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Visão do Peão

Visão do Peão

Elkjær

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
06
Jan23

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Preben Elkjær Larsen, hoje com 65, foi um profícuo avançado dinamarquês, que se destacou nos anos 80, pela sua seleção e pelos italianos do Hellas Verona. Nascido em Copenhaga, jogaria pelo Vanlose, onde marcaria 7 vezes antes de chamar a atenção dos alemães do Colónia, onde jogou pouco e marcou apenas uma vez, mesmo que tenha estado no plantel que venceu uma Bundesliga e duas Taças.

Foi nos belgas do Lokeren que começou a destacar-se. Em seis épocas, 98 golos em 190 jogos. Ídolo na Bélgica, não resistiu à proposta do Hellas e em 1984 mudou-se para Itália. Na estreia, fez 8 golos e ajudou o clube a ser campeão, ao lado de Fanna, Bruni ou Briegel. Passou mais três épocas no Calcio antes de se reformar no seu país, no Velje.

Considerado um dos melhores dinamarqueses de sempre, marcou 38 golos em 69 jogos, tendo ficado em terceiro no Mundial de 1986, fazendo parte do melhor 11 da prova.

Morreu Vialli

Aos 58 anos

Francisco Chaveiro Reis
06
Jan23

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Hoje é mais um dia triste para o futebol mundial. Morreu Gianluca Vialli, que nem chegou aos 60 anos de vida. Vialli morreu em Londres, onde jogou, vítima de um cancro no pâncreas, que voltou recentemente, após o antigo avançado ter anunciado que estava em remissão, em 2020.

O seu último papel no futebol foi o de chefe de delegação da seleção italiana, no qual foi campeão europeu no ano passado, ajudando o amigo e ex-colega Mancini, selecionador. Mas, Vialli ficou conhecido essencialmente como goleador de elite. Nascido em Cremona, seria na Cremonese que começaria a dar nas vistas e a marcar. Entre 1980 e 1984, fez 25 golos em mais de 100 jogos.

Seguiu-se a Sampdória onde fez dupla com Mancini e até 1992 fez 141 golos em 327 jogos, ajudando a equipa genovesa a vencer diversos títulos. Em 1985, na época de estreia, venceu a Taça de Itália, marcando na segunda mão. Nesse ano, contava no onze com Vierchwood, Souness ou Francis, que fazia dupla consigo. Na época seguinte, voltou à final da Taça, já com Lorenzo ao lado, perdendo-a para a Roma. Em 1986/1987, começa a dupla com Mancini e Vialli marca por 16 vezes, o dobro da época anterior. Já com Toninho Cerezo, voltou a uma final da Taça e venceu-a. Em 1988-1988, fabulosa época, com 33 golos marcados e a conquista de mais uma Taça. Chegou à final da Taça das Taças, perdida para o Barcelona, que lhe traria novo desgosto mais à frente. Na época seguinte, regresso à final da Taça das Taças e vitória final ante do Anderlecht. Vialli marcou os dois golos do jogo decisivo e foi o melhor marcado da prova.

Em 1990-1991 conquistou, finalmente, a Série A, liderando uma equipa com muitos dos já referidos e, ainda, Lombardo, Pari, Katanec, Lanna, Mannini ou Pagliuca. Marcou 23 golos e a Samp superou o Milan. Ficou mais uma época, marcando mais 20 golos e vencendo a Supertaça Italiana. Chegou à final da Liga dos Campeões, perdida para o Barcelona, em Wembley. Seguiram-se quatro anos muito frutuosos na Juventus, ao lado de Ravanelli, Del Piero, Conte ou Di Livio. Começou a vencer a Taça UEFA. Em 1994-1995, venceu a Série A e a Taça, tendo perdido a final da Taça UEFA. Na despedida, venceu a Liga dos Campeões e a Supertaça Italiana.

No verão de 1996, depois do Euro, chegou a Inglaterra para estrelar o Chelsea por três anos. Fez 11 golos e venceu a FA Cup, ao lado de Zola, Hugues, Wise ou Petrescu, sendo treinado por Gullit, antes de lhe ocupar o lugar. Na sua melhor época blue, fez 19 golos e venceu a Taça das Taças e a Taça da Liga, já como treinador-jogador. Terminou a carreira aos 34 anos, marcando 10 golos e vencendo a Supertaça Europeia.

Por Itália, nada venceu, tendo marcado 16 golos em 59 jogos. Este nos Mundiais de 1986 e 1990 e no Euro 1988. Treinou Chelsea e Watford, tendo depois passado para a seleção italiana com coordenador.