Espanha é bicampeã em 2012
Momentos dos Euros

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Vladan Kovacevic, internacional bósnio e até aqui jogador dos polacos do Rakow, será, ao que tudo indica o novo número 1 do Sporting. Fala-se numa verba na ordem dos 6 milhões de euros pelo jogador de 26 anos. Assim sendo, o Sporting “foge” de jogadores do nosso campeonato como Luiz Júnior (Famalicão) ou com passagem por cá, como Léo Jardim (Vasco da Gama) e opta por um perfeito desconhecido, aos olhos da maioria dos adeptos. Mas essa seria também a realidade em relação a Diomande, Hjulmand ou Gyokeres, quando cá chegaram. Os portugueses Fábio Sturgeon, Alexandre Guedes, Miguel Luís e Pedro Vieira foram seus colegas na Polónia, onde Gonçalo Feio foi seu treinador (adjunto).



Aos 42 anos, após 8 nas distritais, João Paulo deixa o futebol. O defesa central nascido em Leiria andou pelas camadas jovens de clubes da região até de se estrear pela União como sénior. Ainda passou pela União de Tomar antes de se fixar em Leiria e na primeira divisão. Treinado por Mourinho e Cajuda e partilhou balneário com Derlei, Maciel, Silas ou Bilro, ajudando a um 7.º e 5-º lugares. Aos 22 anos foi emprestado ao campeão Sporting, ficando-se pelos 7 jogos de leão ao peito. A concorrência era Beto, Contreras, Quiroga ou Hugo.
Fez mais três anos em Leiria e mais maduro, rumou ao FC Porto. Duas épocas como suplente e dois campeonatos ganhos. Foi emprestado ao Rapid de Bucareste e ao Le Mans e regressou a Portugal para duas boas épocas em Guimarães onde até chegou à final da Taça de Portugal. Voltou a emigrar, desta vez para Chipre para dois anos no Omonia, um no Apollon e mais um no AEL. Aos 36 anos regressou à sua zona, para duas épocas no Marinhense. As últimas seis foram no Castrense, de Castro Verde, na Distrital de Beja.
Esteve à porta da seleção, no reinado de Scolari, mas acabou por nunca ser internacional.


O Galatasary é campeão turco pela segunda vez consecutiva. Com este bicampeonato chega aos 23 títulos, mais 4 do que o Fenerbahce, vice-campeão e mais 8 do que o Besiktas. Mas esta foi uma luta titânica. O Fenerbahce chegou aos 99 pontos e aos 99 golos numa época fabulosa e ainda assim perdeu o título já que o Gala, mesmo marcando menos 3 golos chegou aos 102 pontos. O Trabzonspor, terceiro classificado, ficou-se pelos 67 pontos.
O Gala é treinado por Okan Buruk, antigo médio internacional turco que jogou por Inter e Besiktas, além de ter passado quase toda a carreira no Galatasary. Na baliza, desde 2011 está Muslera, internacional uruguaio. Na defesa, Kaan Ayhan, Abdulkerim Bardakci, Davinson Sánchez e Victor Nelsson são nomes habituais de um setor que não tremeu mesmo com a ida de Boey para o Bayern. No meio, Torreira, Ndombelé, Sérgio Oliveira, e Demirbay dão experiência e classe. No ataque, muita qualidade e muitos golos: Icardi (31 golos), Kerem Akturkoglu (15), Dries Mertens (12), Zaha (10) ou Ziyech (8) além de outros nomes como Tetê, Baris Yilmaz ou Carlos Vinicius.
Mas o Fenerbahce de Ismail Kartal merece todo o destaque. Nunca uma equipa turca chegara aos 99 pontos sem ser campeã. O Fenerbahce contou também com goleadores de classe mundial como Dzeko (25 golos), Michy (24), Kahveci (18) ou Tadic (16) além de outros, de grande qualidade, como Livakovic, Fred, Under ou Szymanski.
Foi uma grande época para os lados da Turquia.

Não é oficial, mas parece ser quase certa a saída de Sérgio Conceição do FCP, o seu clube do coração, deixando o projeto, ao que parece, pelo seu pé, não dando oportunidade à nova estrutura de fazer melhor do que a anterior, que criticou abertamente várias vezes (não incluindo Pinto da Costa).
Sérgio Conceição teve uma bela carreira como jogador, ala direito veloz, com sucesso no Felgueiras, FCP, Lázio, Inter, Parma e Liége. E tem tido boa prestação como treinador, tendo orientado, com sucesso, Académica, Braga e Nantes antes de regressar ao Porto. Conceição alcançou onze trofeus no banco, algo digno de nota, tendo em conta que maior parte do tempo teve grandes limitações orçamentais e teve que trabalhar com a prata da casa, emprestados e potenciar jogadores relativamente baratos. Fez muito, com pouco, mesmo que também tenha cometido muitos erros.
Mas a parte negativa, que não apaga, mas mancha a sua qualidade como treinador, prende-se com a forma de estar de Sérgio Conceição, com intervalos de bom humor, sempre combativa e até agressiva com jornalistas, árbitros, treinadores e adversários no geral. Essa atitude valeu-lhes inúmeras expulsões e castigos, sem que nunca o técnico tenha assumido responsabilidade por nada e fez dele, muitas vezes, um mau exemplo no futebol português.

O Sporting perdeu a Taça para o FCP e falhou a dobradinha. Nada que apague o brilho da época mas que não pode deixar ninguém feliz, por Alvalade. O Sporting até se adiantou no marcador, por St. Juste, numa cabeçada a que Diogo Costa não deu a melhor réplica. Cinco minutos depois, erro infantil de Catamo a servir Evanilson, de bandeja, para o 1-1. Aos 29 minutos, St. Juste foi justamente expulso, ao travar o adversário. O FCP começou a dominar a partida e Diogo Pinto foi dando boa réplica às tentivas, sobretudo de Conceição. A segunda parte foi de domínio azul e branco, por muito que, a espaços, o Sporting tenha ameçado. O golo da vitória nasceria de mais um erro. Pinto, que esteve bem quase sempre, saiu de forma despropositada e derrubou Evanilson. De penalty, 2-1 final para Taremi.








Numa altura em que se preconiza uma revolução no plantel do Manchester United e até a saída do sempre em perigo, Ten Hag, o clube bateu o campeão e rival, City e venceu a Taça de Inglaterra. Garnacho e Mainoo, dois talentos polidos pelo neerlandes foram os herois da tarde. Este é o seu segundo trofeu no clube, após a conquista da Taça da Liga, na época passada.






O Sporting parte como favorito para a final da Taça, podendo, mais de 20 anos depois festejar uma dobradinha, ou seja, vencer campeonato e taça na mesma época. Mas, a tarefa será dura.
Na possível despedida de Sérgio Conceição e na certa despedida de Pinto da Costa (ainda como presidente da SAD sendo quase impossível que se cumpra o desejo de se sentar no banco) o FCP vai apresentar-se com a garra (que muitas vezes resvala para algo bem menos positivo) habitual na esperança de dar um presente a Costa, Sérgio e vencer o único trofeu da época a que aspira. A isso junta-se a qualidade de alguns dos seus jogadores. Diogo Costa é o melhor guarda-redes português da atualidade e o melhor do nosso futebol; Otávio é um bom central, mesmo não tendo Pepe ao lado; Pepê joga bem em qualquer lado; Chico é o tal espalha-brasas que pode decidir um jogo, um pouco como Galeno e Taremi e Evanilson são goleadores mesmo que não tenham tido as melhores épocas. Outros, como Wendell, Nico ou Varela também merecem nota.
Mas o Sporting tem uma ambição legitima. É campeão em título (uma possível derrota não estraga a época) e em termos estatísticos e exibicionais é a melhor equipa. Terá em Diogo Pinto a sua maior fragilidade, sendo um jovem que vai apenas para o terceiro jogo na equipa A, sem ter tido grandes testes nos primeiros 2 jogos. Mas tem à frente um trio de grande classe, com Coates e Inácio e um lote de craques de onde escolher o terceiro homem: St. Juste, Diomande e Quaresma.
Tem em Hjulmand e Morita uma dupla de grande classe para o meio e nas alas, Catamo, Santos e Trincão são municiadores de Gyokeres, máximo goleador por cá. E ainda sobra Pote, 8-10-extremo-avançado, que está em todo o lado e faz tudo bem. À motivação, ambição e qualidade junta-se, penso, a “raiva” dos portugueses não convocados que quererão mostrar pela milésima vez que tinham lugar no grupo dos 26.
Com garra e velocidade, sem esquecer alguma serenidade, o Sporting tem tudo para vencer. Nunca será um jogo fácil, mas será, de uma forma ou de outra, uma tarde de festa, que celebra uma grande equipa.

Mamardashvili (Valência), Loria (Dínamo Tbilissi) e Gugeshashvili (Qarabag)
Kverkvelia (Al Akhdoud), Gvelesiani (Persepolis), Kashia (Slovan Bratislava), Tabidze (Panetolikos), Dvali (APOEL), Luka Lochoshvili (Cremonese), Kakabadze (Cracóvia) e Gocholeishvili (Shakhtar Donetsk)
Chakvetadze (Watford), Mekvabishvili (Universitatea Craiova), Kankava (Slovan Brastislava), Kiteishvili (Sturm Graz), Kwekveskiri (Lech Poznan), Kochorashvili (Levante), Altunashvili (Wolfsberger) e Shengelia (Panetolikos)
Tsitaishvili (Dínamo Batumi), Lobzhanidze (Atlanta United), Mikoutadze (Metz), Zivzivadze (Karlsruhe), Kvilitaia (APOEL), Kvaratskhelia (Nápoles) e Davitashvili (Bordéus)

A morte do futebol italiano parece ter sido uma notícia precoce. Depois de várias épocas áureas, a injeção de cada vez mais capital (e outros fatores) fez com que a Premier League se tornasse na melhor liga do mundo, com a espanhola, sobretudo nos tempos de Messi e Ronaldo, a seguir atrás. O Calcio, com escândalos de corrupção, estádios velhos e sobretudo sem o mesmo capital que outras ligas, foi caindo. Mas não bateu no fundo, mesmo que Juventus, Milan ou Inter já não sejam habitats naturais dos melhores do mundo.
Desde logo, é preciso olhar para a seleção. Depois de um dos maiores escândalos, foi campeã do mundo em 2006. Em 2021, venceu o Euro. Nada mau para uma nação supostamente em crise.
Nas competições europeias, a Atalanta acaba de vencer a Liga Europa e para a semana a Fiorentina joga a final da Liga Conferência, tal como há um ano. Em três edições, três finalistas italianos. Há um ano, Inter e Milan foram às meias da Liga dos Campeões e o Inter foi mesmo à final, num jogo bastante equilibrado com o Real Madrid, treinado por…um italiano. Também há um ano, Roma e Juventus chegaram às meias da Liga Europa, cabendo à Roma ser finalista vencida. Um ano antes vencera a Liga Conferencia.
Internamente, esta época não houve grande luta para o Inter mas vão nascendo ou vão se consolidando novos e bons projetos. O Bolonha é o case study do ano. Guiado por Thiago Motta, que estará a caminho da Juventus, o Bolonha, com um bom plantel, mas sem estrelas, jogou bom futebol e alcançou a sua primeira qualificação de sempre para a Liga dos Campeões. A Atalanta, que Gasperini mudou para muito melhor, termina em quinto lugar, concentrando-se (com sucesso) na Europa, após também já ter estado na Liga dos Campeões. No ano passado, muitos anos depois, o Nápoles encantou Itália e venceu o título. E as suas estrelas mantiveram-se na liga.
Se um dos projetos que parecia mais sólidos, o Sassuolo de Berardi, Pinamonti ou Erlic, vai descer, outras equipas prometem dar interesse ao Calcio. Desde logo o Monza, projeto com dinheiro, fama e proveito, guiado por antigos dirigentes do Milan, ali ao lado. Perto fica Como, clube treinado por Cesc Fabregas e que jogará a Série A, a partir de agosto. Parma também regressa e clubes como Veneza ou Palermo ainda podem subir, e ainda nem falei noutras equipas históricas como Lázio, Génova, Torino, Cagliari ou Udinese.
Algo anda a ser bem feito por terras italianas.

O favoritimos era do Bayer, treinado por um técnico jovem e justamente na moda, campeão alemão e dono de um jogo bonito e cheio de golos. Mas quem venceu a Liga Europa, e por claros 3-0, foi a Atalanta, olhada de lado desde o início da prova mesmo com um tecnico experiente e de qualidade e um grande plantel.
Na noite de Dublin, o herói foi Ademola Lookman, hoje avançado internacional nigeriano, depois de ter jogado por Inglaterra, onde nasceu. Lookman fez os três golos que derrubaram o Leverkusen. Na sequência de um canto, a bola sobra para a direita, de onde Zappacosta cruza rasteiro para Lookman fazer o primeiro, as 12 minutos. Pouco mais de 10 minutos depois, grande jogada individual e o nigeriano a disparar rasteiro para o 2-0. A 10 minutos do fim da partida, mais um grande tiro de Lookman, ao ângulo e ponto final em qualquer esperança alemã.
O futebol poético do Bayer bateu numa parede de boa organização, pragmatismo e algum cinismo e a Atalanta festejou o seu primeiro título internacional e o oitavo título da sua história, sendo que a maioria foram campeonatos das ligas secundárias.