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Visão do Peão

Visão do Peão

Pelé

Morreu o Rei

Francisco Chaveiro Reis
29
Dez22

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Morreu o Rei do Futebol. Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé, não resistiu a um cancro do cólon e após um internamento de um mês, partiu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, aos 82 anos.

Não foi sempre consensual fora do campo. Teve uma conhecida rivalidade com Maradona e um bate-boca com Romário. A história da sua relação com João Havelange e com a ditadura militar brasileira também parece não ser clara.

Mas, no que interessa mais na vida de um futebolista, o futebol, foi exemplar. Mesmo os que não o consideram o melhor de sempre, pelo menos colocam-no na lista dos melhores. Já não é coisa pouca. Pelé lutará com Maradona, Puskas, Di Stefano, Messi e Cristiano Ronaldo pelo lugar, mas terá sempre lugar de muito destaque.

Foi ele que ajudou o Brasil a ser campeão mundial por três vezes, fazendo dos canarinhos a seleção mais temida e admirada do globo. Logo aos 17 anos foi à Suécia ser campeão do mundo, marcando 6 golos no torneio, incluindo 2 na final contra a Suécia, que deu 5-2 para o Brasil. Em 1962, faria apenas um jogo antes de magoar, mas foi também campeão mundial. Em 1966, sofreu entradas assassinas dos adversários e não brilhou, mas, em 1970, liderou, provavelmente, o melhor Brasil de sempre, na vitória do terceiro Mundial. Na final, marcou um golo no 4-1 à Itália e terminou o torneio com seis assistências. Pelé jogou 91 vezes pelo Brasil, marcando 77 vezes.

Mais adorado do que pelos brasileiros em geral só pelos brasileiros, adeptos do Santos, onde jogou entre 1956 e 1974. Foram 1116 jogos e 1092 golos. É verdade que eram outros tempos e que muitos golos foram feitos em jogos amigáveis, mas são números colossais. Liderou o Santos na conquista de 6 campeonatos brasileiros; 3 Libertadores ou 10 Paulistas, entre muitos outros. Jogou ainda mais a norte, nos New York Cosmos, onde venceu dois campeonatos e encantou os americanos.

Goleador máximo, assistente exímio e mago maior. Inventou muito do que se viu depois. Morreu o Rei.

Verón

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
29
Dez22

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Filho de Juan Ramón Verón, La Bruja, avançado que passou grande parte da carreira no Estudiantes, Juan Sebastian, La Brujita, é um herói de culto. O mais conhecido dos Véron, começou, claro, nos Estudiantes De La Plata. 41 jogos e 6 golos logo na estreia, sendo campeão da segunda divisão. Por lá andavam Bossio, que seria jogador do Benfica e Palermo, que se tornaria lenda do Boca Juniors. Fez mais 24 partidas pelo clube e juntou-se ao poderoso Boca Juniors, onde partilhou balneário com Maradona, Caniggia, Kily, Mac Allister (pai do agora campeão mundial) e Montoya. O treinador era Bilardo, treinador campeão do Mundo em 1986. Fez 4 jogos em 17 golos e esteve no Boca 4 – River Plate 1, no qual Caniggia e Maradona deram o mais famoso beijo da história do jogo. 

1996-1997 marcou a estreia de Véron na Europa, vestindo as cores da Sampdória. Em Génova, passou duas épocas, fazendo 68 jogos e marcando por 6 vezes. Foi companheiro de Mihajlovic, Karembeu, Boghossian, Mancini, Montella e do português, Hugo. Seguiu para Parma onde o dinheiro e as estrelas abundavam. Lá venceu os seus primeiros grandes trofeus: Taça de Itália e Taça UEFA. Esteve por lá apenas um ano, privando com os compatriotas Sensini, Balbo e Batistuta e com outros como Buffon, Thuram, Cannavaro, Stanic, Chiesa ou Asprilla. Continuou pelo Calcio, fazendo duas épocas na Lázio. Na primeira época, com Conceição, Nedved e Salas, entre muito outros, venceu a liga, a taça e a Supertaça Europeia. No segundo ano, já com Crespo, venceu a supertaça italiana. Seguiu-se a Premier League.

Esteve envolvido em mais uma grande transferência ao mudar-se para o Manchester United. Em Inglaterra sempre jogou e teve influencia, mas deu sempre a ideia de que não era tão bom como em Itália. Na estreia, com Beckham, Keane, Scholes, Giggs e outras figuras, não venceu nada, ajudando apenas a equipa a ir às meias finais da Liga dos Campeões, onde caiu ante do Leverkusen, mesmo que tenha empatado os dois duelos. No segundo ano, venceu a Premier League, já com Van Nisltelrooy. Fergunson, convencido de que Kleberson seria fabulosa contratação, aceitou vende-lo ao Chelsea. Em Londres, mesmo com um treinador italiano (Ranieri) não vingou e acabou emprestado ao Inter. Fez mais dois anos no Calcio, em Milão, onde venceu um campeonato, duas taças e duas supertaças, com Cambiasso, Stankovic ou Adriano.

Regressou a La Plata para se tornar ídolo. Levou os Estudiantes a vencer o Apertura de 2006, o primeiro título argentino em amis de 20 anos. Em 2008, foi vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2008 e no ano seguinte, venceu a Libertadores da América. Decidiu reformar-se em 2011, mas voltou atrás e voltou a jogar. Anunciou a retirada e voltou a voltar. No total, foram 281 jogos pelo clube. Mas a sua ligação continua até hoje. Numa das suas reformas, foi diretor executivo e quando voltou a jogar, após a segunda retirada, era já presidente do clube, cargo que ocupa desde 2014.

Matuidi reforma-se

Campeão do mundo em 2018

Francisco Chaveiro Reis
28
Dez22

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Blaise Matuidi pendurou as botas. Internacional francês e campeão do mundo em 2018, Matuidi jogava pelo Inter Miami após uma carreira onde se destacou pelo PSG e pela Juventus. O médio centro fez a formação nos Lusitanos e Troyes tendo-se estreado como sénior pelo Troyes. Depois de duas épocas sólidas, subiu na carreira, passando quatro épocas no histórico Saint Etiénne, onde encontrou Payet, Mirallas, Gomis ou Aubameyang.

Mas, a sua carreira deu o salto quando se juntou ao PSG. Foram 295 jogos, 33 golos e 4 ligas francesas, 3 taças, 4 taças da liga e 5 supertaças, jogando ao lado de astros como Ibrahimovic, Cavani, Lavezzi, Verrati, Pastore, Thiago Silva ou Marquinhos. Seguiu-se a experiência na Juventus onde voltou a ser feliz: 3 ligas, 1 taça e 1 supertaça, convivendo com Higuaín, Mandzukic ou Dybala. Fez ainda 48 jogos pelo Inter de Miami.

Pela equipa francesa, fez 9 golos em 84 jogos, sendo titular na campanha de 2016, onde a França foi vice-campeã europeia e na de 2018, onde se sagrou campeão do mundo com Pogba, Mbappé ou Griezmann.

Simeone

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
28
Dez22

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Treinador do Atlético de Madrid desde 2011, Diego Simeone teve também uma impressionante carreira como médio defensivo, cheio de garra. Tudo começou no Velez Sarsfield em 1988 fazendo 76 jogos e marcando 14 golos. A porta de entrada da Europa foi o Pisa e aquele que era o melhor campeonato do mundo de então. Aos 21 anos, conquistou a titularidade ao lado de Chamot, Neri ou Padovano. Fez ainda uma segunda época, mas subiu uns degraus depois, mudando-se para o Sevilha. Na liga espanhola, mais duas épocas. Na primeira, apanhou Maradona, Suker e Unzué. Na segunda manteve-se como figura central e fez 11 golos, a segunda melhor marca da sua carreira.

Em 1994 foi contratado pelo Atlético, o clube da sua vida, a que regressaria como jogador e depois como treinador. Em três épocas, fez 99 jogos e marcou por 25 vezes. Kiko, Caminero, Pantic, Aguilera,  Geli, Santi ou Molina foram seus companheiros e foi com eles que marcou 12 golos e ajudou o Atléti a ser campeão espanhol em 1996. Nesse mesmo ano, venceu a Taça do Rei, num 1-0 ao Barcelona.

Em 1997 regressou a Itália para duas épocas no Inter. Em Milão, jogava atrás de homens como Ronaldo, Recoba ou Zamorano. Foi vice-campeão e venceu a Taça UEFA, numa final com um 3-0 à Lázio. A época seguinte não foi tão boa, coletivamente e Simeone aceitou o convite para se juntar à Lázio, a nova potência europeia. Em 1999, juntamente com Salas, Boksic, Mancini, Ravanelli, Stankovic, Nedved, Almeyda e muitos outros, venceu liga, taça e Supertaça Europeia. Na segunda época, a supertaça italiana e nas outras duas, zero títulos, numa Lázio já com uma equipa bem mais modesta. Regressaria a Madrid para mais época e meia, privando com Fernando Torres, mas nada vencendo. Terminou a carreia no Racing, onde se iniciou logo de seguida como treinador.

Pela Argentina, 11 golos em 106 partidas. Em 1991, fez 6 jogos e 2 golos na conquista da Copa América, ao lado de Caniggia, Batistuta ou Ruggeri, campeão do mundo em 1986; em 1993, com Acosta, Redondo e Mancuso voltou a vencer a prova, fazendo 5 jogos e marcando 1 golo. Entre essas duas conquistas, venceu uma Taça das Confederações. Foi Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de 1996 e esteve ainda nos Mundiais de 1994, 1998 e 2002 e nas Copas América de 1995 e 1999.

Blind deixa Ajax

Rescisão após o Mundial

Francisco Chaveiro Reis
27
Dez22

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Blind já não é jogador do Ajax. Ainda terá um jogo de despedida na ArenA mas é livre de encontrar clube onde continuar e possivelmente acabar a carreira. Aos 32 anos, o jogador que pode ser central, lateral ou ala esquerdo e médio defensivo, esteve no Mundial onde fez 5 jogos e 1 golo e levava 19 jogos pelo gigante de Amsterdão. Com a exceção de quatro épocas no Manchester United, Blind passou a carreira no Ajax, estrando-se este divórcio a meio da época. A única explicação lógica parece ser alguma oferta que possa ter em mãos, tendo em vista uma reforma de luxo.

Mercado

Vem aí um central e um avançado

Francisco Chaveiro Reis
27
Dez22

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Janeiro está à porta e a acreditar nas notícias, devem chegar três reforços a Alvalade. O primeiro será mesmo o argentino Tanlongo, de 19 anos. O médio centro acaba contrato com o Rosario Central e assina a custo zero. Mateo Tanlongo mesmo com a sua idade, já fez 35 jogos na primeira divisão argentina. É difícil que seja opção desde logo, mas é reforço de qualidade e de futuro. Idealmente, chegaria outro médio, mais experiente, para lutar com Ugarte e Morita, mas já se sabe que o dinheiro é escasso e que Essugo, Mateus e Sotiris estão a fazer o seu caminho.

O segundo alvo é um defesa central, que jogue pela direita. Neto tem estado lesionado e St. Juste, que mostra serviço, também tem passado metade do tempo de fora. Ousmane Diomandé, emprestado pelo Midtjylland ao Mafra seria uma opção, num negócio de cerca de 5 milhões de euros. Mais experiente e provavelmente mais barato, seria o eslovaco Martin Valjent, do Maiorca. Mais velho do que o marfinense, com passagens por Itália e Espanha, seria opção interessante, mesmo que desse um salto gigantesco na carreira e no grau de exigência. Nino, campeão olímpico pelo Brasil foi apontado e o interesse já foi desmentido. Llinás, colombinado de 25 anos, a jogar no Milionários também foi apontado pela imprensa.

Por fim, o ataque. O Sporting não tem um ponta de lança tradicional e mesmo querendo Amorim que a equipa jogue com um ataque móvel, um avançado de área pode dar muito jeito contra equipas mais fechadas. Segundo a imprensa, pode haver 8 milhões para este negócio. Aqui, não transpiraram ainda nomes, mas fala-se no mercado sul-americano. O valor não permite sonhar muito alto, mas será suficiente para uma boa opção, sobretudo para alguém que deverá estar na sombra de Paulinho. Aposto na vinda de um jovem, claro.

Gakpo no Liverpool

Foge ao United

Francisco Chaveiro Reis
27
Dez22

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Cody Gakpo era o homem ideal para reforçar o precisado ataque do United. O craque holandês já tem alguma experiência, mas tem fome de se mostrar em palcos maiores. Tem cheiro de golo e é eficaz no meio, mas descai para as alas e tem a mobilidade obrigatória no futebol de hoje. E não seria assim tão caro, mesmo que não se saiba o valor exato. Mas, Gakpo será afinal jogador do Liverpool, que se antecipou a fechar a contratação e o junta a Salah, Firmino, Darwin ou Jota, numa aposta de presente e de muito futuro. Perde o United, como tem sido habitual nos últimos anos.

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