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Visão do Peão

Visão do Peão

08 de Outubro, 2023

Zoran Ban

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (1).pngCom um nome que parecia saído do universo Star Wars, Zoran Ban foi um avançado croata que passou dois anos por cá. Nascido em Rijeka há 50 anos, foi no clube local que se estreou, dando nas vistas durante três anos. Em 1993-1994, o auge da sua carreira, sendo recrutado pela poderosa Juventus. Aos 21 anos não teve hipóteses ante a concorrência de Ravanelli, Baggio, Vialli ou Del Piero. Esteve apenas em 6 jogos e não marcou. Foi a Juve que o colocou em Portugal. Em Belém, 10 jogos e 2 golos, essencialmente como alternativa a Mauro Airez. Marcou a Beira-Mar e Vitória SC. No ano seguinte melhorou, estando em 17 jogos, marcando 4 vezes a Felgueiras (2), Chaves e Gil Vicente. Ainda passou pelo Pescara, mas foi na Bélgica que mais deu nas vistas, sobretudo pelo Mouscron. Regressou a Itália e terminou a carreira no Rijeka.

07 de Outubro, 2023

Martinez muda pouco

Neves é novidade

Francisco Chaveiro Reis

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Robert Martinez anunciou a lista de convocados, ignorando, mais uma vez Paulinho, Pedro Gonçalves ou Matheus Nunes. A lista habitual só se mexeu para incorporar, e bem, João Neves, jovem médio do Benfica. Como já aqui escrevi, o método Martinez tem resultado mas há injustiças pelo caminho. 

07 de Outubro, 2023

Mauro Airez

Cromos esquecidos da nossa caderneta,

Francisco Chaveiro Reis

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Antes de Caniggia, Acosta ou Lisandro, chegou a Portugal outro goleador argentino: Mauro Airez. Nascido em Buenos Aires há 54 anos, começou a jogar pelo Gimnasia (8 golos), passando por Argentinos Juniors (7) e Independiente (1). Mudou-se então para o Bari, mas sem jogar veio para Portugal. Na segunda divisão, fez tripla de ataque nos Belenenses com Luiz Gustavo e Paulo Sérgio (hoje, treinador do Portimonense) e fez 15 golos. Já na primeira divisão, com Djamel Menad ao seu lado, marcou mais 8. Na época seguinte, mais 8 e em 1994-1995, mais 6. Em janeiro de 1996, reforçou o Benfica, curiosamente após meia época sem marcar.

Juntou-se a um plantel que tinha Marcelo, JVP, Hassan ou Luiz Gustavo, que jogara com Airez em Belém. Mauro marcou 3 vezes, sempre na Taça. Nos oitavos, marcou duas vezes no 3-0 ao Farense. Na final, no 3-1 ao Sporting, numa final marcada pela morte de um adepto sportinguista, Airez inaugurou o marcador e assistiu João Vieira Pinto para outro dos golos da tarde. Foi a sua tarde de glória pelo Benfica. Ficou mais uma época, jogando 17 jogos, sem marcar. Ficou mais dois anos em Portugal, jogando por Estrela da Amadora e Estoril. Foram 8 anos na região de Lisboa.

Pela Argentina, 4 jogos e 1 golo (ao Chile). Representou a Argentina nos Jogos Olímpicos de 1988, chegando aos quartos de final.

06 de Outubro, 2023

Rui Bento

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

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Conhecido desde jovem como “o pequeno Baresi”, Rui Bento, que viveu entre o centro da defesa e o centro do meio campo, é uma figura de destaque do nosso campeonato.  Natural de Silves, Bento chegou ao Benfica em 1987, acabando a formação em Lisboa e estreando-se em 1990-1991, num jogo da Taça. Fez parte do plantel campeão e no ano seguinte conquistou o seu espaço, estando em 37 jogos, muitas vezes ao lado de Thern. Nada venceu, mas não deixou de surpreender a sua saída para o Boavista, servindo ele e Sanchez como moeda de troca para a ida de JVP para a Luz.

Com Manuel José, no Bessa, passou a ser pedra central do meio campo boavisteiro. Ficou 8 anos no Boavista. No ano de estreia, ajudou a vencer a Supertaça, jogando os 180 minutos das duas mãos contra o FCP. Ainda chegou à final da Taça, perdendo para o Benfica. No segundo ano, chegada aos quartos de final da Taça UEFA. Em 1997, regresso aos títulos, com uma Taça de Portugal conquistada ao Benfica. No mesmo ano, mais uma Supertaça, conquistada ao FCP. Em 2000-2001, esteve no Boavistão campeão, uma conquista histórica, da qual foi peça central. No ano seguinte voltou a ser campeão, mas pelo Sporting.

Chegou a Alvalade em 2001 para fazer meio campo com Paulo Bento, Pedro Barbosa ou Hugo Viana. Atrás da dupla JVP e Jardel venceu o campeonato e a Taça de Portugal. No ano seguinte, venceu mais uma Supertaça, num 5-1 ao Leixões. Retirou-se aos 32 anos.

Por Portugal, apenas 6 jogos pela principal equipa. Pelas camadas jovens, foi campeão mundial de sub-21 em Lisboa. Esteve ainda nos Jogos Olímpicos de 1996.

05 de Outubro, 2023

Abel Xavier

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (1).pngAntes de andar por Itália, Espanha, Holanda, Inglaterra, Turquia, Alemanha e EUA, a carreira de Abel Xavier, passou, claro, por Portugal. Nascido em Moçambique há 50 anos, Abel cedo se juntou às camadas jovens do Sporting, prosseguindo a carreira no Estrela da Amadora. Seria na Reboleira que se estrearia como profissional, fazendo 26 jogos em 1990-1991, numa época em que o Estrela foi treinado por Manuel Fernandes, Jesualdo Ferreira e Augusto Matine. Nessa época, o Estrela perderia a Supertaça para o FCP, mesmo tendo vencido a primeira mão e estaria na Taça das Taças. No entanto, desceria de divisão. Ficaria dois anos na segunda divisão, sempre como lateral direito. Mesmo com a subida do Estrela, o seu regresso à primeira divisão seria com a camisola do Benfica.

Numa defesa com Mozer, Veloso ou Hélder, assumiu-se como titular e foi campeão nacional e chegou às meias finais da Taça das Taças, sendo eliminado pelo Parma. Rui Costa, Vítor Paneira, Kulkov, Iuran ou Isaías eram alguns dos seus companheiros de ataque, orientados por Toni. 1994-1995 trouxe Artur Jorge e uma razia no plantel. Abel Xavier continuou como titular, mas o Benfica nada venceria.

Começou em 1995 a sua carreira internacional, tendo passado por grandes clubes europeus como PSV, Roma ou Liverpool. Jogou 20 vezes pela seleção A, tendo estado no Euro 2000 e no Mundial 2002. Como sub-20, foi campeão do mundo em 1991, em Lisboa, usando a camisola 7.

04 de Outubro, 2023

4-1 ao PSG

St. James Park volta a ter noite de glória

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (7).pngNo regresso à Champions League, o Newcastle United, gigante adormecido, com um olho aberto nos últimos anos, empatou em San Siro. À segunda jornada, bateu o multimilionário PSG por 4-1, numa das maiores alegrias que os adeptos do clube nordeste de Inglaterra tiveram nos últimos anos. O Newcastle lidera agora um grupo onde estão gigantes como Milan, Dortmund e PSG.

Esta será a maior noite europeia de Newcastle desde o 3-2 ao Barcelona em 1997, com Asprilla a ser o herói da noite. Hoje, Almirón, extremo paraguaio e Burn, o primeiro filho da cidade a marcar, deram o 2-0, ao intercalo. Sean Longstaff, o outro filho da cidade, fez o 3-0, pouco depois do intervalo, vendo Lucas Hernandez fazer o golo de honra dos franceses. Schar, ao cair do pano, fez um grande golo e carimbou uma grande vitória geordie.

O Newcastle, diz-se, tem os donos mais ricos do mundo do futebol, mas tem feito um trabalho gradual. Contratou Eddie Howe em vez de um nome grande do futebol mundial e o inglês tem feito trabalho fabuloso, indo fazendo contratações cirúrgicas como as de Isak, Barnes, Livramento, Botman, Tonali ou Gordon e até modestas como a de Burn. Mas passo a passo, o Newcastle tem subido na tabela e feito exibições sólidas. Um clube a acompanhar.

04 de Outubro, 2023

Lage deixa Botafogo

5 jogos sem vencer

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (6).pngBruno Lage já não é treinador do Botafogo, após nunca ter convencido os adeptos e após um período de cinco jogos sem vencer, mesmo que o clube se mantenha no topo da tabela, com mais sete pontos do que o Bragantino, de Pedro Caixinha e mais oito do que Palmeiras e Grémio. A época tem sido de sonho, com o clube, orientado por Luís Castro e na transição por Cláudio Caçapa, a liderar a prova desde o início. Neste momento, o Botafogo leva 16 vitórias, 4 empates e 5 derrotas e conta com o melhor ataque (40 golos) a par do Grémio. Veremos quem rende Lage, mas o sonho de ser campeão 28 anos depois e apenas pela terceira vez na sua história (depois de 1995 e 1968), está de pé, a 13 jogos do fim. Este ano, a figura da equipa é Tiquinho Soares, ex-FCP, Vitória e Nacional, que lidera a tabela dos artilheiros, com 14 golos.

 

04 de Outubro, 2023

Adelino Batista

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

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Adelino Batista, nascido em Angola, tornou-se no segundo Jordão mais conhecido do nosso futebol. Veio cedo para Portugal e para os arredores de Lisboa, fazendo formação no Massamá e no Estrela da Amadora, estreando-se como sénior no clube da Reboleira. Suplente de Agatão ou Paulo Bento, jogou pouco no primeiro ano, estando em 3 jogos e marcando 1 golo (ao Gil Vicente, para a Taça). Mais 21 jogos e 3 golos em duas épocas e foi emprestado.  No Campomaiorense não jogou muito, mas em 1994-1995, aos 23 anos, com Sérgio Conceição, Earl, Constantino ou Serifo foi campeão da segunda divisão (já o tinha sido uma vez pelo Estrela, sem o mesmo peso na equipa) e assumiu-se como titular. Finalmente impôs-se no Estrela, fazendo 64 jogos e 5 golos em duas épocas, sob o comando de Fernando Santos.

Chamou a atenção do Benfica e subiu na carreira. Num meio campo com Calado, Hugo Leal ou Amaral pouco jogou e passada meia época acabou a estadia na Luz. Seguiu-se Braga onde voltou a ser determinante, em duas épocas e meia. Aos 29 anos, mudou-se para Inglaterra, passando três anos no WBA.  Aos 32 anos, regressou ao Estrela para mais quatro anos.

04 de Outubro, 2023

Para vai o United?

Mais uma derrota

Francisco Chaveiro Reis

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O que melhorou o Manchester United com Erik Tem Hag? O holandês vai no segundo ano no banco do gigante inglês e parece acumular largos milhões gastos em opções duvidosas (Onana, Martinez ou Antony), conflitos com jogadores (Ronaldo e Sancho) e…derrotas. Ontem, perdeu em casa por 2-3 com o Galatasary, dias depois de ter perdido em casa, com o Crystal Palace. E já perdera esta época com Bayern de Munique, Brighton, Arsenal e Tottenham. O United está a léguas da concorrência e é difícil imaginar a maior parte dos seus jogadores a terem minutos em clubes como City, Liverpool ou mesmo Tottenham. Para onde vai o clube de Old Trafford, antes sinónimo de vitórias?

03 de Outubro, 2023

Braga vence em Berlim

2-3 ao União virou resultado

Francisco Chaveiro Reis

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Sheraldo Becker em 7 minutos colocou o Sporting de Braga a perder por 2-0, no imponente Estádio Olímpico de Berlim, onde quase 80 mil puxavam pelo União local, em dia feriado na Alemanha. Mas o Braga não desistiu e na luta pelo terceiro lugar do grupo, que tem Real Madrid e Nápoles, chegou ao empate. Ainda na primeira parte, Niakaté fez o 2-1 e pouco depois do intervalo, golaço de Bruma (6 golo em 12 jogos esta época) e o 2-2 que parecia final. Do banco bracarense saíram homens experientes como Moutinho ou Castro, naquela que parecia uma tentativa de segurar o empate. Não foi. Aos 35 anos, André Castro fez o 2-3 final, com um grande golo e o Braga venceu.

03 de Outubro, 2023

Aloísio

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (3).pngCampeão do mundo de sub-20, Aloísio, camisola 4, liderou a defesa do Porto por dez anos, vencendo 19 títulos. Aloísio, hoje com 60 anos, estreou-se pelo GE Brasil, mas foi no Inter de Porto Alegre que mais se destacou, sobretudo entre 1985 e 1988. Mais de 100 jogos depois, foi contratado pelo Barcelona, sendo treinado por Cruyff. Fez 38 jogos na primeira época, com Zubizarreta, Eusebio Sacristan, Bakero, Milla, Lineker, Salinas, Valverde ou Txiki Begiristáin. Venceu a Taça das Taças (2-0 à Sampdória em Berna). No ano seguinte, mais 30 jogos já com Michael Laudrup, Ronald Koeman ou Amor. Venceu a Taça do Rei, num 2-0 ao Real Madrid.

Aos 27 anos, em 1990, aterrou no Porto. Foram 474 jogos, 18 golos e 19 títulos (7 campeonatos, 5 taças e 7 supertaças). Fez companhia a Geraldão, Fernando Couto ou Jorge Costa. Esteve em momentos de glória como a conquista de cinco campeonatos consecutivos, entre 1995 e 1999. Foi treinado por Artur Jorge, Carlos Alberto Silva, Tomislav Ivic, Bobby Robson, António Oliveira e Fernando Santos e dividiu balneário com lendas do clube como Baía, João Pinto, Paulinho Santos, Drulovic, Domingos ou Jardel.

Pela primeira seleção do Brasil, jogou seis vezes, em amigáveis, todos em 1988. Em 1983, no México, foi campeão mundial de sub-20, com Jorginho, Dunga e Bebeto, que seriam campeões de séniores em 1994.

02 de Outubro, 2023

Edmílson Pimenta

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

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Edmilson Pimenta, avançado móvel, teve sucesso no Salgueiros, FCP e Sporting. Hoje, com 51 anos, iniciou a carreira em 1990, passando 4 anos no Brasil, entre Colatina e Democrata (jogou com Gilmar). Mudou-se para a Madeira no verão de 1993, para jogar na segunda divisão, pelo Nacional, juntando-se aos compatriotas Marcos Machado, Silvano, Luís Carlos, Márcio Florêncio, Roberto Carlos, Silvinho e Alcino. Marcou 4 golos e passou para o Porto, para uma época no Vidal Pinheiro. 1994-1995 foi um grande ano para Edmilson, marcando 15 golos (bis ao União da Madeira e hat-tricks a Tirsense e Estrela da Amadora) pelo Salgueiros, onde convivia com Vinha, Tulipa, Milovac, Luís Manuel ou Pedro Espinha. Sem surpresa, saltou para um grande, mudando-se para as Antas.

Teve impacto imediato no FCP, marcando 14 golos e assistindo para mais 7. Foi campeão com Drulovic, Domingos, Rui Barros, Emerson ou Paulinho Santos. Edmilson esteve ainda na Supertaça perdida para o Sporting e nas meias finais da Taça, com derrota ante do mesmo adversário. Na Liga dos Campeões, fez parte de uma campanha fraca que terminou na fase de grupos, atrás de Panathinaikos e Nantes. No segundo ano, 16 golos e mais 6 assistências. Venceu o campeonato e a Supertaça, marcando no 0-5 na Luz, na segunda mão. Voltou às meias da Taça, perdendo com o Benfica. Na Europa, chegou aos quartos da Liga dos Campeões, jogando os 90 minutos na histórica vitória por 2-3 em San Siro. Marcou ao Milan, num 1-1 no Porto e ao IFK, num 0-2 em Gotemburgo.

Em 1997, juntou-se ao PSG para meia época, com 18 participações e 0 golos. Fez parte do plantel que venceu Taça de França e Taça da Liga mas com Simone, Loko ou Maurice, não brilhou e regressou a Portugal. Chegou ao Sporting para usar a camisola 30, marcando 3 vezes em 11 jogos. No ano seguinte, já com a 10 nas costas, esteve em 26 jogos, marcando por 10 vezes. Delfim, Duscher, Simão ou Iordanov eram alguns dos seus colegas. A glória, de verde e branco, chegou com a conquista do ano seguinte. Marcou apenas 2 vezes, “sofrendo” com as presenças de Barbosa, De Franceschi, Ayew ou Mbo Mpenza mas juntou mais um título ao palmarés. As chegadas de Sá Pinto e de João Vieira Pinto não o ajudaram e ficou apenas mais meia época, fazendo mais 4 golos.

Na fase descendente da carreira, passou por Palmeiras e Colatina, no Brasil; regressou a Portugal para uma época no Portimonense; passou pelo Lyn, da Noruega; regressou mais uma vez ao Colatina; foi à Bélgica jogar pelo Visé; veio a Portugal defender o modesto Guilhabreu e regressou pela ultima vez, ao Colatina.

02 de Outubro, 2023

Lautaro faz poker

4 golos em Salerno

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (1).pngNoite histórica para o avançado argentino Lautaro Martinez, autor de quatro golos à Salernitama. O campeão do mundo até começou no banco, entrando em campo aos 55 minutos e inaugurou o marcador logo aos 62 minutos. Fez mais três aos 77´, 85´e 89´. Com 9 golos em 7 jogos (10 em 8, no total da época), é o melhor marcador da liga italiana. 

01 de Outubro, 2023

Fary

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis

Visão do Peão (1).png

Fary Faye nascido no Senegal há 48 anos, foi figura de destaque no nosso futebol, sobretudo ao serviço de Beira Mar e Boavista. Chegou em 1996, para reforçar a União de Montemor, ficando dois anos no Alentejo, marcando por 39 vezes, na segunda divisão B.

Em 1998, chegou a Aveiro, para os primeiros cinco anos no Beira Mar. No primeiro ano, 11 golos e a conquista da Taça de Portugal. No ano seguinte, 8 golos, já na segunda liga, onde foi vice-campeão. Na estreia na Taça UEFA, golo ao Vitesse mas ao fim de dois jogos, os holandeses foram melhores. Em 2000, no regresso à primeira, fazendo tripla de ataque com Gamboa e Dolores, marcou mais 8 e o Beira Mar acabou a época num confortável 8.º lugar. As duas épocas seguintes seriam as melhores de Fary, marcando 18 em cada uma. Em 2001-2002, foi o terceiro melhor marcador atrás de Jardel e Derlei e em 2002-2003, seria mesmo o Bola de Ouro, em igualdade com Simão.

Fez depois 5 anos no Bessa, marcando muito menos, apenas 17 vezes no total. Aos 34 anos, regressou ao Beira Mar para mais dois anos e 4 golos. Tornou ao Bessa, após 1 ano 1 golo pelo Aves, e ganhou nova vida nas divisões inferiores. Em três épocas, 8, 15 e 8 golos. Aos 40 anos, terminou a carreira, já com o Boavista de regresso à primeira.

Pelo Senegal, 33 jogos e 7 golos, tendo estado na CAN de 2002.

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