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Visão do Peão

Visão do Peão

Um pequeno resumo

A época

Francisco Chaveiro Reis
21
Abr23

O Sporting empatou a uma bola com a Juventus e ficou-se pelos quartos de final da Liga Europa. Foi-se o último motivo de possível festa e até ao fim do campeonato, o Sporting irá cumprir calendário, sendo quase impossível que saia do quarto lugar, que dá acesso à terceira pré-eliminatória da Liga Conferência.

O Sporting ontem voltou a estar por cima do jogo, mas a verdade é que sem marcar, isso não serve de nada. O Sporting falha muitos golos. Ontem foram Coates e Esgaio a falhar escandalosamente. Há uma semana tinham sido Pote e Bellerín. Um avançado não resolveria isto, mas ajudaria muito. Além de Pote, muitas vezes requisitado para o meio campo esta época, ninguém parece ter verdadeiro instinto goleador.

Pelo brio profissional e pelo escudo que defendem, os jogadores lutarão por vencer cada jogo e Ruben Amorim, pode começar a pensar em soluções para o próximo ano já que acredito que só queira deixar Alvalade após uma época em grande. Amorim, caso decida ficar, já que acredito que tenha propostas para sair, terá que planear muito bem a próxima época e ter o apoio, sobretudo financeiro da direção.

O Sporting desta época teve fogachos de grande qualidade, sobretudo na Europa. Goleou o Frankfurt, na Alemanha, por 0-3. Recebeu e venceu o Tottenham por 2-0, com um grande golo de Arthur. Na Liga Europa, o destaque vai para a eliminatória com o Arsenal, que incluí o golo do ano, marcado por Pedro Gonçalves.  Mas, a toada geral é de grande desilusão. O Sporting nunca esteve perto da luta pelo título e foi eliminado demasiado cedo da Taça de Portugal. A derrota na final da Taça da Liga, sendo frustrante, aceita-se.

A saída de Matheus Nunes parece ter sido a pedra de toque para um mau começo. O timing foi mau, nas vésperas de ir ao Dragão e a forma também. Amorim terá sido dos últimos a saber e o mau estar foi público e notório. Demorou muito a passar se é que passou. Para o seu lugar, veio Sotiris, um grego de 20 anos, que só por milagre pegaria de estaca no onze. Hoje é das últimas opções de Amorim e não deve ficar em Lisboa. Saint Juste, chegado por 10 milhões para reforçar a defesa, passou grande parte da época lesionado o que fez com que Inácio, melhor à esquerda, tivesse que jogar à direita, onde também não havia Neto, lesionado e Reis, em vez de lateral, passasse a ser central e Santos, em vez de ser extremo, passasse a ser ala, o que até acabou por resultar. A fase de adaptação de Morita e algumas lesões fizeram com que Pote jogasse muitas vezes no meio campo, o que fez com que o crónico melhor marcador da equipa estivesse mais afastado do golo. 

Carriço despede-se

Acaba a carreira

Francisco Chaveiro Reis
19
Abr23

Aos 34 anos, Daniel Carriço anunciou o fim da carreira. Natural de Cascais, começou a jogar no Estoril antes de se mudar para os sub-12 do Sporting onde ficaria entre 1999 e 2012. A carreira como sénior começou com empréstimos a Olhanense e AEL (Chipre). Em 2008 fixou-se finalmente no plantel e no onze leonino. Na estreia, 28 jogos e a conquista da Supertaça. Na seguinte, 44 jogos e 2 golos. Na terceira, 39 e um golo e na quarta, 38 e 2 golos. Em 2012/2013, 3 jogos pelo Sporting e saída para o Reading, onde não foi feliz. No Sporting deixou a imagem de alguém a quem foi dada demasiado cedo a braçadeira de capitão, o que terá pesado no seu percurso, mas fica, sobretudo, a ideia de que não fez parte dos melhores planteis do Sporting.

Em 2013 chegou a Sevilha onde conquistaria 4 Ligas Europa e se assumiria como uma das figuras da equipa. Fez 167 jogos pelo clube, um pouco mais do que os 152 que fez pelo Sporting. Na primeira época, a primeira Liga Europa, numa final contra o Benfica, após eliminar Valência, FCP ou Bétis. Um ano depois, nova vitória europeia, num 2-3 aos ucranianos do Dnipro. Ao terceiro ano, a terceira Liga Europa, após um 1-3 ao Liverpool. Por fim, em 2020, 3-2 ao Inter, numa altura em que Carriço já não terminou a época. Curiosamente, o Sevilha nunca conseguiu vencer a Supertaça Europeia. Carriço jogaria brevemente na China e seria ainda campeão da segunda divisão espanhola pelo Almeria.

Por Portugal apenas 1 jogo. Em 2015, jogou cerca de meia hora no Portugal 1 Itália 0, disputado na Suíça e decidido por um golo de Eder.

Golos espanhóis

Na liga portuguesa

Francisco Chaveiro Reis
19
Abr23

Os ares portugueses têm feito bem aos avançados espanhóis. Num passado recente, Tony Martinez, com passagens por Valência e West Ham chegou a Famalicão para marcar 14 golos numa época e ser contratado pelo FCP onde leva 26 golos em quase três épocas, alguns deles, decisivos. Fran Navarro, provavelmente o mais goleador dos que vamos falar, deve também juntar-se ao FCP após 33 golos (até agora) pelo Gil Vicente. Em 2020-2021, Mario Gonzalez brilhou pelo Tondela, fazendo 15 golos numa época, saltando para o Braga, onde acabou por não vingar.

Na liga atual, além de Navarro, estão homens como Mujica ou Butzke. Rafa Mujica, das escolas do Barcelona, estreou-se este ano em Portugal e leva 14 golos pelo Arouca. Em Chaves mora Héctor Hernández, que conta 6 golos. Em Braga, está Abel Ruiz, vindo das escolas do Barcelona e que já festejou 10 vezes esta época. Alvaro Djaló também para por Braga. O seu trabalho é mais de assistir, mas soma 4 golos. Na zona de descida, está Adrián Butzke, que já marcou 6 vezes pelo Paços.

Pela proximidade geográfica e linguista, esta deve ser tendência a manter-se nos próximos anos já que futebolistas e cubes de origem conseguem valorizações. Longe vão os tempos de Tote, Angulo, Adrian Lopez, Jeffren ou RDT.

Épico Wrexham

Soma 103 pontos

Francisco Chaveiro Reis
13
Abr23

Visão do Peão (13).png

O Wrexham é um dos clubes mais antigos do mundo e joga no Racecourse, o estádio mais antigo do mundo, em atividade. Nem por isso era seguido com grande interesse, a não ser pelos seus fervorosos adeptos. Até que um duo de atores, com destaque para Ryan Reynolds se tornaram proprietários do clube e tudo estão a fazer para o devolver à sua antiga glória.

A jornada, cujo início se pode ver num belo documentário na Disney +, continua este ano, após o falhanço de deixar a National League à primeira. E a presente época está a ser épica. O Wrexham é o grande favorito à subida instantânea (só sobe diretamente uma de 24 equipas). Neste momento, os galeses somam 103 (!!!) pontos ao fim de 42 jogos, resultado de 32 vitórias, 7 empates e 3 derrotas. O ataque conta com 109 golos, sendo Paul Mullin responsável por 35 deles. O problema é que o Notts County, com mais um jogo, soma 100 pontos e soma apenas menos 1 golo marcado. O Notts, que conta com o português Ruben Rodrigues, máximo assistente da liga, com 15 golo oferecidos, tem dado forte luta e promete dificultar a jornada do Wrexham até ao fim. No último jogo, houve confronto direto, com o guarda-redes internacional inglês Ben Foster a defender um penalty no último segundo, permitindo a vitória por 3-2 do Wrexhan. Além de Foster, regressado recentemente ao futebol, depois de se ter reformado, a equipa é estrelada pelo goleador Mullin e por Ollie Palmer, que soma 17 golos.

O dinheiro de Hollywood trouxe nova vida ao clube e permitiu que treinador e jogadores de divisões acima se juntassem ao Wrexham mas a história do clube e a base de fãs merece esta época fabulosa. Depois de 15 épocas, esta pode ser a última na quinta divisão, a última não profissional e sem grandes benefícios além da bilheteira. O Wrexham chegou a jogar na segunda divisão inglesa, em 1978-1979, tendo vencido a Taça do País de Gales por 23 vezes. O clube jogou a Taça das Taças várias vezes entre 1972 e 1996, tendo eliminado o FCP em 1985.

Tri-Trincão

Extremo decisivo no Jamor

Francisco Chaveiro Reis
10
Abr23

O Sporting bateu o Casa Pia, no Jamor, por 3-4, num jogo emocionante. Trincão, aos 20 segundos, inaugurou o marcador apenas para ver Rafael Martins empatar, antes dos 10 minutos de jogo. Esta seria a tendência do jogo. Trincão, num belo remate, fez o 1-2 aos 39 minutos e Soma, pouco antes do intervalo fez o 2-2. A abrir a segunda parte, Pote, que no intervalo passou do meio-campo para o ataque, marcou o seu 13.º golo no campeonato. De seguida, viria logo o empate, com golo de Felippe Cardoso, entrado pouco antes. E, logo a seguir, o avançado brasileiro seria expulso. Nem por isso, a vida ficou mais fácil para o Sporting. Já com Arthur e Rochinha em campo, Trincão completaria o hat-trick e daria aa vitória ao Sporting. Nota menos para Diomande e Reis, substituídos ao intervalo e para Chermiti, que nunca foi grande perigo. Nota mais para Trincão e Pote.

Páscoa amarga para o Flamengo

Pereira (ainda mais) em risco

Francisco Chaveiro Reis
10
Abr23

Mais uma noite má de Vítor Pereira ao comando do Flamengo. O português que perdera recentemente com os modestos equatorianos do Aucas para a Libertadores, perdeu a final do Campeonato Carioca para o grande rival, Fluminense. O Fla tinha ganho por 2-0 na primeira mão e ontem, em plano Maracanã, o Flu goleou por 4-1. Veremos quanto mais tempo dura Pereira no Mengão.

Eidur

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
04
Abr23

Eidur Gudjohnsen é, provavelmente, o melhor jogador da história da Islândia. Filho de Arnor, também avançado, que jogou no Anderlecht e no Bordéus, Eidur nasceu na Islândia em 1978. Começou no Valur, pelo PSV e regressou ao seu país para jogar pelo KR. Aos 20 anos, chegou a Inglaterra para passar dois anos no Bolton onde encontrou Mark Fish e outros nórdicos, como Jussi Jaaskelainen, Claus Jensen ou Bo Hansen além dos compatriotas Birkir Kristinsson, Guoni Bergsson e Arnar Gunnlaugsson. Fez 5 golos na estreia e na segunda época, deslumbrou, fazendo 21 golos, sobretudo na segunda divisão e chegou às meias finais das taças internas.

De 2000 a 2006 jogou pelo Chelsea. Foram 261 jogos e 78 golos, ajudando a vencer dois campeonatos, duas supertaças e uma taça da liga. Na estreia, sentava-se no banco ao lado de Tore Andre Flo, deixando a titularidade para Zola e Jimmy. Fez 13 golos e venceu a supertaça, jogando quase 20 minutos em Wembley, ante do Manchester United. No segundo ano juntou-se ao 11 titular, marcando 23 vezes, mas nada vencendo. Desceu depois para os 10 golos, voltando a não vencer nada tal como na seguinte, na qual marcou mais 13. Já com Mourinho, 16 golos e a conquista da Premier League e Taça da Liga, com Drogba, Lampard, Terry e companhia. No seu último ano em Londres, voltou a vencer campeonato e supertaça, mas ficou-se pelos 3 golos. Curiosamente, não se mudou para uma equipa mais pequena para ter mais destaque. Mudou-se para o Barcelona de Pep Guardiola.

Passou três anos no Camp Nou, jogando bastante – 72 jogos – e marcou 10 vezes, tendo Messi, Eto´o ou Henry como concorrentes. Na primeira época ainda se cruzou com Ronaldinho, fazendo 12 golos e vencendo a supertaça espanhola. Na terceira teve a sua melhor época vencendo campeonato, taça e Liga dos Campeões. Regressou a Inglaterra para ter pouco sucesso no Tottenham, Stoke e Fulham, após ter tida também fraca passagem pelo Mónaco. Não voltou a ter o mesmo destaque, tendo altos e baixos tendo alguns bons momentos no AEK, Cercle Brugge, Club Brugge. Regressou ao Bolton, passou pelos chineses do Cangzhou Mighty Lions e terminou a carreira nos noruegueses do Molde.

Marcou 26 golos em 88 jogos pela Islândia. Ainda foi a tempo de fazer parte do plantel que esteve no Euro 2016, chegando aos quartos de final.

As mais bonitas de sempre - 1

Sporting, 1996-1997

Francisco Chaveiro Reis
02
Abr23

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A escolha da camisola de futebol mais bonita de sempre está, claro, enviesada pela paixão clubística. Escolho a camisola Stromp, do Sporting Clube de Portugal, fabricada pela adidas para 1996-1997. Toda a coleção dessa época era bonita. A primeira tinha, claro, listas verdes e brancas, sendo as mangas maioritariamente brancas com listas horizontais próprias dos modelos adidas de então. A segunda era de um  verde menta e a terceira, branca. Clássicos instantâneos. Mas, era a Stromp que mais me enchia as medidas, sendo uma mescla da segunda e da terceira. Este equipamento que o Sporting usa esporadicamente todos os anos, era, como sempre, divido entre branco e o tal verde menta. Também as mangas tinha cada uma a sua cor. No centro, o símbolo da adidas, o emblema com o leão rampante e o logótipo da Telecel (atual Vodafone). No fundo, o escudo do Sporting. Obra prima!

Nesse ano, o Sporting nada venceu, ficando em segundo no Campeonato Nacional, caindo nas meias finais da Taça de Portugal e ficando-se pela segunda ronda da Taça UEFA. Alguns dos que usaram esta camisola foram Beto, Oceano, Pedro Martins, Pedro Barbosa, Sá Pinto, Hadji ou Iordanov.