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Visão do Peão

Visão do Peão

Sporting goleia Boavista

Continua a 5 pontos do Braga

Francisco Chaveiro Reis
13
Mar23

O Sporting bateu o Boavista por 3-0, numa noite tranquila em Alvalade. É pena que, mais uma vez, a assistência nem tenha chegado aos trinta mil, sobretudo pelo momento em que Nuno Santos, de trivela, inaugurou o marcador. Com Chermiti a falhar várias oportunidades, foi Agra, com um autogolo muito infeliz a aumentar a vantagem. Já com Amorim a gerir a equipa, a pensar na ida a Londres, Esgaio, um dos melhores em campo, assistiu Paulinho para o seu terceiro golo consecutivo na liga portuguesa.

As mais bonitas de sempre - 3

Glasgow Rangers, 1994-1996

Francisco Chaveiro Reis
10
Mar23

Visão do Peão (18).pngÀ primeira vista, parece uma t-shirt ou uma camisola de treino, mas a camisola principal do Glasgow Rangers para 1994-1995 e época seguinte, é uma obra prima de bom gosto. Nesse ano, a adidas, que fez antes e depois outras grandes camisolas, apostou num modelo relativamente simples, a azul. A gola era redonda, um pouco mais levantada do que o normal, e continha o logo da adidas, algo que não vi noutra camisola qualquer. Centrado, a branco, estavam as letras que normalmente estavam dentro do escudo do clube e logo abaixo, o patrocinador, a cerveja McEwan´s (esteve nas camisolas de 1987 a 1999). Como pano de fundo, um padrão subtil, inspirado no escudo dos Rangers. Nas mangas, três listas horizontais, imagem da marca alemã. Simples mas quase imbatível. No primeiro ano desta camisola, o Rangers foi campeão, com Laudrup, Durie, Hateley, Duncan Fergunson ou Basile Boli. Na segunda, já com Gascoine, voltou a ser campeão e ainda venceu uma taça escocesa.

Sporting empata Arsenal

2-2 em Lisboa

Francisco Chaveiro Reis
10
Mar23

O Sporting, mesmo sem Ugarte, castigado, fez um belo jogo ante do Arsenal, líder da Premier League e esteve perto de vencer. O empate sabe a derrota, mas objetivamente não é um mau resultado. Logo aos cinco minutos, Pote ameaçou a baliza do americano Turner, mas, após grande jogada individual, atirou ao lado. Melhor no jogo, o Sporting seria o primeiro a sofrer golo, num canto, através de cabeçada de Saliba. O Sporting reagiu bem à desvantagem e Inácio empatou. Primeiro, o central subiu e rematou com pergigo para grande defesa de Turner, para canto. Na sequência do canto, Inácio fez, de cabeça, o empate. No início da segunda parte, após boa jogada de Edwards e Pote, Paulinho encostou para o 2-1. Pouco depois, o avançado leonino falhou escandalosamente na cara do guarda-redes e surgiu o 2-2, com remate de Xhaka a bater em Morita traindo Adán.

Foi noite de grandes exibições de Adán, Coates, Inácio e Pote, mas sobretudo de St. Juste, muito fustigado por lesões desde que chegou mas que ontem encheu o campo, fazendo até de ala direito, nos últimos minutos.

Destaque para os 36 mil que estiveram nas bancadas. Um número baixo mas que para a época atual, foi interessante.

As mais bonitas de sempre - 4

Francisco Chaveiro Reis
08
Mar23

Visão do Peão (19).pngProjeto entretanto terminado, o Campomaiorense foi um interessante clube alentejano, que viveu à sombra do poderio da Delta Cafés, local. Filial do Sporting, o clube chegou à primeira divisão portuguesa nos anos noventa, apresentando-se com um equipamento tradicional listado, verde e branco, assinado pela umbro e não muito diferente daquele usado pelo SCP. Em 1999, a equipa de Campo Maior chegou ao Jamor, perdendo a final da Taça de Portugal para o Beira Mar. Em campo, de verde, estavam homens como Isaías, Demétrius, Rogério Matias ou Quim Machado. Nessa altura, o clube já tinha passado por um rebranding. O símbolo, semelhante ao do Sporting, foi modernizado e o leão, deu lugar a um galgo em corrida. As listas foram abandonadas e a Reebok tratou de fabricar grandes equipamentos para o Campomaiorense. O melhor e mais marcante foi o principal de 1998- 1999. Com um fundo verde, a camisola tinha pormenores brancos, cor de vinho e amarelo torrado nas mangas. No peito, com o logotipo Delta ao centro, estava um circulo com as mesmas cores. Arrojo e bom gosto numa camisola inesquecível.

Zico fez 70 anos

Melhor marcador da história do Fla

Francisco Chaveiro Reis
07
Mar23

Visão do Peão (15).png

E de repente, Zico, lenda do Flamengo já tem 70 anos. Arthur Antunes Coimbra estreou-se pelo Flamengo em 1971 tendo ficado por lá doze anos, na sua primeira passagem. Fez 476 golos em 635 partidas. Venceu seis Cariocas, três Brasileirões, uma Libertadores (Zico marcou na final e foi o melhor marcador da prova) e uma Intercontinental (duas assistências num 3-0 ao Liverpool de Souness e Dalglish) antes de experimentar o futebol europeu. Passou dois anos na Udinese, na melhor liga do mundo de então, mas após 30 golos regressou ao Mengão. Fez mais 97 golos e 33 golos. Venceu mais um Carioca e aos 38 anos foi espalhar a sua magia para o Japão. Fez quatro épocas nos Kashima Antlers, marcando 56 golos.

Esteve nos Mundiais de 1978, 1982 e 1986 e na Copa América de 1979. Nada conquistou mas fez 48 golos em 71 jogos pelo Escrete.

Hossam Hassan

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
06
Mar23

Antes de Mido e principalmente de Salah, a grande figura do futebol egípcio era Hossam Hassan, antigo avançado, hoje com 56 anos. Começou a dar nas vistas no Al-Ahly onde passou grande parte da carreira. Nos primeiros cinco anos, 41 golos e a conquista de quatro campeonatos, duas taças, uma liga dos campeões da CAF e três supertaças de África. Os seus números e exibições impressionaram e a Europa era o passo lógico. Pelos gregos do PAOK, marcou apenas 6 vezes e seguiu para a Suíça onde fez 7 golos pelo Neuchatel Xamax. Em 1992 estava de volta ao Al-Ahly para mais 194 jogos e 96 golos. Ajudou a conquistar mais sete campeonatos, duas taças, uma supertaça africana, uma liga dos campeões árabes e três supertaças árabes.

Seguiu-se breve passagem pelo Al-Ain, dos EAU antes de se juntar ao Zamalek para mais golos e títulos. Os seus 57 golos ajudaram o clube a vencer três campeonatos, uma taça, duas supertaças, uma liga dos campeões da CAF, uma supertaça da CAF e uma liga dos campeões árabes. Continuou no seu país jogando por Al Marsy, Tersana e Ittihad Alexandria. Reformou-se aos 41 anos.

Pelo Egito, ainda mais glórias. Fez 176 e marcou 70 vezes. Esteve nas CAN de 1986, 1988, 1990, 1992, 1998, 2000, 2002 e 2006, vencendo a prova por três vezes. Em 1986, venceu a prova no Egito, ainda como figura secundária. Doze anos depois, voltou a vencer, desta vez como titular, figura central e melhor marcador da prova em igualdade com McCarthy. Na final, vitórias nas grandes penalidades, contra a África do Sul. Em 2006, voltou a vencer, marcando um golo na prova. Esteve ainda no Mundial de 1990 e na Taça das Confederações de 1999.

7-0

Liverpool humilha United

Francisco Chaveiro Reis
06
Mar23

Foi o resultado mais relevante deste fim-de-semana. O Liverpool, que nem está a fazer uma grande época, antes pelo contrário, esmagou o Manchester United, em crescendo, até aqui, por 7-0. Gakpo, Darwin e Salah bisaram e Firmino fechou a contagem de um jogo que escandalizou o mundo. Ainda assim, o Liverpool continua a sete pontos do United, ocupando o quinto lugar.

As mais bonitas de sempre - 5

Verdy Kawasaki, 1993 e 1994

Francisco Chaveiro Reis
05
Mar23

Visão do Peão (20).png

Chegamos ao top-5 com nova viagem ao Japão. Nos anos 90, a J-League dava novo folego ao futebol japonês e com ela, a Mizuno, marca local, ganhou relevo mundial, fazendo memoráveis camisolas. A minha favorita é aquela que o Verdy Kawasaki (antes, Yomiuri Football Club e hoje em dia, Tokyo Verdy) usou em 1993 e 1994. Alternou entre o patrocínio da Coca-Cola e da Yomiuri, o modelo tenha gola redonda branca e pormenores brancos nas mangas. Mas o padrão psicadélico verde e branco é que “faz” esta camisola. É um padrão único, que faz lembrar canas verdes numa qualquer floresta asiática, mas que não é óbvio. Ter sido usada por Kazu Miura, no seu pico e pelo brasileiro naturalizado japonês, Ruy Ramos, também ajuda ao mito. Quando esta camisola, o Verdy, venceu a Taça Sanwa Bank, dois campeonatos e duas Taças da Liga.

Morreu Fontaine

Marcou 13 golos no Mundial de 1958

Francisco Chaveiro Reis
02
Mar23

Visão do Peão (21).pngAos 89 anos, morreu Just Fontaine, lenda do futebol francês e mundial. Fontaine notabilizou-se pela seleção francesa pela qual fez 21 jogos e marcou 30 golos. Foi o melhor marcador do Mundial de 1958, com 13 golos. Fontaine nasceu em Marrocos e começou a carreira no USM Casablanca marcando mais de 60 golos em três épocas. Com um campeonato marroquino e uma Taça dos Campeões do Norte da África no bolso, mudou-se para França para jogar pelo Nice. Venceu uma Taça de França e transferiu-se para o Reims onde passou maior parte da carreira e onde mais brilhou, com 145 golos em 152 jogos. Foi três vezes campeão francês, venceu uma taça e uma supertaça. Em 1959 jogou a final da Liga dos Campeões, em Estugarda, perdendo 2-0 para o Real Madrid de Kopa, Di Stefano e Gento. Com 10 golos, Fontaine superou Vavá (Atlético de Madrid) e Di Stefano como melhor marcador da prova.