e Sharks FC, sem que se saiba muito sobre esses tempos. Sabe-se é que em 1993 chegou a Amsterdão para uma história de sucesso. Aos 23 anos, o nigeriano adaptou-se de tal modo à Holanda que fez 31 jogos e marcou 4 golos. Foi campeão à primeira. Menzo, Kreek, Silooy, Reuser, Van Vossen ou o compatriota Kanu, eram alguns dos seus colegas. Outros, ao longo da sua estadia, foram, como se sabe, Litmanen, Overmars, Kluivert, Blind, Davids, Seedorf, Rijkaard ou Van der Sar. O momento alto da passagem pelo Ajax, foi, claro, a vitória na Liga dos Campeões de 1995, em Atenas, ante do Milan, com golo do suplente Kluivert, então com 18 anos e a camisola 15. Em 1994-1995, apenas a taça escapou ao Ajax. Finidi fez 42 jogos e marcou 9 golos. No último ano, 44 jogos e 9 golos e mais troféus: mais um campeonato, uma supertaça (2-1 ao Feyennord de Henrik Larsson ou Ronald Koeman) uma supertaça europeia (total de 5-1 ao Saragoça de Morientes, Dani Garcia ou Gustavo Lopez) e a Taça Intercontinental (vitória sob o Grémio, de Jardel e Scolari, na final). O Ajax voltou à final da Liga dos Campeões, mas desta vez, perdeu. Ravanelli adiantou a Juventus e Litmanen, empatou. Nas grandes penalidades, a Juve foi mais forte, em Roma.

Com o Ajax em fim de ciclo, Finidi mudou-se para Sevilha (seria rendido em Amsterdão por Dani). No Bétis, passou quatro anos, como peça central na tentativa do clube se intrometer no domínio de Real Madrid e Barcelona, além de Atlético, Valência e Deportivo. No primeiro ano, boa época. O Bétis ficou em terceiro, ainda que a 13 pontos do Barça e a 15, do Real. Finidi fez 38 jogos e marcou 11 vezes. O Bétis, alcançou ainda, a final da taça, perdendo 3-2 para o Barcelona de Robson, com Finidi a marcar um golo, mas a serem os dois de Figo, os mais importantes. Na segunda época, 39 jogos e 10 golos, modesto oitavo lugar na liga e passagem aos quartos da Taça do Rei (eliminado pelo Saragoça) e quartos da Taça das Taças (eliminado pelo Chelsea, que venceria a prova, com Zola, Vialli, Flo ou Wise). À terceira época, pior classificação, já com Denilson na equipa, após o Mundial 1998 e com Finidi a marcar 13 vezes em 42 jogos.

No quarto e último ano, o Bétis, mesmo com Finidi, Denilson, Alfonso, Oli ou Prats desceu de divisão com Sevilha e Atlético. Finidi marcou 8 vezes e jogou 24, nos seus piores números em Sevilha. Ainda assim, balanço positivo. Nada ganhou, mas fez 135 partidas e 42 golos por um grande clube.

Aos 30 anos, chegou a Palma de Maiorca para ajudar o clube local a ficar em terceiro lugar em La Liga e municiar dois jovens atacantes: Luque (9) e Eto´o (13 golos). Do plantel faziam ainda parte Burgos, Roa, Nadal ou Ibagaza. Seguiu-se a aventura na Premier League. Juntou-se ao então modesto Ipswich Town (tinha vencido a Taça UEFA em 1981) e fez 29 jogos e 7 golos ao lado de Reuser (velho conhecido dos tempos do Ajax), Holland e Marcus Bent. Depois de um fabuloso quinto lugar, o Ipswich desceu de divisão, mas ainda fez seis jogos na Taça UEFA, tendo caído aos pés do Inter de Milão, de Vieiri, Ronaldo, Kallon e Conceição. Finidi George faria 16 jogos (1 golo) na segunda divisão inglesa antes de regressar a Maiorca para terminar a carreira, participando em 17 partidas. O Maiorca, treinado por Jaime Pacheco em parte da época, ficou em 11.º e perdeu a supertaça para o Real de Beckham, Figo e Zidane.

Pela Nigéria, Finidi fez 62 jogos e marcou 6 golos. Jogou as CAN de 1992, 1994, 2000 e 2002, tendo ajudado a vencer de 1994 (participou em 3 jogos). Rufai, Oliseh, Okocha, Amunike, Amokachi ou Yekini (melhor marcador da prova e então jogador do Vitória de Setúbal) eram os destaques. Poucas semanas depois, a Nigéria (e Finidi) estavam nos EUA para o Mundial. Além dos míticos equipamentos, a Nigéria destacou-se ao vencer o grupo D à frente de Bulgária, Argentina e Grécia. Finidi fez um golo à Grécia e esteve em 4 jogos. A Nigéria perderia 1-2 com a Itália, com um bis de Baggio. Faria mais 4 jogos no Mundial de 1998 (a Nigéria foi goleada nos oitavos, pela Dinamarca).

Zalayeta

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
03
Jun22

Visão de Peão (4).png

Marcelo Zalayeta, nascido no Uruguai, há 43 anos, foi um avançado interessante que brilhou sobretudo no futebol italiano. Deu nas vistas em 1997, quando se estreou pelo Danubio, marcando 12 golos. Logo saltou para o Peñarol onde foi campeão. Aos 19 anos estava na Juventus, sendo campeão, mas jogando ainda pouco. Mandavam no ataque, Del Piero, Inzaghi, Amoroso, Padovano ou Fonseca. Mesmo com 2 golos em 3 jogos na época seguinte, seguiria para Empoli, no primeiro de vários empréstimos. Marcou 2 vezes.

O próximo destino, seria Sevilha. Numa época péssima, faria parte da equipa que desceu de divisão, bem como o português Bakero (já encontrara Dimas, em Turim). Voltaria à Juve, campeão da segunda divisão espanhola. Em 2001-2002 e 2002-2003 fixou-se no Delli Alpi, fazendo 58 jogos e 14 golos. Nesse período venceu duas ligas e uma supertaça. Jogaria ainda a final da Liga dos Campeões, perdida para o Milan. Na segunda metade da época seguinte, após 9 jogos e 3 golos, seguiria para Perúgia. Ao lado de Ravanelli, foram 5 jogos e…0 golos.

Seguiu-se o período maior na Juventus: três épocas, com 82 jogos (em decrescendo) e 14 golitos. Venceu uma liga italiana e depois do escândalo, venceria um título da segunda divisão. Depois de cerca de dez anos ligado à Juventus, Zalayeta mudou-se para o Nápoles. Fez 55 partidas e marcou 12 vezes, conseguindo alguma estabilidade antes de ser, mais uma vez, emprestado. O seu quinto e último clube em Itália, na sua décima primeira e última época em Itália, seria o Bolonha. 29 jogos e 4 golos. Marcou ainda 7 vezes no futebol turco, com as cores do Kayserispor.

Aos 33 anos regressou a casa para cinco épocas no Peñarol. Por lá, marcou 35 vezes nos dois primeiros anos. Encontrou Varela (jogaria no Manchester United); Luis Aguir (tinha jogado no Braga e Sporting), Mora (vindo do Benfica) e João Pedro Galvão, hoje internacional italiano. Venceria três campeonatos e marcaria mais 20 vezes até se reformar, aos 37 anos, num plantel que tinha Forlán, em fim de carreira e Valverde, antes de rumar ao Real Madrid.

Pela seleção, 47 jogos e 10 golos. Esteve na Taça das Confederações de 1997 e na Copa América de 1999, marcando nas duas. Em 1997 esteve também no Mundial de sub-20, marcando quatro vezes e tendo perdido apenas na final para a Argentina de Cufré, Samuel, Riquelme, Aimar, Scaloni ou Cambiasso. Pelo caminho ficou a França de Henry, Trezeguet, Anelka, Silvestre ou Gallas.

Charisteas

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
30
Mai22

 

Para desgosto do povo português e euforia do grego, Charisteas marcou o único golo da final do Euro 2004. Mas, é herói de culto também pelo percurso feito em clubes como Aris, Ajax, Bremen ou Leverkussen. Angelos Charisteas, hoje com 42 anos, começou a carreira no Aris, de Salónica, estreando-se aos 18 anos. Fez 2 golos em 10 jogos e foi campeão…da segunda divisão.

Faria 14 jogos antes de ser emprestado ao Athinaikos. Regressaria e em três épocas, marcaria 17 vezes. Seguiu-se a Bundesliga. Aterrou em Bremen em 2002 e marcou 15 golos na época de estreia ao lado de Ailton, Klasnic, Valdez, Micoud ou Manuel Friedrich. Na época seguinte, marcaria apenas 7 vezes, mas seria campeão alemão (mais 6 pontos do que o Bayern) e venceria a taça alemã (3-2 ao Alemannia Aachen na final de Berlim). Ficaria mais meio ano, fazendo mais 6 golos. Seguiu-se a Holanda. Pelo Ajax, fez 15 golos em ano e maio. Venceu uma taça e uma supertaça e conheceu Huntelaar, Babel, Pienaar, Sneijder ou Maduro. Passou depois um ano e 11 golos no rival Feyennord mas regressaria à Bundesliga.

No Nuremberga, conseguiu estrear-se com 11 golos numa equipa que tinha Koller, Galasek ou Pinola. Ainda marcou 1 golo em 16 jogos na segunda divisão, mas seria recrutado pelo Leverkusen onde dobrou o número de golos. Regressaria a Nuremberga, de novo na Bundesliga, mas para apenas 1 golo numa época inteira. Passou em branco pelos franceses do Arles e regressou, pela última vez, à liga alemã. Só marcou um golo, mas fez parte do plantel do Shalke que venceu a taça alemã, tal como Raul, Jurado, Draxler, Farfán ou o compatriota Papadopoulos.

Passou, ainda, uma época no Panetolikos (4 golos) e outra nos sauditas do Al Nassr (1 golo).

Mas seria pela Grécia, no Estádio da Luz que teria o seu momento glorioso ao marcar o golo da vitória da Grécia no Euro. Pela sua seleção marcou 25 vezes em 88 partidas, incluindo 3 golos nesse verão em Portugal e ainda 1 no Euro 2008. Ainda esteve no Mundial 2010 e na Taça das Confederações de 2005.

Emerson

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
27
Mai22

 

Emerson Ferreira da Rosa, hoje com 46 anos, foi um internacional brasileiro, que passou pelos grandes campeonatos europeus. Começou por ser avançado, tendo depois passado a médio, com sucesso. A sua história começa em Porto Alegre, onde fez a formação no Grémio.

Estreou-se pela equipa principal, em 1993, fazendo 1 jogos e aos 18 anos, fez 46 jogos e marcou 4 golos. Nas épocas seguintes, faria mais 81 jogos, marcando mais 12 golos. Sob o comando de Scolari, venceria a Copa do Brasil, em 1994, ao lado de Carlos Miguel que passaria pelo Sporting e Jamir, que passaria por Benfica e Alverca. Em Porto Alegre, não lhe faltaram títulos. Em 1995, a Copa Libertadores da América, contra o Milionários de Bogotá, de Higuita e Angel, com Paulo Nunes e Mário Jardel em grande e ainda o campeonato gaúcho; em 1996, novo campeonato gaúcho, a Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro.

No verão de 1997 aterrou em Leverkusen para dar início à sua aventura europeia, que duraria até 2009. No Bayer passou três grandes anos. No primeiro, 3.º lugar na Bundesliga e quartos de final da Liga dos Campeões. No segundo, vice-campeão da Bundesliga e no terceiro, novo vice-campeonato. Foi numa era antes da chegada à final da Liga dos Campeões, mas onde o Leverkusen já se afirmava como grande equipa e já contava com Rink, Neuville, Ramelow, Zé Roberto, Ballack ou Nowotny.

Próxima paragem: Roma. Emerson mudar-se-ia para a Série A para, à primeira, ser campeão. Fez apenas 14 jogos, mas jogou ao lado de Totti, Montella, Delvecchio, Balbo ou Batistuta, isto só para falar de avançados. Nos três anos seguintes, jogaria muito mais – 131 jogos – e tornar-se-ia peça central da equipa. Conquistaria mais um título – supertaça italiana – antes de se juntar à Juve. Seria bicampeão, mas a Juve perderia os títulos na secretaria e Emerson seguiria para Madrid.  

Ficaria apenas um ano no Real Madrid, mas seria campeão com Capello, que já o conhecia de Roma e Turim. Entre os colegas estavam Casillas, Salgado, Ramos, Beckham, Raul ou Guti. Retornaria a Itália, para reforçar o Milan. Venceria uma Supertaça Europeia e um Mundial de Clubes, em 2007, sob o comando de Ancelotti, com Pato, Inzaghi, Seedord, Kaká, Cafu ou Dida. Regressaria ao Brasil para 6 jogos pelo Santos de Ganso e Neymar. Terminaria a carreira aos 33 anos.

Pelo Brasil, faria 75 jogos e marcaria 6 vezes. Como pontos altos, teria a conquista da Copa América de 1999, com 0-3 ao Uruguai na final. Emerson foi titular ao lado de Amoroso, Ronaldo, Rivaldo, Flávio Conceição e Roberto Carlos. Em 2005, venceria a Taça das Confederações, com um 4-1 à Argentina, na final, com Emerson no 11 ao lado de Robinho, Adriano, Ronaldinho ou Gilberto. Seria chamado para os Mundiais de 1998 e 2006; para as Copas América de 1999 e 2001 e para as Taças das Confederações de 1999, 2003 e 2005.

 

 

Ba

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis
25
Mai22

 

Ibrahim Ba foi um extremo francês, conhecido pelo seu cabelo pintado de loiro e pelas suas passagens pelo Milan. Venceu três títulos e não terá jogado tanto como seria de imaginar, mas entrou para a categoria de herói de culto. Ba, nasceu no Senegal há 49 anos e foi no Le Havre que deu nas vistas. Estreou-se com 19 anos e 1 jogo apenas em 1991-1992, mas, de 1992 a 1996 jogou bastante mais: 157 partidas e 10 golos. Por lá jogou com Yaya Aubameyang, pai do atual avançado do Barcelona.

Em 1996-1997 jogou pelo Bordeus, uma das mais conceituadas equipas francesas, que no ano anterior havia sido derrotada na final da Taça UEFA. Ba já não encontrou Zidane nem Dugarry mas esteve sempre bem rodeado, com Papin, Pavon, Micoud ou Ziani. Esteve na final da Taça da Liga perdida para o Estrasburgo e fez 36 jogos e 6 golos com a camisola 13 dos Girondins. Seguiu-se o Milan.

E não começou mal. Ba deu nas vistas pelo seu look, mas também cumpriu em campo, estando em 40 jogos. Em termos coletivos, a época foi fraca, com um 10.º posto atrás de Juventus, Inter, Udinese (de Bierhoff), Roma, Fiorentina, Parma, Lázio, Bolonha (de Baggio) e Sampdória. Deu-se com Kluivert, Weah, Boban, Davids e André Cruz e chegou à final da Taça, perdida para a Lázio. Na primeira mão, vitória por 1-0 (Weah, claro), entrou aos 60´ e saiu…aos 76’. Na segunda, derrota por 3-1 com Ba a titular e a jogar 67 minutos. Na época seguinte, só esteve em 17 partidas. Foi o custo de ver o Milan bem melhor. Tão melhor que foi campeão. Lehmann, Helveg, Ayala e Bierhoff chegaram e ajudaram os rossoneri a ocupar o seu lugar.

Com muita concorrência passou a época seguinte em Perúgia, ao lado de Rapaic, Nakata e Alenichev. Conviveu, ainda, com o defesa português, Hilário e ajudou a equipa a ficar em décimo. Regressaria a Milão para 11 jogos e conhecer Shevchenko. Pouco jogaria até fim da carreira: 9 jogos no Marselha, 8 no Milan, 16 no Bolton, 2 no Caykur Rizespor e 15 no Djurgarden, onde foi campeão.

Pela seleção francesa, jogou 8 vezes, marcando 2 golos. Estreou-se a jogar e marcar num 0-2 a Portugal, em Braga, ao lado de Barthez, Thuram, Blanc, Deschamps, Zidane e Pires.

É scout do Milan desde o fim da carreira.