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Visão do Peão

Visão do Peão

21 de Janeiro, 2025

Casiraghi

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis

Pierluigi Casiraghi tinha tudo para ser um dos melhores jogadores italianos dos anos 90, não fossem as lesões. Natural de Monza, foi no clube local que passou os primeiros quatro anos da sua carreira, até 1989. Aos 17 anos, marcou uma vez em 14 jogos. Com Costacurta na equipa, subiu para os 8 golos. Marcou mais 22 golos, vencendo uma Coppa Italia Lega Pro.

Em 1989, juntou-se à Juventus para mais quatro anos. Tornou-se colega de Rui Barros e do malogrado Totò Schillaci. Marcou 11 vezes (metade dos golos marcados por Totò) e conquistou a Taça de Itália e a Taça UEFA (marcou na final, à Fiorentina. Com a ajuda de Roberto Baggio, que passou a ser o melhor marcador, Casiraghi marcou 14 vezes, voltando a ser o número dois da equipa, em termos de golos. Não venceu nada nesse ano. No terceiro ano, marcou por 8 vezes e no quarto e último, ficou-se pelos 5. Com Vialli, Ravanelli, Moller, Platt ou Conte, venceu mais uma Taça UEFA.

Na Lázio, passou cinco anos, o maior período que representou uma equipa, na sua carreira. Marcou 41 vezes. Conviveu com Signori, Boksic, Nedved, Fuser, Winter ou Di Matteo, e só na última época conquistou um título, a Taça Itália, num total de 3-2 contra o Milan, de Weah. 

O destino seguinte foi o Chelsea, onde tudo se desmoronou. A usar a camisola 10, ainda ajudou o clube a vencer a Supertaça Europeia. Marcou apenas um golo (ao Liverpool, em Anfield) e participou em 15 jogos. Lesionou-se gravemente e apesar de ter sido operado dez vezes, não regressou ao jogo.

Por Itália, marcou 13 golos em 44 partidas, tendo jogado o Mundial de 1994 e o Euro de 1996. Tapado por Baggio e Massaro, entrou 3 vezes no Mundial dos EUA, sem marcar. Dois anos depois, a Itália só fez três jogos, mas Casiraghi marcou por duas vezes, na estreia, na vitória por 2-1 à Rússia. Em novembro de 1997, marcou, contra a Rússia, o seu último golo internacional, num 1-0, em Nápoles. Em 22 de abril de 1998 jogou pela última vez pela seleção, num 3-1 ao Paraguai. 

 

 

20 de Janeiro, 2025

O fim de Neymar

Não serve para a liga saudita

Francisco Chaveiro Reis

 

Neymar não foi inscrito na liga saudita, por, segundo Jorge Jesus, "não conseguir acompanhar o resto da equipa". Ou seja, a presença de Neymar no Al Hilal só poderá continuar como part-time, jogando nas provas internacionais. Com um contrato de milhões e milhões, que nunca justificou, a porta da saída parece ser o próximo capítulo da carreira descendente do brasileiro. Inter de Miami, Chicago Fire e Santos são os clubes apontados. Em Miami, além do clima de festa de que tanto gosta, teria à sua espera Messi, Suarez ou Busquets, antigos companheiros no Barcelona; em Chicago seria a estrela maior da equipa e no Santos regressaria às origens, ao clube onde se formou e poderia beneficiar de um ritmo mais baixo. 

Neymar, menino prodígio, resistiu uns anos, de forma inteligente, antes de deixar o Santos. Escolheu juntar-se ao Barcelona e fomou trio de sonho com Messi e Suarez. Ganhou tudo e ficando por lá, teria sido, provavelmente, pelo menos por uma vez, o melhor jogador do mundo. Resolveu mudar-se para o PSG onde ganhou todas as competições internas várias vezes mas onde não conseguiu liderar a equipa na conquista de uma Champions e onde parecia escolher os jogos em que lhe apetecia jogar. 

20 de Janeiro, 2025

Andy Cole

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis

É difícil defender Andy Cole como um herói esquecido, quando é uma lenda do Manchester United e se deixou boas memórias goleadoras nos adeptos do Newcastle. Mas a verdade é que mesmo com números impressionantes, Cole nunca jogou num grande torneio por Inglaterra. 

Cole, que muito jeito daria hoje ao United, nasceu em Nottingham, tendo origens jamaicanas, e começou a jogar nas camadas jovens do Arsenal. Só fez um jogo pela equipa principal, fazendo parte do plantel que foi campeão, antes de ser emprestado ao Fulham. Seguiu-se o Bristol, onde fez 20 golos em época e meia.

Seguiu-se o Newcastle onde teve impacto imediato com 12 golos em 12 jogos, em 1993, sendo campeão da segunda divisão. Na época seguinte, já na primeira divisão, fez 41 golos em 46 jogos, brilhando numa equipa que tinha ainda Beardsley e Lee. Ficou apenas mais meio ano, marcando mais 15 golos. 

Saltou para o Manchester United em janeiro de 1995, passando lá 7 épocas, marcando 121 golos. Ajudou a vencer uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental, 5 Premier Leagues, 2 Taças e 2 Supertaças. Começou a usar a camisola 17, marcando 12 golos. Na primeira época completa, marcou 13 golos ao lado de Cantona e venceu a Premier League e a Taça (0-1 ao Liverpool, em Wembley). Em 1996-1997, usou a camisola 9 pela primeira vez no United e apesar de se ficar pelos 8 golos, venceu nova Premier e mais uma Supertaça (4-0 ao Newcastle). 

"Explodiu" na época seguinte, marcando 25 golos, fazendo dupla com Teddy Sheringham. Venceu apenas a Supertça. No ano seguinte, chegou a sua alma gémea goleadora, Yorke e a dupla "arrasou". Cole marcou 24 vezes (Yorke, 29) e a equipa ganhou quase tudo: Premier, Taça e Liga dos Campeões. Em 1999-2000, mais 22 golos, uma Premier e a Intercontinental. Fez mais 18 golos em época e meia. 

Na fase descendente da carreira passou por Blackburn Rovers, onde reencontrou Yorke (37 golos em duas épocas e meio); Fulham (13 golos numa época), Manchester City (10 golos numa época), Portsmouth (4 golos em em meia época), Birmingham (1 golo em meia época), Sunderland (0 golos em meia época), Burnley (6 golos em 13 jogos) e Nottingham Forest, onde não marcou e se retirou aos 37 anos. 

Por Inglaterra, apenas 15 jogos e 1 golo, num 1-3 à Albânia. Em 1994, a Inglaterra não se conseguiu classificar para o Mundial e, apesar dos 41 golos em 1993-1994, Cole ainda nem se tinha estreado. No Euro 1996, Terry Venables chamou Shearer, Sheringham, Fowler e Les Ferdinand. Cole só tinha uma internacionalização, apesar de ter marcado 13 golos na época antes do Euro. Em 1998, acabara de marcar 25 vezes mas Glenn Hoddle decidiu que Cole precisva de demasiadas oportunidades para marcar e levou Shearer, Sheringham, Owen e Les Ferdinand. Em 2000, estava lesionado e em 2002, foi novamente ignorado e retirou-se da seleção. 

 

 

17 de Janeiro, 2025

Jordi

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis

Filho de pais neerlandeses, chamou-se Jordi, porque os pais viveram vários anos na Catalunha. O sobrenome não deixava dúvidas sobre a proveniência: Cruyff. Comparado com o pai, Jordi não tinha talento. Mas comparando com a normalidade das pessoas, Cruyff filho foi um belo futebolista, internacional pelos Países Baixos e com passagens, por mérito próprio, por Barcelona ou Manchester United. 

Nascido há 50 anos em Amsterdão, não admira que tenha começado a jogar nas escolas do Ajax, tendo estado nos sub-15 do clube com Edgar Davids. Mudou-se para Barcelona e juntou-se aos sub-17 do Barça em 1988. Em 1992-1993 esteva na equipa B, com Sergi, Óscar ou Quique Martin. Na época seguinte, já com De La Peña e Celades, jogou mais e melhor. Em 1994-1995, o pai, feito treinador de grande sucesso, chamou-o. Jordi aproveitou e bem. 36 jogos, 9 golos e uma assistência, ao lado de Busquets, Ferrer, Nadal, Sergi, Bakero ou Amor. Coletivamente, a equipa apenas venceu a Supertaça. Jordi jogou na segunda mão, na derrota por 4-5 em casa, com o Saragoça de Esnaider e Poyet. Na época seguinte, só foi utilizado 18 vezes, marcando 2 vezes ao lado de Kodro, Figo ou Popescu. Não admirou que tenha saído, em busca de mais minutos. 

O capítulo seguinte foi o Manchester United, onde recebeu a camisola 14, mítica para a sua família. Beckham, Giggs e Cantona eram titulares e estrelas da companhia, e Jordi era um bom suplente. Na estreia, 3 golos em 22 jogos, vencendo a Premier League e a supertaça. Na época seguinte, mais uma supertaça, mas apenas 8 jogos, devido a lesões que não o largariam. Fez mais meia época em Inglaterra, antes de um regresso a Espanha, para meia época no Celta de Vigo. Em 1999-2000, mais 3 golos em 17 jogos.

Seguiram-se três bons anos no Alavés. Fez 7 golos em 45 jogos na primeira época. O seu Alavés foi à final da Taça UEFA, perdendo 5-4 com o Liverpool. Fez mais 4 golos em 65 jogos. Regressou a Barcelona para um ano no Espanhol, para mais 3 golos em 30 jogos. Terminou a carreira após duas épocas no Metalurh Donetsk da Ucrânia e uma no Valletta FC, onde venceu taça e supertaça de Malta e marcou 10 golos. Retirou-se aos 36 anos.

Jogou 9 vezes pela Holanda, marcando 1 golo. Todos os jogos que fez pelo seu país, foram em 1996. Estreou-se em abril, na derrota caseira com a Alemanha (que viria a ser campeã europeia). O seu único golo seria já em pleno Euro, no 0-2 à Suíça treinada pelo malogrado Artur Jorge. Despediu-se em outubro, num 1-3 no País de Gales. Jogou ainda 9 vezes pela Catalunha, marcando 2 vezes.

 

 

16 de Janeiro, 2025

Edwards no fim da linha

Falhou concentração

Francisco Chaveiro Reis

Marcus Edwards, fruto das escolas do Tottenham, chegou a Guimarães em 2019 para relançar a carreira, após marcar passo em Inglaterra e Holanda, emprestado pela casa mãe. Desde logo soltou a sua classe e não surpreendeu ninguém que um grande de Portugal o contratasse. Em janeiro de 2022, juntou-se ao Sporting para 15 jogos, 3 golos e 2 assistências. Sempre teve momentos de ausência mas passando a usar a camisola 10, fazendo 95 jogos, 18 golos e 16 assistências, apesar da concorrência de Pote e Trincão nas alas. O passo lógico seria uma venda milionária a um clube da Premier League. Mas não aconteceu e Edwards começou a época de novo, em Alvalade. Mas ao longo dos tempos, o seu compromisso parece ir-se reduzindo e há dias terá falhado a concentração da equipa para a final da Taça da Liga (!!!!).

14 de Janeiro, 2025

Dani

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis

Daniel Carvalho só não é um dos melhores jogadores portugueses de sempre, porque não quis. Começou no Sporting, passou por Inglaterra, Holanda, Espanha e seleção portuguesa, mas aos 27 anos, já estava reformado.

Filho de uma família com posses, nunca teve propriamente necessidade de lutar por nada. Quase por acaso, foi descoberto na praia e juntou-se às camadas jovens do Sporting. Cedo se destacou e na senda de Futre ou Figo, o extremo começou a ser perspetivado como o próximo grande extremo a sair das escolas leoninas. Com efeito, pensou-se que seria ele render Luís Figo, após a sua saída, no verão de 1995. Na estreia, fez 4 jogos e viu, do banco, o Sporting vencer a Taça. No ano seguinte, com Figo já no Barcelona, não teve o protagonismo que esperava. A meio da época mudou-se para a Premier League. Desde logo, conquistou as inglesas, com as quais teve muitas e longas noites de farra, para desespero de Harry Rednapp. Fez 2 golos e 2 assistências em 9 jogos e apesar dos seus escapes, não terá jogado mais porque não havia dinheiro para o contratar em definitivo. Ainda assim, conviveu com Peter Shilton, Bilic ou Moncur e ainda com os jovens talentos, Rio Ferdinand e Frank Lampard. 

O seu próximo destino seria Amsterdão, depois de Johan Cruyff se ter apaixonado por ele e até ter pedido que a sua camisola 14 voltasse a ser usada em campo. Reforçou o Ajax de Van Gaal e juntou-se a uma legião de estrelas: Van der Sar, Blind, irmãos De Boer, Litmanen, Overmars ou Kluivert. Na primeira época na ArenA, 7 golos e apenas a chegada à meias da Liga dos Campeões. Na segunda, 5 golos e a conquista de campeonato e taça. Na terceira, apenas 1 golo e mais uma Taça. Ficou mais um ano, marcando mais 4 golos e nada vencendo. A espaços entusiasmou a estrutura e os adeptos, mas a prioridade parece sempre ter sido a vida noturna. 

Voltou a Lisboa para jogar pelo Benfica, mas o treinador que o quis, Mourinho, deixou a Luz e Dani só jogou por 4 vezes pelo rival do clube que o formou. Não deixou saudades e rumou a Madrid, a pedido de Paulo Futre, então diretor desportivo do Atlético, a lutar para deixar a segunda divisão. Com Hugo Leal a seu lado e a servir o adolescente Fernando Torres, encantou os adeptos mas o Atléti não conseguiu subir. Na época seguinte, fez 6 golos e ajudou o clube a ser campeão. Apesar da subida a La Liga, o Atlético quis descer-lhe o ordenado (e a vários colegas) e Dani, a quem parece sempre ter faltado garra, não aceitou e foi ficando, ignorado, fazendo apenas 12 jogos e retirando-se, aos 27 anos.  Pela seleção A, apenas 9 partidas. Estreou-se em dezembro de 1995, em Wembley, num empate a 1 contra a Inglaterra de Seamen, Gascoine ou Shearer. Já em 1996, teve a segunda internacionalização em pleno Parc des Princes, numa derrota por 3-2. Jogou 3 vezes na qualificação falhada para o Mundial de 1998 e mais 1 na qualificação para o Euro 2000. Em março de 2000, na preparação para o Euro, despediu-se da seleção, numa vitória por 2-1, em Leiria, contra a Dinamarca. Os melhores dias da carreira terão sido pelas camadas jovens de Portugal pelas quais fez 14 golos em 35 jogos. Em 1994, marcou 1 golo em 3 jogos no Euro de sub-18; em 1995, marcou 4 vezes no Mundial de sub-20, sendo o segundo melhor jogador de um torneio em que Portugal perdeu nas meias finais para o Brasil e venceu a Espanha no jogo de atribuição do terceiro lugar; em 1996, esteve no Euro sub-21, no Torneio de Toulon e nos JO de Atlanta, nos quais Portugal falhou a medalha de bronze, sendo esmagado pelo Brasil de Bebeto e Ronaldo no jogo decisivo, depois de ter sido afastado nas meias pela Argentina de Crespo de Ortega. 

 

13 de Janeiro, 2025

Klose

Heróis de culto

Francisco Chaveiro Reis

Há jogadores dos quais só nos lembramos devido às suas participações num jogo ou numa competição. É fácil lembrar os cinco golos de Salenko aos Camarões no verão americano de 1994 ou, no mesmo torneio, lembrar o goleador romeno Răducioiu. De outros, íamos-nos lembrando de 2 em 2 ou de 4 em 4 anos, quando havia competições de seleções. Até parecia que Podolski não jogava por nenhum clube e aguardava por um Euro ou Mundial para brilhar. Até parece que Ochoa, que hoje até joga em Portugal, só era guarda-redes de 4 em 4 anos. O mesmo parece aplicar-se a Mirolasv Klose. Mas isso, é uma injustiça. 

Klose nasceu na Polónia e mudou-se em criança para a Alemanha, com os pais. Antes de falar a língua, fez amizades através da bola, que dominava. Estudante de carpintaria, a jogar algures na sétima divisão alemã, o avançado, agora com 46 anos, começou a jogar profissionalmente no modesto Homborg. Só marcou 1 golo pela equipa A, mas o histórico Kaiserslautern foi busca-lo. 

 

Passou cinco anos no clube onde fez 53 golos. Só na segunda época se fez titular e logo ao lado de Djorkaeff, campeão do mundo e da europa em título. Marcou 10 golos, ajudou o clube a ficar em oitavo na Bundesliga e chegou às meias da Taça UEFA, caindo com estrondo com o Alavés de Contra, Jordi Cruyff e Javi Moreno. Na segunda época, 16 golos e o sétimo lugar na liga, sendo servido por virtuosos como Basler e Lincoln. Na terceira, 13 golos, com a ajuda de Sforza e a ida à final da Taça alemã, no Olímpico de Berlim. Titular, tal como o português José Dominguez, fez o único golo do 1-3 ante do Bayern. Marcou 12 vezes na sua última época ali.

Bremen seria o próximo destino. No verão de 2004, aterrou no campo do Werder para marcar 17 vezes e fazer dupla de grande sucesso com o croata Klasnic (19 golos). Nessa época, com Valdez, Zidan, Charisteas, Micoud ou Borowski, o Bremen fechou o pódio do campeonato, foi às meias da Taça e perdeu a final da Taça da Liga. No segundo ano, uma explosão de golos. Klose marcou 31 vezes! O Werder foi vicecampeão. No último ano no clube, mais 15 golos e, finalmente, um título. A Taça da Liga, após um 2-0 ao Bayern, com dois golos de Klasnic. 

Goleador credenciado, com trabalho feito na Bundesliga e na seleção, só aos 30 anos se mudou para um gigante. No verão de 2008, juntou-se a Toni, Ribery, Lahm, Lúcio ou Kahn e logo começou a saciar a fome de títulos: marcou 21 golos e venceu campeonato e taças. No ano seguinte, mais 20 golos e....zero títulos. Ficou mais dois anos, marcando apenas mais 12 golos, 6 em cada época. Em 2009-2010, suplente de Gomez e Olic, perdeu a final da Liga dos Campeões, mas venceu campeonato e taça (0-4 ao Bremen...). Em 2010-2011, suplente de Gomez e Muller, venceu a Supertaça, fazendo o 0-2 final ao Shalke.

Seguiram-se cinco anos na Lázio, numa liga que não liga muito à idade dos jogadores. Veterano, marcou por 63 vezes. Em maio de 2013, venceu a Taça de Itália, no Olímpico de Roma, à rival Roma. Aos 38 anos, retirou-se, com 8 golos e 7 assistências. 

Mas, claro, o seu impacto foi ainda maior na seleção alemã. Marcou 71 vezes em 137 jogos e foi campeão do mundo. É o melhor marcador de sempre de Campeonatos do Mundo e o melhor marcador da história da seleção alemã, à frente de Gerd Muller, Podolski, Voller (que, como treinador, o estreou) e Klinsmann, entre outras grandes figuras do futebol. 

Este nos Mundiais de 2002, 2006, 2010 e 2014. Em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, marcou por 5 vezes (e uma assistência), começando por marcar 3 vezes à Árabia Saudita. Em 2006, na Alemanha, mais 5 golos e uma assistência. Em 2010, na África do Sul, 4 golos e por fim, em 2014, no Brasil, marcou mais 2 vezes, incluindo nas meias-finais, na goleada por 7-1 ao Brasil. Seria campeão mundial, dando lugar na final a Gotze, herói supremo do jogo decisivo. Foi menos goleador nos quatro Euros em que esteve. Não marcou no Euro 2004, e, Portugal; marcou 2 vezes na Suíça e Áustria e marcou uma vez no Euro 2012, na Polónia e Ucrânia. Curiosamente, o seu golo foi marcado na sua Polónia natal. 

Com o antigo goleador Rudi Voller no banco, estreou-se a 24 de março de 2001 em Leverkusen. Frente da Albânia, entrou para o lugar de Neuville e marcou o golo da vitória por 2-1. Poucos dias depois, segunda internacionalização e segundo golo, no 2-4 à Grécia, em Atenas, com o português Vítor Pereira no apito. Marcou depois 3 hat-tricks de seguida. Primeiro, no 7-1 a Israel; depois num 6-2 à Áustria e finalmente à Arábia Saudita já no Mundial 2002. Já em 2008, mais três golos, providenciais, num 3-3 na Finlândia. Deixou a equipa nacional após o Mundial de 2014. O seu último golo foi ao Brasil, nas meias finais e a sua última presença foi na final, no mítico Maracanã, ante da Argentina de Messi, jogando 88 minutos. 

13 de Janeiro, 2025

Campeões (da primeira volta)

Francisco Chaveiro Reis

É um pequeno milagre. Mesmo após a saída de Ruben Amorim, a passagem infeliz de João Pereira pelo banco e a gigantesca onda de lesões, o Sporting acabou a primeira volta em primeiro lugar. A vantagem para o FCP é de apenas um ponto e para o Benfica, de 2, mas se o campeonato acabasse hoje, o título estava entregue.

Em 17 jornadas, o Sporting soma 41 pontos, resultado de 13 vitórias, 2 derrotas e 2 empates. O Sporting tem o melhor ataque, com 48 golos (21 de Gyokeres, melhor marcador do campeonato) e a segunda melhor defesa (atrás de Benfica e FCP que sofreram 11 golos, menos 3 do que os leões). 

Com Rui Borges a parecer dar uma boa direção à equipa, a perspetiva de contratações e o regresso de lesionados, o Sporting nada venceu, mas está na luta.