Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Visão do Peão

Visão do Peão

O goleador italiano

Nascido na Argentina

Francisco Chaveiro Reis
28
Mar23

Visão do Peão (11).png

 

Devido aos fluxos migratórios é cada vez mais recorrentes jogadores oriundos de África em seleções europeias. Ogbonna, Balotelli, Kean ou Gnonto jogam por Itália, país onde nasceram, filhos de pais emigrantes. Outro movimento que tem reforçado a equipa transalpina tem sido o dos brasileiros com antepassados italianos que se naturalizaram como Emerson Palmieri, Rafael Tóloi, Jorginho Frello ou Éder Citadin.

Na última jornada, o destaque foi para outro caso, mesmo que não único. O de um argentino, descendente de italianos que aceitou juntar-se à Squadra Azzurra. Mateo Retegui, de 23 anos, é avançado do Tigre, por empréstimo do Boca Juniors, após passagens por River Plate, Estudiantes e Talleres. No ano passado fez 23 golos em pouco menos do que 50 jogo e este, leva 6 golos em 9 jogos. Nascido na Argentina, país pelo qual a irmã é atleta olímpica em hóquei em patins, tal como o pai havido sido, Mateo só pode tornar-se italiano graças aos avós.

Na estreia, em Nápoles, no estádio com o nome de Maradona, Retegui estreou-se a titular e marcou, apesar da derrota com a Inglaterra. Na segunda internacionalização, segundo golo, na segunda titularidade. Promete.

Início perfeito

10-0 em dois jogos

Francisco Chaveiro Reis
27
Mar23

Roberto Martinez teve aproveitamento máximo na jornada dupla de estreia pela seleção. Após uma goleada em casa, uma goleada ainda maior no Luxemburgo. Ontem, rodou um pouco a equipa dando oportunidade a António Silva, Diogo Dalot e Nuno Mendes de serem titulares mas foi o do costume a inaugurar o marcador: Ronaldo. Aos 18 minutos, já o resultado ia em 0-3 com golos de João Félix e Bernardo Silva. Ao intervalo, 0-4 com mais um de Ronaldo. No fim, 6, com Otávio e Leão (falhara um penalty antes) a fazerem os restantes golos. Para já, registo perfeito e boa gestão de Ronaldo.

Bojan retira-se

Aos 32 anos

Francisco Chaveiro Reis
23
Mar23

Visão do Peão (12).pngBojan Krkić acabou a carreira aos 32 anos. Depois de um começo em grande, jogando ao lado de grandes craques, como Messi, Xavi e Iniesta, o espanhol de origem sérvia perdeu fulgor e deixou de jogar no Japão, ao lado do mesmo Iniesta que o viu começar a carreira. Bojan estreou-se pelo Barcelona aos 17 anos, mas nunca atingido o alto nível dos anos de formação. Fez mais de 100 jogos pela equipa principal e marcou por 26 vezes. No palmarés tem três ligas, uma taça, duas supertaças, duas Champions League, uma supertaça europeia e um mundial de clubes.

Com sucesso moderado no Barça, fez incursões em grandes clubes como Milan, Roma e Ajax, jogando e marcando mas sempre deixando a sensação de que poderia ser muito melhor. Sem surpresa, acabou por “descer de escalão” na alta roda do futebol jogando por Stoke City, Mainz e Alavés. Em 2019, passou a jogar na MLS, ao serviço dos canadianos do CF Montréal. Terminou nos japoneses do Vissel Kobe. Por Espanha, apenas um jogo. Em Albacete, jogou 25 minutos num 4-0 à Arménia.

Freddy Rincón

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
23
Mar23

Freddy Rincón, médio colombiano falecido em abril de 2022, foi um herói de culto, que conquistou o Brasil, foi figura da sua seleção e chegou ao Real Madrid. De 1986 a 1993, a sua carreira fez-se na sua Colômbia natal. Começou no Atlético Buenaventura onde fez 18 golos em 77 jogos; passou pelo Santa Fé, onde fez 20 golos em 82 jogos e venceu uma taça colombiana. Transferiu-se em 1990 para o América de Cali onde fez 54 golos em 177 jogos e venceu dois campeonatos. Em 1993 deixou a Colômbia, mas manteve-se na América do Sul. No Palmeiras começou a conquistar o Brasil, fazendo 12 golos em 28 partidas, ajudando a vencer campeonato nacional e campeonato paulista, ao lado de Roberto Carlos, Zinho, César Sampaio, Rivaldo ou Edmundo. Chegaria à Europa após o Mundial de 1994, juntando-se ao Nápoles.

Fez boa época no Calcio, com 28 jogos e 7 golos ao lado de Cannavaro, André Cruz, Buso, Agostino ou Carbone. Foi o suficiente para, aos 29 anos chegar ao Real Madrid. Conviveu com Zamorano, Milla ou Michael Laudrup e ainda fez 21 jogos mas nada venceu e acabou por sair. Não vingou, mas faz parte de uma minoria que sonha jogar num dos gigantes mundiais e acaba por faze-lo. Regressou ao Palmeiras para mais 7 golos em 17 jogos e em 1997, mudou-se para o Corinthians onde, provavelmente, teve os seus melhores anos.

Pelo Timão, 151 jogos e 37 golos. Venceu dois campeonatos brasileiros e um paulista e em 2000, foi campeão do mundo de clubes. Em pleno Maracanã, ante do Vasco de Romário e Edmundo, o Corinthians, que além de Rincón contava com Edilson, Luizão, Ricardinho, Vampeta ou Dida, venceu nas grandes penalidades. Na fase de grupos, o Corinthians deixou o Real Madrid em segundo. Rincón passou ainda por Santos e Cruzeiro antes de se reformar ao serviço do Corinthians.

Pela sua seleção, 84 jogos e 17 golos, tendo ficado em terceiro lugar nas Copas América de 1993 e 1995. Esteve nos Mundiais de 1990, 1994 e 1998.

Özil retira-se

Estava na Turquia

Francisco Chaveiro Reis
22
Mar23

Aos 34 anos, Mesut Özil, alemão de origem turca, pendurou as botas. Apesar de ter jogado por uma das melhores seleções e em grandes clubes, a carreira do médio ofensivo acaba com a ideia de que +poderia ter chegado muito mais longe. Nascido em Gelsenkirchen, Özil acabou a formação estreou-se como sénior pelo clube local, o histórico Shalke 04. Com Kurányi, Halil Altıntop, Lincoln ou Neuer, fez 23 jogos na estreia e ajudou a equipa a ser vice-campeã. Fez mais 16 jogos, mas a meio da época seguinte, mudou-se para o Werder Bremen em busca da titularidade, depois de se desentender com a direção do Shalke. Em Bremen tornou-se na estrela da equipa, fazendo 16 golos em 108 jogos. Em maio de 2009, fez o golo da vitória do Werder ante do Leverkusen que lhe valeu a Taça da Alemanha. No mesmo mês, chegou à final da Taça UEFA, perdendo-a para o Shakhtar Donetsk.

Como um dos médios mais interessantes da Europa, aos 22 anos chegou ao Real Madrid. Fez 159 jogos e marcou 17 vezes. Venceu um campeonato, uma taça e uma supertaça. Apesar do talento e de ser utilizado com frequência, Özil acabou por deixar Madrid. Seguiu-se o Arsenal, clube onde passou mais tempo e onde venceu quatro taças inglesas e uma supertaça. Apesar da grandeza do clube, o médio pertencia a uma equipa que lutasse pela Premier League e Champions League. Pelos Gunners, o camisola 11 marcou 33 golos e 184 jogos. Em 2019, liderou a equipa que chegou à final da Liga Europa, perdida para o Chelsea. O fim da sua estadia em Londres foi marcado pela polémica, que o acompanhou ao longo da carreira e o médio mudou-se para a Turquia.

Em 2020, juntou-se ao Fenerbahce, fazendo 382 jogos e 8 golos em duas épocas. Foi afastado do grupo e saiu mais cedo do que o previsto, tendo-se mudado para o Basaksehir onde também não cumpriu o contrato até fim.

Pela Alemanha, fez 92 jogos e 22 golos, sendo campeão do mundo em 2014. Esteve ainda nos Mundiais de 2010 e 2018 e nos Europeus de 2012 e 2016.

Jimmy

Cromos esquecidos da nossa caderneta

Francisco Chaveiro Reis
21
Mar23

Visão do Peão (13).png

Com um nome longo e complicado, ficou conhecido em Portugal simplesmente como Jimmy. Foi goleador numa vila alentejana e depois, no Boavista. Jogaria pela Holanda e pelo Chelsea. Hoje, com 50 anos, é um herói de culto. Como muitos outros internacionais holandeses, nasceu no Suriname antes de rumar à Holanda. Começou no AZ, passando pelo meio pelo Telstar. Jogou depois no Neerlandia/SLTOVV antes de aceitar mudar-se para Campo Maior em 1995. Aos 24 anos, marcou 12 golos e deu nas vistas, mesmo que o Campomaiorense tenha descido de divisão. Seguiu-se o Boavista onde dobrou o número de golos e venceu uma Taça de Portugal. No Jamor, não marcou, mas marcara nas meias, ante do Sporting. Eram dos dias de Nuno Gomes, Sanchéz, Timofte, Litos ou Paulo Sousa.

Goleador feito, mudou-se para a Premier League, fazendo 42 jogos em dois anos pelo Leeds, convivendo com Kewell, Smith, Bruno Ribeiro ou Radebe. Em 1999, voltou à Península Ibérica para marcar 35 golos pelo Atlético de Madrid. Chegou à final da Taça do Rei, perdida por 2-1 (golo seu), para o Espanhol mas não evitou a descida de divisão. Regressou à Premier League para quatro belos anos no Chelsea.

Na estreia, 27 golos e a conquista da supertaça inglesa, num 20 ao Manchester United, com um golo seu. Na segunda época, 29 golos e ida à final da Taça, perdida para o Arsenal. Faria mais 33 golos nas duas épocas seguintes, numa altura em que o Chelsea começava a atacar o mercado. Aos 32 anos, Mourinho não viu nela ajuda para o seu projeto e Jimmy rumou ao Middlesbrough para dois anos e 34 golos. Faria mais 4 golos pelo Charlton e 9, pelo Cardiff, terminando a carreira aos 36 anos.

Pela Holanda, teve muita concorrência, fazendo apenas 23 jogos, alcançado o interessante número de 9 golos. Esteve no Mundial de 1998. Em 2001, marcou a Portugal, nas Antas.

Partiu Rui Nabeiro

Também esteve ligado ao futebol

Francisco Chaveiro Reis
20
Mar23

Morreu ontem o Comendador Rui Nabeiro, um dos homens bons do país, que deixa obra económica e social. Como tudo em Campo Maior, também o futebol teve relevância, graças a si. A Delta foi dinamizadora dos melhores anos do Campomaiorense e depois do próprio Rui Nabeiro ter sido presidente, seguiu-se a presidência do filho, João Manuel Nabeiro, que modernizou o clube e o levou à final da Taça de Portugal. Apesar do clube local ter atuado com listas à Sporting, Rui Nabeira era benfiquista e sócio há mais de 50 anos.

O dia seguinte

Títulos do mundo

Francisco Chaveiro Reis
17
Mar23

 

«Arsenal afastado pelo Sporting da Liga Europa após dramáticos penáltis» - Mirror

«Gunners foram eliminados da Liga Europa nos penáltis, após Pedro Gonçalves ter marcado um golo quase do meio-campo» - Daily Mail

«Arsenal derrotado nos penáltis após golo espantoso do Sporting» - BBC

«Gunners são eliminados da Liga Europa e Martinelli falha penálti crucial» - The Sun

«Sporting surpreende Arsenal após golo sensacional de Gonçalves» - The Guardian

«Adán expulsa Arsenal do paraíso europeu» - Sport

«’Super Adán’ trava Arsenal e coloca o Sporting nos quartos de final da Liga Europa» - Marca

«Sporting elimina o Arsenal nos oitavos de final da Liga Europa» - L' Équipe

«Sporting elimina Arsenal nos penáltis» - Mundo Deportivo

«Adán trava Arsenal» - AS

Fonte: A Bola, através do És a Nossa Fé

Sporting passa Arsenal

Golo genial de Pote

Francisco Chaveiro Reis
16
Mar23

Visão do Peão (14).png

O Sporting está nos quartos de final da Liga Europa após eliminar o Arsenal, líder destacado da melhor liga do mundo. Sem Coates nem Morita, o Sporting apresentou-se com Diomande na defesa, Pote de novo no meio campo e Paulinho e Trincão de volta ao onze e dominou o Arsenal no arranque do jogo. Contra a corrente, marcou primeiro o Arsenal, por Xhaka. O Sporting reagiu bem e continuou por cima, mas o empate só surgiria a cerca de meia hora do apoito final. Pote, num momento de génio, fez um chapéu a Ramsdale, a partir do meio campo. Não admira que Pote discuta com Santos o título de melhor golo do ano. Já com Odegaard em campo, o Arsenal subiu de forma e pressionou o Sporting, que contou com grande resposta de Adán, nas grandes penalidades, apenas Martinelli falhou e, após conversões bem-sucedidas de St. Juste, Esgaio, Inácio e Arthur, Nuno Santos ofereceu a passagem ao Sporting. Grande noite europeia. O Sporting espera agora pelo adversário da próxima fase que pode ser Manchester United, Juventus, Sevilha, Bayer Leverkusen, Union St. Gilloise, Roma ou Feyennord. 

As mais bonitas de sempre - 2

Milan, 1999-2001

Francisco Chaveiro Reis
15
Mar23

Visão do Peão (17).png

 

Em 1999, o Milan completou 100 anos de gloriosa história e a adidas fez-lhe um equipamento perfeito. Imitando as camisas com as quais de começou a jogar futebol, a adidas deu à camisola um formato de falsa camisa, com materiais modernos; fez o escudo do clube recuar uns anos e apostou em listas mais finas. Um sucesso instantâneo e uma camisola obrigatória na coleção de qualquer fanático do jogo. Mesmo sendo usada por grandes craques como Weah, Shevchenko, Bierhoff, Boban, Leonardo ou Maldini, nesse ano, o Milan não venceu nada. No ano seguinte, a camisola voltou a ser usada, novamente, sem que a equipa estivesse à sua altura.

Pancev

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
13
Mar23

Darko Pancev, hoje com 57 anos, destacou-se na Macedónia e principalmente ao serviço dos sérvios do Estrela Vermelha. Foi campeão europeu e ainda passou por Inter de Milão, Leipzig ou Sion. Pancev, nascido em Skopje, hoje Macedónia do Norte, começou a jogar no Vardar local, fazendo 96 golos em 156 partidas. Mas, foi quando se juntou ao Estrela Vermelha, de Belgrado, em 1988, aos 23 anos, que a sua carreira deu um salto. No primeiro ano, encontrou Savicevic, Prosinecki ou Stojkovic e fez 20 golos em 22 jogos. Na segunda época, fez 27 golos e venceu a liga jugoslava, bem como a taça. Em 1990-1991 marcou 40 golos, voltou a vencer a liga e foi campeão europeu. O Estrela passou o Grasshoppers (marcou 1 na eliminatória); Glasgow Rangers (marcou dois); Dinamo de Dredesn (marcou uma vez) e Bayern (marcou mais um). Na final, vitória ante do Marselha. Pancev jogou todo o tempo, contra Amoros, Boli, Mozer, Pelé, Waddle ou Papin. A vitoria viria nas grandes penalidade e Pancev marcaria o 5-4 final. Ficou mais um ano em Belgrado, fazendo mais 32 golos. Venceu mais uma liga e uma taça. Já com Prosinecki no Real Madrid, o Estrela perdeu a supertaça europeia para o Manchester United mas venceu a Taça Intercontinental, com um 3-0 ao Colo-Cola na final, com um golo de Pancev.

Aos 27 anos juntou-se ao Inter para fazer dupla com o uruguaio Sosa. Jogou pouco e marcou pouco em Milão. Após 6 golos na estreia, fez apenas 4 na sua segunda época em Milão. Já não estava lá quando o Inter venceu a Taça UEFA, mas ganhou a medalha na mesma. Esteve emprestado ao VfB Leipzig, regressou ao Inter e voltou à Alemanha para jogar pelo Fortuna Düsseldorf. Sem glória desde que saiu da Jugoslávia, que, entretanto, deixou de existir, Pancev acabou a carreira aos 31 anos, com um golo apenas pelos suíços do Sion.

Foi internacional 33 vezes e marcou 18 golos. Primeiro, jogaria pela Jugoslávia, que defendeu no Euro de sub-21 de 1984 e no Mundial de 1990, no qual marcou 2 golos. Jogaria depois 6 vezes pela Macedónia.

Pág. 1/3