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Visão do Peão

Visão do Peão

11 de Dezembro, 2024

Regressa a Intercontinental

Velha Taça

Francisco Chaveiro Reis

Numa altura em que já se conhece o sorteio do novo Mundial de Clubes, regressa a velha Taça Intercontinental, vinte anos depois do FC Porto ter vencido a última edição. A Intercontinental, conquistada três vezes por Milan, Real Madrid, Boca Juniors, Peñarol e Nacional de Montevideu, deu lugar ao Mundial de Clubes e regressa a meses do novo formato daquela prova. A prova começa já hoje (na verdade já se disputaram partidas em setembro e outubro), em Doha, com encontro entre o titulado Botafogo de Artur Jorge e os mexicanos do Pachuca. O vencedor vai defrontar os egípcios do Al Ahly e daí resulta a final contra o Real Madrid, favoritíssimo.

11 de Dezembro, 2024

Portugal recebe Mundial 2030

É oficial

Francisco Chaveiro Reis

É oficial. O Mundial de 2030 vai passar por Portugal. Nos 100 anos do Mundial, os primeiros jogos serão na América do Sul, já que o Uruguai foi o primeiro país a organizar o torneio. Argentina, Paraguai e Uruguai vão ter jogos da competição antes desta se mudar para Espanha, Portugal e Marrocos. Estádio de Alvalade, Estádio da Luz e Estádio do Dragão vão ter obras de melhoria, e serão os estádios portugueses no Mundial. A Argentina recebeu o Mundial de 1978; a Espanha recebeu o Mundial de 1982 e o Uruguai organizou a edição de 1930. Estreiam-se Paraguai (organizou a Copa América em 1999), Portugal (recebeu o Euro 2024) e Marrocos (sede da CAN em 1988 e no próximo ano). 

11 de Dezembro, 2024

Abel

O Desejoso

Francisco Chaveiro Reis

Abel é jovem e ambicioso, mas experiente e com curriculo ganhador. Tem uma história inacabada com o Sporting e sabe que para saltar para uma grande liga europeia, a via portuguesa é melhor do que a brasileira. Será caro, mas mais caro será manter Pereira. 

11 de Dezembro, 2024

Menos tochas, mais amor

Quatro derrotas depois

Francisco Chaveiro Reis

O sportinguista tem tendência para a bipolaridade. Ninguém pode estar contente, mas as quatro derrotas não apagam tudo o que se viveu nos últimos quatro anos, globalmente positivos. Não é hora de festejar, nem é hora de tochas. É hora de mostrar sportinguismo. Apoiar, sem ser cego. 

11 de Dezembro, 2024

Erro de casting

Pereira não serve

Francisco Chaveiro Reis

Já se sabia que o pós-Amorim seria duro e que o seu subtituto, Pereira, não tinha experiência, curso, dom da palavra, nem resultados que justificassem a aposta. Foi uma fezada em que todos quisemos acreditar, esperando que a equipa quase que jogasse sozinha. O que não se sabia é que a equipa piorasse tanto, em tão pouco tempo.

Quatro derrotas depois, o Sporting está em crise. Por milagre, ainda é primeiro no campeonato (pelo menos, até o Benfica jogar na Madeira, a sua partida em atraso) mas a passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões começa a perigar, depois do Sporting ter sido segundo na tabela total. E ninguém está muito otimista em relação às Taças.

A crise vai além das derrotas. A mensagem não parece passar para os jogadores que, rotinados no sistema e nas dinâmicas, parecem perdidos em campo, sem garra. Até a fonte do goleador Gyokeres, parece ter secado.

É verdade que o Sporting tem sido assolado por uma onda de lesões e que o calendário não tem sido fácil, mas é óbvio que Pereira foi um erro de casting. A ser corrigido de imediato, o Sporting ainda pode voltar a sonhar com o bicampeonato. Assim chegue um técnico experiente e de créditos firmados. 

11 de Dezembro, 2024

Bove pode deixar o Calcio

A recuperar

Francisco Chaveiro Reis

Bove, médio da Fiorentina que caiu em campo, foi submetido a uma intervenção cirúrgica para implantar um desfibrilhador subcutâneo. Está em aberto a continuidade da sua carreira sendo que para tal terá que deixar o Calcio, tal como aconteceu com Christian Eriksen. Em Itália, não se permite a utilização de jogadores com dispositivos cardíacos. O desfibrilhador é autorizado noutros campeonatos, como em Inglaterra.

10 de Dezembro, 2024

JP ataca Brugge só com um médio

Morten nas contas

Francisco Chaveiro Reis

Depois de três derrotas consecutivas, João Pereira vai tentar, no difícil campo (hoje, todos os são, para este Sporting) no Club Brugge voltar ao caminho das não derrotas. Mas terá um enorme problema a resolver. No início da época, saíram Essugo e Mateus, deixando o meio-campo apenas com três unidades mais Pote, que lá pode jogar. Hoje, dos três médios, dois estão lesionados. E Pote, já se sabe, só volta para o ano. Pereira terá que lançar um "miúdo" num jogo em que está pressionado. Simões parece estar à frente mas o "cabedal" de Arreiol não o tira da corrida. Veremos. Certo é que ninguém está muito otimista.

09 de Dezembro, 2024

Enzo Scifo

Heróis esquecidos

Francisco Chaveiro Reis

Jogou em clubes ou ligas de segunda e sobretudo com o aparecimento de uma geração de ouro que contava com grandes médios como Eden Hazard ou De Bruyne ficou para o segundo plano Enzo Scifo, um génio da bola.

Natural de La Louviére, foi ao serviço do Anderlecht que começou a dar nas vistas. Em 1983, aos 18 anos, ajudou o clube de Bruxelas a ir à final da Taça UEFA (foi titular nos dois jogos contra o Tottenham). Dividia então o campo com homens como Morten Olsen, grande jogador dinamarquês que seria selecionador da Dinamarca por 15 anos; Arnor Gudjohnsen, pai de Eidur e goleador; Franky Vercauteren, internacional belga que treinaria brevemente o Sporting e Frank Arnesen, internacional dinamarquês que se tornaria diretor desportivo de Tottenham ou Chelsea. Na segunda época, marcou 17 golos e foi campeão pela primeira vez. À terceira, 7 golos, mais um campeonato e uma supertaça. Na quarta e última época em Bruxelas, mais 9 golos, um campeonato e uma supertaça e o convívio com jovens como Luc Nilis (28 golos aos 20 anos) ou Luís Oliveira.

Seguiu-se uma época ao serviço do Inter de Milão, um dos gigantes de então. Em 44 jogos, 5 golos e a titularidade ali, atrás de Serena ou Altobelli e à frente de Zenga, Bergomi ou Daniel Passarella. O melhor que o clube conseguiu foi alcançar as “meias” da Taça de Itália. Scifo seguiu para França.

A primeira passagem por França incluiu uma época no Bordéus e duas no Auxerre. Pelos Girondins, 8 golos em 30 jogos ao lado de Jean Tigana. A época coletiva foi fraca e mudou-se para o Auxerre, treinado pelo lendário Guy Roux. Com Martini, Boli ou Vahirua, chegou aos quartos da Taça UEFA. No ano seguinte, ajudou o clube a ficar no top-três da liga francesa. Deixou Auxerre com 30 golos marcados.

Aos 26 anos, em 1991, regressou ao Calcio, para duas épocas no Torino. No primeiro ano em Turim, com Marchegiani, Bruno, Lentini ou Casagrande, chegou à final da Taça UEFA (perdida para o Ajax, apenas pelos golos sofridos em casa). No segundo ano, já com os golos do uruguaio Aguilera, venceu a Taça de Itália.

A etapa seguinte, foram 4 épocas no Mónaco. Na primeira época, com Thuram, Petit, Djorkaeff, Ikpeba ou Klinsmann chegou às meias da Liga dos Campeões. Na última época no Principado, com Henry, Trezeguet, Collins, Bernabia ou Barthez, foi campeão francês.

Acabou a carreira após 4 anos na Bélgica. Fez mais 90 jogos pelo Anderlecht, marcando por 17 vezes. Jogou com Koller, Radzinski, Goor, Baseggio ou Zetterberg e foi campeão uma vez. Acabou a carreira no Charleroi, marcando 3 golos em 13 jogos.

Pela Bélgica, 18 golos em 84 jogos, tendo estado no Euro 1984 e nos Mundiais de 1986 (2 golos), 1990 (1 golo), 1994 e 1998.  

09 de Dezembro, 2024

Nani retira-se

Um dos melhores portugueses de sempre

Francisco Chaveiro Reis

A meio da época, sem acabar o contrato com o Estrela da Amadora, Nani, um dos melhores jogadores portugueses de sempre, anunciou a sua reforma. Nani, extremo direito, jogou por Sporting (em 3 ocasiões), Fenerbahce, Valência, Lázio, Orlando City, Veneza, Melbourne Victory, Adana Dermispor e Estrela.

Natural da Amadora, fez a formação no Real Massamá, antes de se mudar para o Sporting, em 2003. Foi duas vezes campeão de juniores, com homens como Saleiro, Djaló, Moutinho ou Veloso e numa delas, tendo Paulo Bento como treinador. Foi Bento quem o chamou para a equipa A. Em 2005-2006, a suar a camisola 18, tornou-se titular. O Sporting foi vicecampeão e chegou às meias da Taça de Portugal e Nani fez 6 golos e 5 assistências em 36 jogos. No ano seguinte, mais 6 golos e 5 assistências e conquista da Taça de Portugal.

Sem surpresa, mudou-se para um gigante europeu. O Manchester United de Cristiano Ronaldo apostou nele e Nani brilhou em Old Trafford por 7 épocas. Quando CR7 se mudou para Madrid, passou a ser ele a grande estrela. Fez 230 jogos e marcou 41 vezes. Venceu 4 Premier Leagues; 2 Carling Cups; 4 FA Community Shields; 1 Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes. Foram os melhores anos da sua carreira.

Depois de uma época apagada em Inglaterra, Bruno de Carvalho surpreendeu todos e trouxe-o de volta a casa. Tornou-se na estrela da equipa e venceu uma Taça. 

Em 2018-2019 esteve no Sporting pela última vez, voltando a vencer uma Taça de Portugal. Com Marcel Keizer venceu tambám uma Taça da Liga. 

Seguiram-se passagens mais ou menos inocuas por Fenerbahce, Valência e Lázio. Foi para os EUA e Austrália, com uma passagem por Veneza pelo meio, onde se destacou mais e regressou à Europa, para jogar na liga turca. Terminou após uns meses no Estrela. 

Pela seleção, 24 jogos em 114 jogos. Só Ronaldo, Pepe, Moutingo e Figo têm mais jogos do que ele, que ainda fez 12 jogos e 1 golos pelas camadas jovens. Foi um dos campeões da Europa, marcando 3 golos e fazendo uma assistência. Esteve no Mundial de 2014; nos Euros de 2008, 2012 e 2016 e na Taça das Confederações de 2017. 

09 de Dezembro, 2024

Botafogo campeão!!!

Feito de Artur Jorge

Francisco Chaveiro Reis

Finalmente. Depois de 29 anos de espero, o Botafogo é, de novo, campeão brasileiro. Ontem, bastava o empate, mas já nos descontos, Gregore (expulso aos 30 segundos da final da Libertadores), fez o golo da vitória. O Fogão fizera o 1-0, por Savarino, um dos seus heróis da época, mas o São Paulo empatou por William Gomes. Gregore fez o 2-1, aos 92 minutos. No outro jogo, o Palmeiras perdeu em casa e nunca esteve perto de ser campeão. Serna deu a vitória ao Fluminense, que se salvou da descida e ainda se classificou para a Sul Americana. Como se dizia ontem no Canal 11, "esta foi a melhor semana da história do Botafogo". Parabéns, Artur Jorge! 

08 de Dezembro, 2024

Ciriaco Sforza

Heróis esquecidos

Francisco Chaveiro Reis

Será um dos números 10 mais subestimados das últimas décadas. Falo de Ciriaco Sforza, médio criativo suíço que passou por Kaiserslautern, Bayern ou Inter.

Até 1993, jogou no seu país. Fez a formação no Wohlen, clube da sua cidade natal. Seguiu-se o Aarau e mais tarde, o Grasshoppers, um dos melhores clubes da Suíça, sendo campeão. Vega, Bickel ou Sutter eram alguns dos seus colegas.

A longa carreira na Bundesliga começou no verão de 1993. O Kaiserslautern, que representaria em três períodos diferentes, seria o clube da sua vida e ele, seria um dos melhores da sua história. Em 93-94, 8 golos em 29 jogos e uma grande ajuda para que o clube fosse vice-campeão. Kuntz, Wagner, Kadlec ou Brehme eram outras das estrelas de então. Na segunda época, já com a ajuda do goleador checo Kuka, mais 8 golos e 36 jogos. Como qualquer jogador em grande destaque na Alemanha, foi contratado pelo Bayern de Munique.

Não teve a mesma influência no Olímpico de Berlim, mas fez 44 jogos, marcando 2 golos e fazendo 1 assistência. Venceu a Taça UEFA, numa final a duas mãos contra o Bordéus de Zidane, Dugarry e Lizarazu. Depois, o camisola 14 rumou a Milão.

Pelo Inter, jogou uma época e 40 jogos e 4 golos. Djorkaeff, Zamorano, Ince, Zanetti, Angloma ou Pagliuca eram algumas das outras estrelas. O Inter foi até às meias da Taça de Itália e perdeu a final da Taça UEFA para o fabuloso Shalke 04.

De 1997 a 2000, regresso ao “seu” Kaiserslautern para mais de 100 jogos e 5 golos. Em 1997-1998, foi campeão, superando os Bayern, Leverkusen, Estugarda, Shalke 04 ou Borussia.  Muitos dos colegas ainda eram os mesmos do que na primeira passagem e ainda se somaram Ratinho ou Hristov. No ano seguinte, chegou aos quartos da Liga dos Campeões e em 1999-2000, já com Djorkaeff fez mais uma bela época.

Regressou ao Bayern em 2000, para mais 55 jogos em dois anos. Venceu a Liga dos Campeões, campeonato alemão e a taça da liga. Na segunda época da segunda passagem, venceu a Taça Intercontinental.

Acabaria a carreira na terceira passagem pelo Kaiserslautern. Até 2006, fez mais 48 jogos e marcou 1 golo.

Pela Suíça, 7 golos em 79 jogos. Esteve no Mundial de 1994 e no Euro de 1996. Estreou-se em 1991 com um 1-1 na Checoslováquia. Em agosto de 1992 marcou pela primeira vez, num 0-6 na Estónia. Esteve no Mundial de 1994, jogando contra EUA, Roménia, Colômbia e Espanha. Estaria também no Euro 96, treinado pelo português Artur Jorge. Em outubro de 1996, marcou o seu último golo pela seleção, num 2-3 à Finlandia. Despediu-se em 2001, numa derrota por 4-0, na Rússia.

07 de Dezembro, 2024

Maurizio Ganz

Heróis esquecidos

Francisco Chaveiro Reis

Maurizio Ganz tem agora 56 anos e é treinador, tendo orientado até há pouco tempo a equipa feminina do Milan. Na sua carreira como avançado, o italiano destacou-se em clubes como Atalanta, Inter ou Milan.

De 1986 a 1988, atuou pela Sampdória, não se tendo estrear a marcar. Aos 18 anos, com menos 4 anos do que Vialli e Mancini, a vida não era fácil. Foi em 1988-1989 que começou a marcar, pelo Monza, fazendo dupla com Casiraghi. Ganz marcou por 9 vezes e mudou-se para o Parma, onde marcou 5 vezes. Seguiu-se o Bréscia, onde marcou 29 vezes em dois anos.

Seria na Atalanta que se destacaria como goleador. Na estreia, 15 golos, mais de metade do que o segundo melhor marcador da equipa. Na segunda equipa, mais 9 golos. Chamou a atenção do gigante Inter.

Em Milão, começou bem. Em 1995-1996, 15 golos numa equipa que tinha Branca, Carbone, Ince, Zanetti, Festa ou Fresi. A época seguinte foi ainda melhor, aliás, a melhor de sempre de Ganz. 20 golos, mesmo com a concorrência de homens como Kanu ou Zamorano. Não ganhou nada esse ano (nem em nenhum) e perderia espaço com a chegada de Ronaldo Fenómeno ao Inter.

Seguiu-se um empréstimo ao Milan, onde passou meia época a fazer 5 golos. Regressou ao Inter para mais 4. No ano seguinte passaria a ser jogador do Milan a 100%. Depois de mais 6 golos em ano e meio, foi emprestado.

Marcou 8 golos pelo Veneza e outros tantos no regresso à Atalanta. Seguiram-se a Fiorentina (1 golo), Ancona (15), Modena (4), Lugano (8) e Pro Vercelli (10).

Apesar de algumas excelentes épocas, nunca foi internacional A por Itália, apesar de ter sido chamado duas vezes por Sacchi, em 1993. Vialli, Mancini, Ravanelli, Zola, Vieri, Baggio, Del Piero ou Inzaghi eram alguma da concorrência...

06 de Dezembro, 2024

Tomáš Skuhravý

Heróis esquecidos

Francisco Chaveiro Reis

Foi estrela do Sparta de Praga, goleador em Itália e ainda passou uns meses em Portugal, vestido de verde e branco. Falo do checo Tomáš Skuhravý, antigo avançado, hoje com 59 anos.

Em 1983 estreou-se como sénior pelo Sparta de Praga, saindo do banco para defrontar o Real Madrid, na Taça UEFA. Muito jovem, só marcou 7 vezes em duas épocas antes de passar dois anos no FK Union Cheb, marcando 13 vezes na segunda época e merecendo o regresso ao Sparta. Em quatro anos, 58 golos. Saiu da Checoslováquia com cinco campeonatos no bolso.

Desembarcou em Génova em 1990, após ter jogado o Mundial de Itália. Com Branco, Eranio ou Aguilera, ajudou o Genoa a ficar no quarto lugar do Calcio, marcando 15 golos na época. Na segunda época, mais 14 golos e a chegada às meias finais da Taça UEFA. Fez mais 11, 9 e 12 golos em Itália, antes de aceitar mudar-se para Lisboa.

Aos 30 anos, vestiu a camisola do Sporting, não marcando nenhum golo e acabando a carreira pouco depois, devido a lesões depois de passar pelo Viktoria Zizkov.

Pela Chéquia, 17 golos. Estreou-se em setembro de 1985 na vitória por 3-1, contra a Polónia. Só em 1989 marcaria, ao Luxemburgo, e logo por duas vezes. Marcaria duas vezes à Suíça e uma a Inglaterra antes do Mundial de 1990. Em Itália, 5 golos! Na estreia, um bis num 1-5 aos EUA. Já nos oitavos de final, três golos à Costa Rica. Foi o segundo melhor marcador da prova. Já como internacional pela República Checa (e já não Checoslováquia) fez 3 golos em 6 jogos. Despediu-se em Praga, com um golo, num 2-0 à Noruega. O seu país iria à final do Euro 1996 mas Tomas perdeu esse comboio.

05 de Dezembro, 2024

Patrice Loko

Heróis esquecidos

Francisco Chaveiro Reis

Entre a França campeã europeia de 1984 e a França campeã mundial de 1998, muitos talentos existiram no futebol gaulês. Um deles, que sempre me encantou, é Patrice Loko, antigo avançado, hoje com 54 anos.

A vida de Loko está muito ligada ao Nantes, que representou entre 1988 e 1995. Depois de 3 jogos em 1988-1989, fixou-se na equipa principal na época seguinte. Marcou 3 golos numa equipa que contava com Desaillly, Kombouaré, Deschamps, Le Guen ou Burruchaga, além de Vercauteren, que treinaria brevemente o Sporting. 3, 2, 9 e 5 foram as marcas das épocas seguintes. A sua "explosão" aconteceria aos 25 anos, marcando 23 golos e levando o Nantes a ser campeão francês. Makelele, Karembeu, Ouédec, Pedros e N’Doram.

O passo seguinte natural foi mudar-se para o PSG, um clube bem mais rico. Passou lá três épocas e meia. Na época de estreia não jogou a Supertaça nem por Nantes nem por PSG mas ajudou o clube de Paris a vencer a Taça das Taças. Marcou ao Deportivo nas meias e bisou ante do Celtic nos quartos. Foi vicecampeão, perdendo o título para o Auxerre. Lama, N´Gotty, Raí, Guerin, Bravo ou Djorkaeff eram alguns dos seus colegas. No ano seguinte, a sua segunda melhor época individual (21 golos), com a ajuda de Dely Valdés, Leonardo, Cauet ou Roche. Em termos coletivos, foi uma época de quases. Perdeu o campeonato para o Mónaco; perdeu a Supertaça Europeia para a Juventus num total de 2-9 e perdeu a Taça das Taças numa final contra o Barcelona de Ronaldo, Figo ou Guardiola. No ano e meio seguintes perdeu espaço para Simone e Maurice e não mais marcou.

A sua carreira em clubes prosseguiu no Lorient, Montpellier, Lyon, Troyes e Ajaccio.

Por França, apenas 7 golos em 26 jogos, tendo sido prejudicado pela imensa concorrência, de Papin a Henry, passando por Anelka ou Trezeguet. Estreou-se em fevereiro de 1993, num 0-4 em Israel. Em dezembro de 1994, estreou-se a marcar num 0-2 ao Azerbaijão. No jogo seguinte, mais um golo, no 0-1 à Holanda. Foi chamado para o Euro 1996, marcando um golo à Bulgária. Não chegou ao Mundial de 1998, em França, despedindo-se cerca de um ano antes do Mundial, numa derrota pro 0-1 contra Inglaterra.