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Visão do Peão

Visão do Peão

Ricardo Sousa

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
10
Out23

Visão do Peão (3).pngFilho de um conhecido internacional português e campeão europeu pelo FCP e pai de um promissor médio ofensivo, Ricardo Sousa foi um jogador em destaque nos anos 90 e 2000. Natural de São João da Madeira, fez formação na Sanjoanense e no FCP e estreou-se como sénior no Beira-Mar, o clube da sua vida. Fez 8 golos em 19 jogos e fez o golo da vitória do clube de Aveiro no Jamor, na final da Taça contra o Campomaiorense. Fary, Eusébio, Gila, Lobão ou Palatsi eram alguns dos seus colegas de então.

No ano seguinte andou entre a equipa B e A do FCP, saindo novamente, por empréstimo, passando seis meses no Santa Clara, marcando mais 2 golos. Em 2001, regressou ao Beira-Mar para mais 11 golos, ao lado de Dolores, Gamboa ou Fernando Aguiar. Voltou ao Porto, sem se fixar e foi emprestado aos Belenenses. Voltou de novo a Aveiro para mais 11 golos e mais uma vez, saiu, desta vez para reforçar o Boavista onde marcou 14 vezes (a sua melhor marca). O sucesso por cá fez com que o Hannover, da Bundesliga o contratasse, mas após 18 participações, acabou emprestado aos holandeses do De Graafschap. Voltou à Alemanha para mais 18 jogos e 1 golo e foi novamente emprestado, desta vez, ao Boavista onde não atingiu o nível de antes. Não voltou a ter grande sucesso, passando pelo Chipre, Alemanha, Aveiro, Leiria e Eslovénia antes de acabar a carreira relativamente cedo, depois de passagens por Oliveirense, São João de Ver e Gafanha da Nazaré. Treina o Feirense, depois de ter orientado Mafra, Beira-Mar ou Felgueiras.

Meyong

Cromos esquecidos da nossa caderneta,

Francisco Chaveiro Reis
09
Out23

Visão do Peão (1).pngAlbert Meyong Ze, camaronês que, entretanto, também se tornou português, chegou a Portugal para marcar golos em Setúbal, Lisboa e Braga. Despontou no Canon Yaoundé, entrando na Europa pela porta dos italianos do Ravenna, onde marcou 2 golos em 7 aparições.

Reforçou o Setúbal em 1999, fazendo apenas 2 golos numa equipa que desceu de divisão. No ano seguinte fez dupla com Maki e marcou 13 vezes na segunda divisão. Ajudou a subir o Vitória, repetindo a modesta marca dos 2 golos. Em 2002-2003, 7 golos e nova descida. Com Bruno Ribeiro, Puma, Jorginho ou Sandro a servi-lo marcou por 21 vezes e voltou a subir. No regresso à liga, 15 golos e a conquista da Taça de Portugal. Foi dele o golo da vitória no Jamor, ante do Benfica. Mudou-se para Os Belenenses, onde, com 17 golos, foi o melhor marcador do campeonato.

Deixou Lisboa para jogar em Espanha, onde não teve muito sucesso, entre Levante e Albacete. Regressou brevemente ao Restelo e em 2008-2009 começou nova vida, em Braga. Na primeira época, 12 golos, conquistando uma Intertoto. No ano seguinte, subiu para os 13 golos. Fez mais 4 golos em época e meia. Ganhou depois nova vida em Angola, fazendo 53 golos em 3 anos, vencendo uma liga e uma taça pelo Kabuscorp. Regressou a Setúbal, sem o mesmo sucesso e terminou a carreira no Comércio e Indústria.

Pelos Camarões, jogou 12 vezes e marcou 4 vezes. Jogou na CAN 2006, marcando 2 vezes em 3 jogos. Venceu a Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 2000, ao lado de Kameni, Womé, Geremi, Mboma ou Eto´o.  

Zoran Ban

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
08
Out23

Visão do Peão (1).pngCom um nome que parecia saído do universo Star Wars, Zoran Ban foi um avançado croata que passou dois anos por cá. Nascido em Rijeka há 50 anos, foi no clube local que se estreou, dando nas vistas durante três anos. Em 1993-1994, o auge da sua carreira, sendo recrutado pela poderosa Juventus. Aos 21 anos não teve hipóteses ante a concorrência de Ravanelli, Baggio, Vialli ou Del Piero. Esteve apenas em 6 jogos e não marcou. Foi a Juve que o colocou em Portugal. Em Belém, 10 jogos e 2 golos, essencialmente como alternativa a Mauro Airez. Marcou a Beira-Mar e Vitória SC. No ano seguinte melhorou, estando em 17 jogos, marcando 4 vezes a Felgueiras (2), Chaves e Gil Vicente. Ainda passou pelo Pescara, mas foi na Bélgica que mais deu nas vistas, sobretudo pelo Mouscron. Regressou a Itália e terminou a carreira no Rijeka.

Mauro Airez

Cromos esquecidos da nossa caderneta,

Francisco Chaveiro Reis
07
Out23

Visão do Peão (2).png

Antes de Caniggia, Acosta ou Lisandro, chegou a Portugal outro goleador argentino: Mauro Airez. Nascido em Buenos Aires há 54 anos, começou a jogar pelo Gimnasia (8 golos), passando por Argentinos Juniors (7) e Independiente (1). Mudou-se então para o Bari, mas sem jogar veio para Portugal. Na segunda divisão, fez tripla de ataque nos Belenenses com Luiz Gustavo e Paulo Sérgio (hoje, treinador do Portimonense) e fez 15 golos. Já na primeira divisão, com Djamel Menad ao seu lado, marcou mais 8. Na época seguinte, mais 8 e em 1994-1995, mais 6. Em janeiro de 1996, reforçou o Benfica, curiosamente após meia época sem marcar.

Juntou-se a um plantel que tinha Marcelo, JVP, Hassan ou Luiz Gustavo, que jogara com Airez em Belém. Mauro marcou 3 vezes, sempre na Taça. Nos oitavos, marcou duas vezes no 3-0 ao Farense. Na final, no 3-1 ao Sporting, numa final marcada pela morte de um adepto sportinguista, Airez inaugurou o marcador e assistiu João Vieira Pinto para outro dos golos da tarde. Foi a sua tarde de glória pelo Benfica. Ficou mais uma época, jogando 17 jogos, sem marcar. Ficou mais dois anos em Portugal, jogando por Estrela da Amadora e Estoril. Foram 8 anos na região de Lisboa.

Pela Argentina, 4 jogos e 1 golo (ao Chile). Representou a Argentina nos Jogos Olímpicos de 1988, chegando aos quartos de final.

Rui Bento

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
06
Out23

Visão do Peão (8).png

Conhecido desde jovem como “o pequeno Baresi”, Rui Bento, que viveu entre o centro da defesa e o centro do meio campo, é uma figura de destaque do nosso campeonato.  Natural de Silves, Bento chegou ao Benfica em 1987, acabando a formação em Lisboa e estreando-se em 1990-1991, num jogo da Taça. Fez parte do plantel campeão e no ano seguinte conquistou o seu espaço, estando em 37 jogos, muitas vezes ao lado de Thern. Nada venceu, mas não deixou de surpreender a sua saída para o Boavista, servindo ele e Sanchez como moeda de troca para a ida de JVP para a Luz.

Com Manuel José, no Bessa, passou a ser pedra central do meio campo boavisteiro. Ficou 8 anos no Boavista. No ano de estreia, ajudou a vencer a Supertaça, jogando os 180 minutos das duas mãos contra o FCP. Ainda chegou à final da Taça, perdendo para o Benfica. No segundo ano, chegada aos quartos de final da Taça UEFA. Em 1997, regresso aos títulos, com uma Taça de Portugal conquistada ao Benfica. No mesmo ano, mais uma Supertaça, conquistada ao FCP. Em 2000-2001, esteve no Boavistão campeão, uma conquista histórica, da qual foi peça central. No ano seguinte voltou a ser campeão, mas pelo Sporting.

Chegou a Alvalade em 2001 para fazer meio campo com Paulo Bento, Pedro Barbosa ou Hugo Viana. Atrás da dupla JVP e Jardel venceu o campeonato e a Taça de Portugal. No ano seguinte, venceu mais uma Supertaça, num 5-1 ao Leixões. Retirou-se aos 32 anos.

Por Portugal, apenas 6 jogos pela principal equipa. Pelas camadas jovens, foi campeão mundial de sub-21 em Lisboa. Esteve ainda nos Jogos Olímpicos de 1996.

Abel Xavier

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
05
Out23

Visão do Peão (1).pngAntes de andar por Itália, Espanha, Holanda, Inglaterra, Turquia, Alemanha e EUA, a carreira de Abel Xavier, passou, claro, por Portugal. Nascido em Moçambique há 50 anos, Abel cedo se juntou às camadas jovens do Sporting, prosseguindo a carreira no Estrela da Amadora. Seria na Reboleira que se estrearia como profissional, fazendo 26 jogos em 1990-1991, numa época em que o Estrela foi treinado por Manuel Fernandes, Jesualdo Ferreira e Augusto Matine. Nessa época, o Estrela perderia a Supertaça para o FCP, mesmo tendo vencido a primeira mão e estaria na Taça das Taças. No entanto, desceria de divisão. Ficaria dois anos na segunda divisão, sempre como lateral direito. Mesmo com a subida do Estrela, o seu regresso à primeira divisão seria com a camisola do Benfica.

Numa defesa com Mozer, Veloso ou Hélder, assumiu-se como titular e foi campeão nacional e chegou às meias finais da Taça das Taças, sendo eliminado pelo Parma. Rui Costa, Vítor Paneira, Kulkov, Iuran ou Isaías eram alguns dos seus companheiros de ataque, orientados por Toni. 1994-1995 trouxe Artur Jorge e uma razia no plantel. Abel Xavier continuou como titular, mas o Benfica nada venceria.

Começou em 1995 a sua carreira internacional, tendo passado por grandes clubes europeus como PSV, Roma ou Liverpool. Jogou 20 vezes pela seleção A, tendo estado no Euro 2000 e no Mundial 2002. Como sub-20, foi campeão do mundo em 1991, em Lisboa, usando a camisola 7.

Adelino Batista

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
04
Out23

Visão do Peão (6).png

Adelino Batista, nascido em Angola, tornou-se no segundo Jordão mais conhecido do nosso futebol. Veio cedo para Portugal e para os arredores de Lisboa, fazendo formação no Massamá e no Estrela da Amadora, estreando-se como sénior no clube da Reboleira. Suplente de Agatão ou Paulo Bento, jogou pouco no primeiro ano, estando em 3 jogos e marcando 1 golo (ao Gil Vicente, para a Taça). Mais 21 jogos e 3 golos em duas épocas e foi emprestado.  No Campomaiorense não jogou muito, mas em 1994-1995, aos 23 anos, com Sérgio Conceição, Earl, Constantino ou Serifo foi campeão da segunda divisão (já o tinha sido uma vez pelo Estrela, sem o mesmo peso na equipa) e assumiu-se como titular. Finalmente impôs-se no Estrela, fazendo 64 jogos e 5 golos em duas épocas, sob o comando de Fernando Santos.

Chamou a atenção do Benfica e subiu na carreira. Num meio campo com Calado, Hugo Leal ou Amaral pouco jogou e passada meia época acabou a estadia na Luz. Seguiu-se Braga onde voltou a ser determinante, em duas épocas e meia. Aos 29 anos, mudou-se para Inglaterra, passando três anos no WBA.  Aos 32 anos, regressou ao Estrela para mais quatro anos.

Aloísio

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
03
Out23

Visão do Peão (3).pngCampeão do mundo de sub-20, Aloísio, camisola 4, liderou a defesa do Porto por dez anos, vencendo 19 títulos. Aloísio, hoje com 60 anos, estreou-se pelo GE Brasil, mas foi no Inter de Porto Alegre que mais se destacou, sobretudo entre 1985 e 1988. Mais de 100 jogos depois, foi contratado pelo Barcelona, sendo treinado por Cruyff. Fez 38 jogos na primeira época, com Zubizarreta, Eusebio Sacristan, Bakero, Milla, Lineker, Salinas, Valverde ou Txiki Begiristáin. Venceu a Taça das Taças (2-0 à Sampdória em Berna). No ano seguinte, mais 30 jogos já com Michael Laudrup, Ronald Koeman ou Amor. Venceu a Taça do Rei, num 2-0 ao Real Madrid.

Aos 27 anos, em 1990, aterrou no Porto. Foram 474 jogos, 18 golos e 19 títulos (7 campeonatos, 5 taças e 7 supertaças). Fez companhia a Geraldão, Fernando Couto ou Jorge Costa. Esteve em momentos de glória como a conquista de cinco campeonatos consecutivos, entre 1995 e 1999. Foi treinado por Artur Jorge, Carlos Alberto Silva, Tomislav Ivic, Bobby Robson, António Oliveira e Fernando Santos e dividiu balneário com lendas do clube como Baía, João Pinto, Paulinho Santos, Drulovic, Domingos ou Jardel.

Pela primeira seleção do Brasil, jogou seis vezes, em amigáveis, todos em 1988. Em 1983, no México, foi campeão mundial de sub-20, com Jorginho, Dunga e Bebeto, que seriam campeões de séniores em 1994.

Edmílson Pimenta

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
02
Out23

Visão do Peão (2).png

Edmilson Pimenta, avançado móvel, teve sucesso no Salgueiros, FCP e Sporting. Hoje, com 51 anos, iniciou a carreira em 1990, passando 4 anos no Brasil, entre Colatina e Democrata (jogou com Gilmar). Mudou-se para a Madeira no verão de 1993, para jogar na segunda divisão, pelo Nacional, juntando-se aos compatriotas Marcos Machado, Silvano, Luís Carlos, Márcio Florêncio, Roberto Carlos, Silvinho e Alcino. Marcou 4 golos e passou para o Porto, para uma época no Vidal Pinheiro. 1994-1995 foi um grande ano para Edmilson, marcando 15 golos (bis ao União da Madeira e hat-tricks a Tirsense e Estrela da Amadora) pelo Salgueiros, onde convivia com Vinha, Tulipa, Milovac, Luís Manuel ou Pedro Espinha. Sem surpresa, saltou para um grande, mudando-se para as Antas.

Teve impacto imediato no FCP, marcando 14 golos e assistindo para mais 7. Foi campeão com Drulovic, Domingos, Rui Barros, Emerson ou Paulinho Santos. Edmilson esteve ainda na Supertaça perdida para o Sporting e nas meias finais da Taça, com derrota ante do mesmo adversário. Na Liga dos Campeões, fez parte de uma campanha fraca que terminou na fase de grupos, atrás de Panathinaikos e Nantes. No segundo ano, 16 golos e mais 6 assistências. Venceu o campeonato e a Supertaça, marcando no 0-5 na Luz, na segunda mão. Voltou às meias da Taça, perdendo com o Benfica. Na Europa, chegou aos quartos da Liga dos Campeões, jogando os 90 minutos na histórica vitória por 2-3 em San Siro. Marcou ao Milan, num 1-1 no Porto e ao IFK, num 0-2 em Gotemburgo.

Em 1997, juntou-se ao PSG para meia época, com 18 participações e 0 golos. Fez parte do plantel que venceu Taça de França e Taça da Liga mas com Simone, Loko ou Maurice, não brilhou e regressou a Portugal. Chegou ao Sporting para usar a camisola 30, marcando 3 vezes em 11 jogos. No ano seguinte, já com a 10 nas costas, esteve em 26 jogos, marcando por 10 vezes. Delfim, Duscher, Simão ou Iordanov eram alguns dos seus colegas. A glória, de verde e branco, chegou com a conquista do ano seguinte. Marcou apenas 2 vezes, “sofrendo” com as presenças de Barbosa, De Franceschi, Ayew ou Mbo Mpenza mas juntou mais um título ao palmarés. As chegadas de Sá Pinto e de João Vieira Pinto não o ajudaram e ficou apenas mais meia época, fazendo mais 4 golos.

Na fase descendente da carreira, passou por Palmeiras e Colatina, no Brasil; regressou a Portugal para uma época no Portimonense; passou pelo Lyn, da Noruega; regressou mais uma vez ao Colatina; foi à Bélgica jogar pelo Visé; veio a Portugal defender o modesto Guilhabreu e regressou pela ultima vez, ao Colatina.

Fary

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
01
Out23

Visão do Peão (1).png

Fary Faye nascido no Senegal há 48 anos, foi figura de destaque no nosso futebol, sobretudo ao serviço de Beira Mar e Boavista. Chegou em 1996, para reforçar a União de Montemor, ficando dois anos no Alentejo, marcando por 39 vezes, na segunda divisão B.

Em 1998, chegou a Aveiro, para os primeiros cinco anos no Beira Mar. No primeiro ano, 11 golos e a conquista da Taça de Portugal. No ano seguinte, 8 golos, já na segunda liga, onde foi vice-campeão. Na estreia na Taça UEFA, golo ao Vitesse mas ao fim de dois jogos, os holandeses foram melhores. Em 2000, no regresso à primeira, fazendo tripla de ataque com Gamboa e Dolores, marcou mais 8 e o Beira Mar acabou a época num confortável 8.º lugar. As duas épocas seguintes seriam as melhores de Fary, marcando 18 em cada uma. Em 2001-2002, foi o terceiro melhor marcador atrás de Jardel e Derlei e em 2002-2003, seria mesmo o Bola de Ouro, em igualdade com Simão.

Fez depois 5 anos no Bessa, marcando muito menos, apenas 17 vezes no total. Aos 34 anos, regressou ao Beira Mar para mais dois anos e 4 golos. Tornou ao Bessa, após 1 ano 1 golo pelo Aves, e ganhou nova vida nas divisões inferiores. Em três épocas, 8, 15 e 8 golos. Aos 40 anos, terminou a carreira, já com o Boavista de regresso à primeira.

Pelo Senegal, 33 jogos e 7 golos, tendo estado na CAN de 2002.

Lula

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
30
Set23

Visão do Peão (14).png

Chama-se Luiz Bonfim Marcos, mas respondeu a vida toda por Lula. Tem 57 anos, mas o que nos interessa passou-se quando era bem mais jovem. Lula foi patrão da defesa do Famalicão, Belenenses ou FCP e marcou uma era. Nascido no Recife, começou a jogar pelo modesto Confiança, tendo depois passado para o Santa Cruz.

Chegou a Portugal para reforçar o Famalicão no fim dos anos 80. Fazia dupla defensiva com…Bem-Hur, seu compatriota. Cacioli, igualmente brasileiro, era outra das estrelas. Em 1990 chegou à primeira divisão, passando a ter Tanta como colega no eixo. Ficou mais um ano, a titular, contando com a ajuda de Carlos Secretário. Regressou ao Brasil, não por ter falhado em Portugal, mas porque o grande São Paulo chamou por ele. Fez parte da equipa que venceu a Libertadores, sendo suplente de Ronaldão, Antônio Carlos ou Adilson. Do banco via ainda Palhinha, Raí, Muller, Cafu ou Zetti.

Regressou a Portugal em 1994, depois de ter passado por Coritiba. Na União de Leiria, 18 jogos e 3 golos, não sendo sempre titular. Mudou-se para Lisboa para um ano nos Belenenses. Esteio da equipa, fez 31 jogos ao lado de Paulo Madeira e Pedro Barny. O Belém ficou em 6.º e Lula mudou-se para o Porto. Nas Antas não jogou muito, mas venceu dois campeonatos e uma Supertaça. Além disso, foi colega de Jardel, Paulinho Santos, Capucho ou Rui Correia. À sua frente tinha Jorge Costa e Aloísio.

Regressou ao Brasil para jogar pelo Vitória e voltou a Portugal para uma época em Paços de Ferreira. Reformou-se após quatro anos na China.