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Visão do Peão

Visão do Peão

30 de Setembro, 2022

Hesp

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Ruud Hesp teve uma longa carreira na Holanda, em clubes de média dimensão, acabando por se tornar jogador do Barcelona, onde Van Gaal fez dele titular. Começou no Haarlem, passando depois sete épocas no Fortuna Sittard. Com uma carreira sustentada, transferiu-se para o Roda onde passou três boas épocas, sendo chamado ao Euro 96. Pela mão de Van Gaal, chegou ao Barcelona em 1997, roubando a titularidade a Vítor Baía. Manteve-se como titular mais dois anos, fazendo um total de 144 jogos na Catalunha. Ajudou a vencer dois campeonatos, duas taças e uma supertaça europeia. Regressou ao Fortuna Sittard para acabar a carreira. Chamado também para o Mundial de 1998, não se chegou a estrear pela Holanda. Tornou-se treinador de guarda-redes, estando hoje no Heerenveen após passagens por PSV, Groningen, Holanda e Roda.

29 de Setembro, 2022

Fernando Baiano

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Brasileiro, hoje com 43 anos, Fernando Baiano foi goleador no seu país, Espanha, Alemanha e EAU. Tudo começou no Corinthians no fim dos anos 90. No Timão, fixou-se em 1999, marcando 21 golos pela equipa principal, na estreia. Ajudou a vencer dois Paulistas, dois Brasileirões e um Mundial de Clubes, superando o Real Madrid na fase de grupos e o Vasco, na final. Saiu para o Internacional, onde fez 27 golos e conquistou o Gaúcho e depois para o Flamengo, onde marcou mais 16.

Entrou na Europa pela porta do Wolfsburgo, marcando 11 vezes. Regressou ao Brasil, para 6 golos no São Caetano e viajou para Espanha, onde teve sucesso. Começou no Málaga, com 9 golos ao lado de Amoroso, Wanchope, Edgar, Duda ou Litos e passou para o Celta. Em Vigo, servido por David Silva, fez 14 golos na primeira época. Na segunda, com a ajuda do compatriota Nenê, fez mais 18. O Celta desceu de divisão, mas, Baiano manteve-se na La Liga, jogando pelo Múrcia onde fez apenas 7 golos e voltou a descer.

Aos 30 anos, passou a jogar pelo Al Jazira com o também brasileiro Rafael Sóbis e voltou aos golos: 26 numa época e 22 na seguinte, conseguido os seus melhores números de sempre. Passaria depois para o Al-Wahda, sem o mesmo sucesso. Regressou ao São Caetano, foi até ao Al-Ittihad Jeddah e acabou a carreira no Mogi Mirim.

28 de Setembro, 2022

Redondo

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Ídolo das fãs femininas e símbolo de classe, Fernando Redondo, foi um médio defensivo argentino de grande qualidade. Hoje com 53 anos, Redondo formou-se e estreou-se no Argentinos Juniors fazendo 65 partidas antes de se mudar para Espanha. De 1990 a 1994 foi jogador do Tenerife, ganhando experiência na Europa e fazendo mais de 100 jogos, mesmo tendo sido apoquentado por lesões. Após o Mundial dos EUA, Jorge Valdano pediu-o para o seu projeto do Real Madrid.

Lutou com Milla pelo lugar e após lesão, acabou por conquistar o lugar e ajudar o Real a vencer o campeonato. Venceria mais um campeonato, uma supertaça, uma taça intercontinental e duas Ligas dos Campeões. Totalizou 224 jogos pelo colosso europeu e saiu para o Milan. Passou quatro anos em San Siro, vencendo títulos – Liga dos Campeões, campeonato e Taça – mas fazendo apenas 33 partidas, fustigado pelas lesões.

Pela Argentina, 29 partidas, tendo estado no Mundial de 1994, na Copa América de 1993 e na Taça das Confederações de 1992. A sua recusa em cortar o cabelo terá estado na origem da não chamada para o Mundial de 1998.

28 de Setembro, 2022

Seleção à deriva num barco de Santos

JFD
Portugal tem o mais vasto leque de talento futebolístico de que há memória, com jogadores nas maiores ligas de futebol e alguns dos melhores nas suas posições. Mas isso não chega, na medida em que a seleção é um projeto de interesses que não tem por objetivo primeiro o sucesso desportivo, do qual Fernando Santos — que não é treinador, é gestor, nas suas palavras ao Fisco — é o rosto mais evidente, mas menos importante.

Um selecionador mantido no cargo por ter ganho uma prova europeia por sorte do acaso. Hoje ficou mais uma evidente a sua inaptidão para o cargo, sendo incapaz de perceber que aquele modelo defensivo mal enjeitado acabaria com um golo espanhol. Por isso, por melhores que sejam os ingredientes se não há chef não há gastronomia.
27 de Setembro, 2022

Busquets

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Pai de Sergio, médio titularíssimo do Barcelona nos últimos anos, Carles Busquets, que se distinguia por usar calças, foi um interessante guarda-redes. Passou grande parte da carreira no Barcelona, sendo que foi suplente durante anos. Esteve em maior destaque entre 1993 e 1996, fazendo 105 jogos e a ponte entre Zubizarreta e Baía. Tem um palmarés bastante rico: 2 supertaças europeias, uma liga dos campeões, uma Taça das Taças, seis ligas espanholas, 2 Taças do Rei e quatro supertaças. Passou quatro anos no Lleida antes de ser treinador de guarda-redes da equipa B entre 2002 e 2020. Nunca jogou por Espanha.

26 de Setembro, 2022

Os 26

Uma perspectiva

Francisco Chaveiro Reis

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A poucas semanas do Mundial, poucas dúvidas restarão a Fernando Santos quanto ao lote final de jogadores a estarem no Catar. Vejamos quem são as hipóteses mais fortes.

Na baliza, parece quase certo que Costa (FCP), Patrício (Roma) e (Wolverhampton) são as escolhas. Lopes (Lyon) e Silva (Bétis) devem ficar de fora, restando apenas um dos campeões da Europa de 2016. Nas alas defensivas, também não há espaço para surpresas. Em condições normais, ou seja, sem lesões ou baixas de forma repentinas, vão Dalot (United), Cancelo (City), Raphel (Dortmund) e Mendes (PSG). É certo que ficam de fora vários homens de grande qualidade, mas a seleção estará muito bem representada neste setor. Também forte, estará a defesa, com três nomes certos: Pepe (FCP), Danilo (PSG) e Dias (City). O quarto central será uma das poucas hesitações de Fernando Santos. Djaló (Lille) deve ter vantagem sob Carmo (FCP), Inácio (Sporting) e Fonte (Lille), um habitual da seleção até há pouco, mas possivelmente uma opção arriscada quando já se leva outro veterano e um homem adaptado.

No meio, não devem haver surpresas e Pedro Gonçalves, figura do Sporting deve mesmo ficar de fora. Neves, Moutinho e Nunes (Wolverhampton), Palhinha (Fulham), Fernandes (United), Vitinha e Sanches (PSG) e William (Bétis) devem ser chamados. Acredito que tal como Pote, também João Mário (Benfica) ficará de fora para acomodar Moutinho, habitual nas chamadas. São oito médio de grande qualidade e que dão garantias mesmo que pessoalmente trocasse 2 ou 3 nomes.

No ataque, não se contam com muitas surpresas. Acredito que Ramos (Benfica) fará companhia a Ronaldo (United) e Félix (Atlético) mais pelo meio. Bernardo (City), Leão (Milan) e Jota (Liverpool) são nomes certos e o 26.º poderá ser uma meia surpresa: Trincão (Sporting) ou Jota (Celtic). Mas, conhecendo Santos não admira que opte por um nome mais familiar como o de Guedes (Wolverhampton) ou que mantenha a justa aposta em Horta (Braga).

É bem provável que os 26 sejam: 1-Patrício, 2-Cancelo, 3-Pepe, 4-Dias, 5-Guerreiro, 6-Palhinha, 7-Ronaldo, 8-Moutinho, 9-Ramos, 10-Bernardo, 11-Fernandes, 12-Sá, 13-Danilo, 14-William, 15-Leão, 16-Sanches, 17-Djaló, 18-Neves, 19-Horta, 20-Dalot, 21-Jota, 22-Costa, 23-Félix, 24-Nunes, 25-Mendes e 26-Vitinha.

26 de Setembro, 2022

Fora de água?

Nomes que parecem não pertencer ali

Francisco Chaveiro Reis

 

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Miguel Vítor, formado no Benfica, internacional israelita. George Baldock, nascido em Inglaterra, onde jogou quase toda a vida, com exceção de uma pequena experiência na Islândia, internacional grego. Matty Cash, nascido em Inglaterra, onde fez toda a sua carreira, internacional polaco. Estes são três dos jogadores que atuaram este fim-de-semana pelas suas seleções, sendo que, a avaliar pelos nomes, parecem não pertencer a estes países.

Miguel Vítor, central, chegou a Israel em 2016 após três temporadas no PAOK e uma vida no Benfica. Identificou-se com o país, venceu sete títulos e surgiu com naturalidade a hipótese de ser internacional, acrescentando valor ao país de acolhimento, já que tinha piúcas possibilidades de jogar por Portugal. Leva 4 jogos. Aos 33 anos, não fará um número incrível de jogos nem chegará à fase final de uma grande competição, mas fica com esta experiência internacional.

Já Baldock e Cash, valem-se da família. Baldock, lateral direito, só há pouco, à beira dos 30 anos, se estreou pela Grécia. O inglês de gema tem uma avó grega, o que lhe possibilitou a chamada a uma equipa que conta várias vezes com Zeca, português de nascença, que numa história semelhante à de Miguel Vítor, se tornou internacional pelo país de acolhimento. Baldock leva 5 jogos. Já, Cash, lateral do Aston Villa, leva 7 jogos e 1 golos por uma equipa onde tem o prazer de jogar com Lewandowski. Matthew Stuart Cash aproveitou a descendia polaca da mãe para se juntar a uma equipa que marca presença regular em fases finais.

26 de Setembro, 2022

Portugal quase na fase final

Liga das Nações

Francisco Chaveiro Reis

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Portugal está a um empate de estar na fase final da Liga das Nações. É claro que esse empate terá que ocorrer ante da equipa espanhola, mas com Ronaldo, Bernardo, Fernandes e tantos outros, Portugal tem qualidade para ombrear com qualquer equipa. Portugal assim juntar-se a Croácia, Países Baixos e provavelmente Hungria na Final Four. Portugal, recorde-se, recebeu e venceu a primeira edição da fase final da prova. No sábado, numa das melhores exibições dos últimos tempos, Portugal bateu a Chéquia por 0-4, em Praga, com dois golos de Diogo Dalot, um de Bruno Fernandes e um de Diogo Jota, pecando o resultado por escasso, mesmo que Ronaldo, estrela da companhia não tenha estado no seu melhor. No mesmo dia, a Espanha foi surpreendida em casa pela Suíça, perdendo 1-2.

26 de Setembro, 2022

Alfonso

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Alfonso Perez passou por Real Madrid e Barcelona, foi internacional, mas é essencialmente conhecido como goleador no Bétis. Natural de Madrid, onde nasceu há 50 anos (faz hoje), Alfonso fez a formação no Real Madrid, sendo utilizado 119 vezes na primeira equipa, entre 1990 e 1995, fazendo 22 golos e ajudando a conquistar uma liga, uma taça e uma supertaça. Em busca de maior protagonismo, mudou-se para o Bétis. Em Sevilha, fez 57 golos em 152 jogos e tornou-se no ídolo dos adeptos. Em 1996-1997 fez a sua melhor época de sempre, marcando 26 vezes e chegando à final da Taça do Rei, onde perdeu por 3-2 com o Barcelona de Figo. Alfonso marcou um dos golos e no ano seguinte, mudou-se para o Camp Nou.

Juntou-se a um Barça em reconstrução, sendo companheiro de Kluivert, Overmars, Rivaldo ou Guardiola. Marcou 5 golos e ajudou a equipa a chegar às meias-finais da Taça UEFA, perdendo com o Liverpool. Ficou mais meia época em Barcelona e outra meia em Marselha. Regressou ao Bétis para mais 12 golos, sendo o sexto melhor marcador da história do clube. Despediu-se sendo parte do plantel que venceu a Taça do Rei de 2005.

Por Espanha, 38 jogos e 11 golos. Marcou presença nos Euro 1996 e 2000 e no Mundial 1998. Como jovem, esteve nos Jogos Olímpicos de Barcelona, que ajudou a vencer ao lado de Kiko, Guardiola, Luis Enrique, Lasa, Abelardo ou Ferrer.

25 de Setembro, 2022

Kodro

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Hoje é treinador da segunda equipa da Real Sociedad, estendo a sua longa ligação a San Sebastian, mas, estamos aqui para falar de Meho Kodro como avançado e herói de culto. Nascido na Bósnia, foi no Velez Mostar que desabrochou como goleador, fazendo 48 golos. Seguiu para o País Basco. Em quatro épocas na Real Sociedad, fez 81 golos, ou seja, cerca de 20 por época e tornou-se no quarto melhor marcador da história do clube. Chamou, claro, à atenção e em 1995 chegou ao Barcelona.

Em Camp Nou, vestiu a camisola 9 e marcou 15 golos. Jogou com Figo, Guardiola, Bakero ou Busquets mas não conseguiu vencer nada. Mesmo com números interessantes, só ficou um ano na Catalunha. O 9 seria, no ano seguinte, um tal de…Ronaldo. A vida de Kodro prosseguiu em Tenerife com três anos sem o mesmo nível goleador. Passou pelo Alavés e acabou em Israel, no Maccabi Tel Aviv. Jogaria 2 vezes pela Jugoslávia e 13 já pela Bósnia, marcando 3 vezes.

24 de Setembro, 2022

Oli

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Oliverio Jesús Álvarez González, hoje com 50 anos, destacou-se como goleador do Oviedo. O avançado espanhol, natural de Oviedo, estreou-se pelo clube da terra em 1992, tendo tido o expoente máximo em 1996-1997, com 20 golos. Quando saiu para o Bétis, já tinha 40 golos pelo Oviedo. Em três épocas em Sevilha, ficou-se pelos 22 golos, regressando ao Oviedo em 2000-2001 para mais 15 golos ao lado de Collymore. Terminou a carreira com 22 golos pelo Cadiz. É o quarto melhor marcador da história do Real Oviedo. Por Espanha, 2 jogos e 1 golo às Ilhas Faroé.

23 de Setembro, 2022

Acosta

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Chegou a Portugal em fim de carreira para se tornar no goleador do Sporting campeão em 2000. Mas, antes, já tinha carreira de sucesso na Argentina. Beto Acosta, hoje com 56 anos, despontou em 1986 no Union Santa Fé, fazendo 15 golos em duas épocas. Saltou depois para o San Lorenzo, onde regressaria mais do que uma vez. No primeiro ano, fez 19 golos ao lado de Osvaldo Coloccini, pai de um futuro craque argentino. No segundo, marcou mais 15 e saltou para a Europa.

A sua primeira experiência fora da Argentina foi em Toulouse e não teve muito sucesso, marcando apenas 6 golos. Regressou ao San Lorenzo para mais 19 golos e subiu até ao Boca Juniors, clube mítico. Por lá, venceu um Campeonato Abertura e uma Taça de Ouro. Ficou-se pelos 11 golos e mudou-se para o Chile. Em 1994 rumou à Universidade do Chile para explodir como goleador: 43 golos em 45 partidas e a conquista de um Campeonato Abertura. Teve uma curta experiência no Japão, no Yokohama Marinos, marcando 10 vezes e regressou à Universidade para mais 12 golos. Antes do regresso à Europa, regresso a San Lorenzo para mais 17 golos.

Chegou ao Sporting em janeiro de 1999 e os seus 3 golos não impressionaram. No ano seguinte explodiu e os seus 24 golos e 4 assistências foram determinantes na conquista do campeonato nacional. Na época seguinte, a sua última por cá, marcou mais 21 vezes, estreou-se na Liga dos Campeões e fez mais 21 golos. Regressou ao San Lorenzo, aos 34 anos. Fez mais 32 golos e venceu uma Copa Sudamericana e uma Copa Mercosul. Terminou em 2004, mas voltou em 2008 para marcar 2 golos pelo Fénix, ao lado do filho, Mickael Acosta.

Pela Argentina, 19 jogos e 2 golos. Esteve na Taça das Confederações de 1992 e nas Copas América de 1993 e 1995.

23 de Setembro, 2022

As camisolas do Mundial

Grupos A e B

Francisco Chaveiro Reis

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Já são conhecidos os equipamentos para o Mundial. Comecemos a análise pelos grupos A e B. No Grupo A, o Catar, equipa da casa, usará equipamentos Nike. O primeiro, cor de vinho com pormenores nas mangas, escudo e swoosh centrados é um dos melhores do torneio. O segundo, essencialmente branco, cumpre a sua função. O Equador também se apresenta bem vestido, pela Marathon. O primeiro é simples, essencialmente amarelo mas, é sólido. O segundo é um equipamento muito bonito, em azul escuro, com padrões. O Senegal fica a perder em relação aos equipamentos anteriores. O principal parece ter demasiada informação visual no peito e o segundo, obedece ao novo template Puma que é melhor do que o anterior, mas continua a ser muito limitado. Por fim, os Países Baixos, que já vimos muito melhor vestidos. A Nike apostou num equipamento tye die que pessoalmente, não me convence e fica a dever muito a quase todos os equipamentos Nike feitos para a Holanda. O segundo, é dos piores da competição, sendo apenas um template em azul escuro.

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No Grupo B, Inglaterra, Irão, EUA e Gales. Inglaterra consegue finalmente ter alguma novidade no seu segundo equipamento que tem tendência para ser vermelho e quase sempre igual. Este ano, é vermelho, mas com um design algo vintage que resulta muito bem. Já o primeiro, perde claramente para a obra prima que era o equipamento levado ao Euro do ano passado. Ainda assim, aqui, a Nike arriscou e a novidade é um azul claro que se vira nas camisolas Umbro de 1996. Pior estão as outras equipas do grupo. O Irão, vestido pela Majid, não apresenta nada digno de relevo, tendo equipamentos medianos em termos de design. Não se pode criticar nada em especial, nem elogiar. Já os EUA, apresentam um dos piores equipamentos do torneio. A Nike fez um péssimo trabalho com a seleção do seu país. O primeiro equipamento é branco, destaca o escudo do país no centro e apresenta dois swoosh nos braços. Não resulta. Pouco melhor é a versão azul escura. Por fim, o País de Gales. A adidas acertou em quase todos os seus equipamentos e no caso galês, o segundo, predominantemente branco, não foge à regra. A simplicidade é cortada com pormenores vermelhos e verdes debaixo dos braços e na gola. A camisola principal segue a tendência de ter padrões geométricos, não funcionando tão bem como o Japão e México, mas sendo uma camisola sólida.

22 de Setembro, 2022

Guivarc’h

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Tem um nome curioso e é conhecido sobretudo pelo período entre 1997 e 1998. Stéphane Guivarc’h marcou 37 golos pelo Auxerre e no verão de 1998 foi o camisola 9 da França campeã do mundo. Iniciou a carreira no Brest e prosseguiu no Guingamp onde deu nas vistas em 1994-1995, marcando 23 golos na segunda liga francesa, onde acabaria logo atrás do campeão Marselha. O registo chamou à atenção do lendário Guy Roux e mudou-se para o Auxerre. Marcou apenas 3 golos como suplente de Laslandes mas faria parte de um plantel campeão nacional, com Goma, West, Lamouchi, Martins ou Diomede e vencedor da taça. Mudar-se ia para o Rennes onde marcaria 26 golos e fixar-se-ia no Auxerre na tal época de 1997-1998 na qual fez 37 golos na época, sendo o melhor marcado da liga francesa à frente de Trezeguet e Ikpeba, ambos do Mónaco.

Campeão do mundo, tentou a sorte no Reino Unido. Sem sucesso. 4 jogos e 1 golos pelo Newcastle e 6 golos em 14 jogos pelo Rangers onde venceu a liga e a taça da Escócia. Aos 29 anos regressou ao Auxerre para mais 28 golos em dois anos e ao Guingamp para 1 golo (ao lado de Drogba ou Malouda). Retirou-se aos 31 anos. Por França, jogou 14 vezes, marcando 1 golo (na estreia, num particular contra a África do Sul). Fez 6 jogos no Mundial de 1998 e foi ativamente campeão do Mundo. Mítico.

22 de Setembro, 2022

Parabéns, Vitória!

100 anos

Francisco Chaveiro Reis

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Conhecido comummente como Vitória de Guimarães, o Vitória Sport Club, comemora hoje o seu centenário. Sem muitos títulos no seu palmarés é um clube essencialmente conhecido pela paixão que desperta na cidade e por ter dos adeptos mais fiéis do país. Provavelmente é o quarto clube português em termos de envolvimento com os sócios e adeptos, que quinzenalmente, não enchem, mas compõem de forma muito interessante o Estádio D. Afonso Henriques.

O Vitória conta com 78 participações na primeira divisão, sendo apenas superados pelos Três Grandes. Os momentos altos da sua história são a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira e da Taça de Portugal em 2013. Treinado por Geninho e com homens em campo como Neno, Basílio ou Chiquinho Carlos, o Vitória venceu o FCP na Supertaça, por 2-0, com golos de N´Dinga e Décio, na segunda mão, em Guimarães após um nulo no Porto. Em 2013, o segundo momento alto para os vimaranenses: sob o comando de Rui Vitória, 1-2 ao Benfica, no Jamor. Gaitán adiantou os encarnados, mas El Arabi Soudani (hoje no Olympiacos) e Ricardo Pereira (hoje no Leicester) viraram o resultado.

Ao longo dos anos o Vitória teve figuras marcantes. É impossível dissociar o clube de Pimenta Machado, líder polémico entre 1980 e 2004. Nos treinadores, destacaram-se José Maria Pedroto, Marinho Peres, Paulo Autuori, Manuel José, João Alves, Quinito, Manuel Cajuda, Rui Vitóriane Pedro Martins. Também em jogadores, o Vitória acabou por lançar inúmeros craques para carreiras de maior nível como Raphinha que está no Barcelona, após passagens por Sporting, Rennes e Leeds ou Tapsoba, que está no Leverkusen. Vestiram a camisola branca muitos outros como Dimas, Meira, Geromel, Quim Berto, Pedro Barbosa, Paneira, Capucho, Zahovic, Ziad ou Cascavel.

André André, Estupinan, Nuno Assis, Edgar Silva e Paolo Hurtado são os melhores goleadores da história do clube com 37, 28, 28, 26 e 25 golos, respetivamente. Os guarda-redes Douglas (235) e Nilson (223) são os homens com mais jogos pelo clube, seguidos de Flávio Meireles (204); Moreno, atual treinador, que fez 203 partidas e Nuno Assis, com 198 jogos.

No que toca a competições europeias, o Vitória chegou uma vez ao play-off da Liga dos Campeões; esteve 15 vezes na Taça UEFA/Liga Europa, tendo chegado aos quartos de final em 1986-1987; uma vez na Taça das Taças e duas na Taça das Cidades com Feiras.

PS: Entretantom foi eleito o 11 do Centenário: Neno, Ricardo Pereira, Geromel, Tapsoba e Dimas; Mendes, Paneira, Barbosa e N´Dinga; Raphinha e Cascavel.

 

21 de Setembro, 2022

Xeka fica em França

Médio muda-se para Rennes

Francisco Chaveiro Reis

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Sem contracto até agora, via Xeka como uma excelente opção para o Sporting. Acabou por ser apresentado no Rennes, mantendo-se em França após quatro anos e meio no Lille e meia época no Dijon. Miguel Ângelo da Silva Rocha, de 27 anos, é natural de Paredes e representou Paços de Ferreira, Sporting da Covilhã e Sporting de Braga antes de rumar a França onde venceu um campeonato e uma supertaça pelo Lille.

21 de Setembro, 2022

Ginola

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis

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Francês bonitão, deu nas vistas no PSG, mas foi no nordeste de Inglaterra que se tonou num jogador mítico. David Ginola quase levou o Newcastle à conquista da Premier League e ofereceu alguns dos momentos mais bonitos dos anos 90 aos fãs ingleses. Estreou-se em 1986-1987 ao serviço do modesto Toulon, onde ficaria três anos, destacando-se sobretudo na última, ajudando o modesto clube a chegar ao quinto lugar da liga francesa. Mudou-se depois para a capital para dois anos no RCF Paris (encontrou por lá, Jorge Plácido, Francescoli, Guerin ou Luis Fernandez). Passou depois por Brest até chegar ao PSG em janeiro de 1992.

Por lá, começou por ajudar a equipa a chegar ao terceiro posto. Na segunda época, completa, festejou a conquista da taça, foi vice-campeão e chegou às meias-finais da Taça UEFA, sendo eliminado pela Juventus. Em 1993-1994, com Weah, Raí, Valdo, Le Guen, Roche ou Lama, foi campeão francês, marcando 18 golos. Chegou às “meias” da Taça das Taças, perdendo com o Arsenal. Fez um último ano no Parc des Princes, vencendo uma taça e uma taça da liga. Em mais um quase, tónico da sua carreira, chegou às “meias” da Liga dos Campeões, sendo eliminado pelo Milan. Seguiu-se Inglaterra.

Em 1995-1996 liderou uma grande equipa do Newcastle, treinada por Kevin Keegan que terminou o campeonato a quatro pontos do Manchester United, tendo estado muito próxima do sonho do título. Ginola era o criativo de uma equipa que contava com Clark, Lee, Gillespie, Ferdinand, Beardsley ou Asprilla. No ano seguinte, já com Shearer, novo vice-campeonato, com o Newcastle a perder para o United, mais uma vez. Seguiu-se o Tottenham, onde Ginola conquistou os adeptos, mas esteve bem mais longe do título de campeão. Com Ferdinad e Fox, que encontrara em Newcastle e outros como Klinsmann, Berti ou Sol Campdbell, ficou três épocas em Londres. Em 1998-1999, venceu a Taça da Liga, após vencer o Leicester por 0-1, em Wembley. Quando Nielsen fez o golo já Ginola estava no banco ao lado do português José Dominguez. Passados os seus melhores anos, Ginola ainda fez ano e meio no Aston Villa e meia época no Everton.

Por França, apenas 17 jogos e 3 golos, não tendo estado em nenhuma grande competição. As chamadas para o Euro 1996 (Cantona também foi riscado da lista) e para o Mundial 1998 não teriam sido descabidas mas o médio ofensivo ficou marcado pela responsabilidade que lhe foi atribuída na não ida de França ao Mundial de 1994.

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