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Visão do Peão

Visão do Peão

Sporting 22-23

Começa hoje

Francisco Chaveiro Reis
27
Jun22

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Estão agora a começar os trabalhos na Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete. É o início de uma época de ilusão, esperando-se que, daqui a um ano, quando os trabalhos voltarem a começar, o Sporting possa ser campeão.

Hoje não se vão ver grandes surpresas e nem nomes que pareciam mais do que certos como Israel e Morita devem treinar. O negócio pelo uruguaio estará mais difícil e o japonês, que estará em Lisboa, deve esperar mais alguns dias. Outros, como Trincão, também não estão certos e não começam hoje. O Sporting ainda estará no mercado por mais um extremo, um avançado e pelo menos mais um médio, sendo que as saídas vão ajudar a decidir as entradas. Palhinha e Nunes podem ser vendas milionárias e espera-se que o clube possa fazer alguns milhões com jogadores com os quais não conta como Plata ou Jovane. Vinagre, Esteves ou Nazinho devem ser emprestados. O primeiro, avaliado em 20 milhões não convenceu. Os segundos, precisam de tempo de jogo.

Para já, o Sporting conta com os guarda-redes Adán e Paulo, sendo que Callai se lhe deve juntar. Na defesa, tem Saint Juste, Neto, Coates, Inácio e os jovens Quaresma e Marsà. Não me admiraria que outro central, como Lamba, fosse integrado. Nas alas, Porro, Esgaio, Santos, Reis e Geny devem começar os trabalhos. No centro, vão trabalhar Ugarte, Essugo, Bragança, Veiga e Abreu, esperando-se Morita e mais um ou dois nos próximos dias. No ataque as alas vão contar com Pote, Tabata e Edwards, além do jovem ganês Fatawu. No centro, para já, Paulinho e Rodrigo. Chermiti ou Skoglund podem beneficiar da ausência de outra opção atacante.

West

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
26
Jun22

 

É tentador atribuir a fama de Taribo West à sua excentricidade, manifestada sobretudo nos seus dois totós, muitas vezes coloridos. Mas, o central nigeriano foi bem mais do que isso, tendo jogado ao mais alto nível por vários anos. West, hoje com 48 anos, deu nas vistas no seu país, com a camisola do Julius Berger, mudando-se para o Auxerre em 1993.

Ao serviço do mítico Guy Roux (treinou o Auxerre de 1963 a 2005), West fez apenas um jogo na estreia (vitória na Taça de França para o clube) mas em 1994-1995 esteve em destaque, jogando 28 vezes. Na época seguinte, fez os mesmos 28 jogos (1 golo) e ajudou o Auxerre a ser campeão e a vence a Taça de França. Eram os dias de Charbonnier, Goma, Silvestre (primo de Mikael, que jogaria no United), Martins, Lamouchi, Laslandes ou Guivarc’h. Já com a estreia na Liga dos Campeões (eliminação nos quartos aos pés do Dortmund, que seria o vencedor final) e com a vitória na supertaça francesa, West mudar-se-ia para Milão.

Com a camisola do Inter terá tido os dois melhores anos da carreira e aqueles pelos quais se tornou mundialmente conhecido. West fez dupla com Bergomi, numa equipa que tinha ainda Pagliuca, Zanetti, Simeone, Djorkaeff, Moriero, Zamorano e, claro, Ronaldo Fenómeno. Não foi campeão, mas venceu a Taça UEFA (3-0 à Lázio) na sua melhor época de sempre, com 34 jogos e 2 golos. Na segunda época, faria mais 31 jogos, encerrando o ciclo (jogaria com Mikael Silvestre, primo do seu colega no Auxerre). Aos 25 anos, a sua carreira não voltaria a ser a mesma. Numa troca típica do futebol italiano, mudou-se para o Milan para apenas 4 jogos e 1 golo.

Sem grande sucesso ou continuidade, passaria por Derby County, Kaiserslautern, Partizan, Al-Arabi SC, Plymouth Argyle, regresso ao Julius Berger e passagem pelo Paykan FC, do Irão.

Pela Nigéria, fez 41 jogos pela equipa principal. Em 1996, foi campeão olímpico em Atlanta, ao lado de uma seleção de luxo, que incluía Babayaro, Okocha, Oliseh, Babangida, Amunike ou Kanu. West fez os seis jogos do torneio. Dois anos depois estaria em França, fazendo 4 jogos no Mundial. Quatro anos depois, jogou duas vezes no Mundial da Coreia do Sul e Japão. Participou ainda em duas CAN.

Tomasson

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
24
Jun22

 

Jon Dahl Tomasson, hoje com 45 anos, acaba de ser nomeado treinador do Blackburn Rovers mas, muito mais do que como treinador, o dinamarquês é conhecido por ter sido um goleador, com destaque pela sua passagem pelo Milan.

Enquanto jovem avançado no seu país, ao serviço do modesto Koge BK, Jon Dahl fez 37 golos mudando-se para a liga holandesa, um pouco melhor. Começou pelo Heerenveen, onde passou três épocas, marcando 47 vezes, 25 das quais, na última época, já com a companhia de Van Nistelrooy. Não surpreendeu o interesse do Newcastle. Em Saint James Park, com apenas 21 anos só marcou por 4 vezes, tendo pela frente Shearer, Rush ou Asprilla.

Seguiram-se quatro belas épocas na “Banheira de Roterdão”. Pelo Feyennord, marcou 70 golos e venceu uma liga holandesa e uma supertaça, ao lado de Dudek, Kalou ou Cruz. Em maio de 2002, ajudou os holandeses a bater o Borussia Dortmund e a vencer a Taça UEFA. Na final, Tomasson marcou o golo da vitória, contra uma equipa que contava com Koller, Amoroso, Ricken, Rosicky, Reuter ou Lehmann. Seguiram-se três anos como suplente de luxo no Milan, com 35 golos e a vitória na Liga dos Campeões, Supertaça Europeia, uma liga italiana, taça italiana e supertaça da Itália.

Aos 29 anos, mudou-se para o Estugarda para 12 golos em ano e meio, seguindo-se o Villarreal com 12 golos em outra época e meia. Tomasson acabou a carreira com o regresso ao Feyennord marcando 22 vezes em dois anos.

Pela Dinamarca, fez 52 golos em 112 jogos. Esteve no Euro 2000 e no de 2004, onde marcou 3 golos em 4 jogos. Em Mundiais, este no de 2002 (4 golos em 4 jogos) e no de 2010 onde marcou um golo.

Ronaldo no Bayern?

Estará de saída do United

Francisco Chaveiro Reis
24
Jun22

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Mesmo com idade de veterano, Cristiano Ronaldo não para de mexer com o mercado. O português estará pouco satisfeito com o plantel do United, que vai ser reconstruído aos poucos, mas com muita lentidão e perante a perspetiva de novo ano em branco, terá pedido a Jorge Mendes que lhe arranje colocação. Nesse sentido, poderia render Robert Lewandowski no Bayern de Munique ou mesmo ser envolvido numa troca que levaria o polaco para a Premier League. Ronaldo tem um salário altíssimo, algo que  Bayern não costuma comportar, muito menos em jogadores acima dos 30 anos e acaba de contratar Mané, também ele muito bem pago, mas, a hipótese de ter um dos melhores de sempre, com garantia de golos e vendas milionárias de marketing, poderá ser algo bastante tentador.

Chiesa

Heróis de Culto

Francisco Chaveiro Reis
23
Jun22

 

Enrico até pode ser visto hoje como o pai do talentoso e promissor Federico, mas o nome Chiesa está nas bocas da Europa há muitos anos. Enrico, hoje com 51 anos, foi internacional italiano e marcou golos por Sampdória, Parma, Fiorentina ou Lázio.

Chiesa começou a carreira no final dos anos 80 na Sampdória, numa altura em que a equipa de Génova era uma das melhores equipas da Europa. Na época de estreia, sendo naturalmente suplente de Vialli e Mancini, fez parte do plantel vencedor da Taça de Itália e depois do vencedor da Taças das Taças. Pouquíssimo utilizado seria no modesto Teramo que se destacaria, fazendo 30 jogos e marcando 7 golos. Seguiu-se o Chieti, com 7 golos em 27 jogos e por fim, em 1992-1993 foi utilizado com alguma regularidade, como suplente, tendo estado em 26 jogos numa equipa ainda com Mancini e com outros craques como Lombardo, Jugovic ou Serena. Sairia novamente para 14 golos no Modena e outros tantos na Cremonese. Em 1995-1996 foi ano de regressar à Samp e de se afirmar como goleador: 22 golos ao lado de Mancini, que marcou menos 10 do que ele. Eram os dias de Karembeu, Seedorf, Evani ou Mihajlovic.

Seguiram-se três grandes épocas no Parma, camisola pela qual é mais conhecido. Em 1996-1997, ajudou a Parma a ser vice-campeão, ao lado de Crespo, Zola, Crippa ou Dino Baggio. Marcou 16 vezes. Na segunda, já com Maniero, Asprilla ou Fiore marcou 17. E na última, marcou 18 vezes e foi central na conquista da Taça UEFA e da Taça de Itália. Em Moscovo fez o 3-0 final no jogo decisivo contra o Marselha, fazendo parte de um 11 de luxo que incluía Buffon, Cannavaro, Thuram, Vanoli, Fuser ou Verón. Na final da Taça de Itália valeram os golos fora, numa decisão a duas mãos e que acabou com um 3-3 com a Fiorentina.

Foi para Florença que se mudou para um projeto milionário, tal como o do Parma (curiosamente nenhum dos dois se mostrou sustentável). Com Toldo, Amor, Rui Costa, Oliveira, Balbo ou Batistuta, fez 11 golos e jogou a Liga dos Campeões. No ano seguinte marcou 27 vezes, e voltou a vencer uma Taça de Itália (ao..Parma), ao lado de Mijatovic, Morfeo, Di Livio ou Torricelli. Ainda marcaria mais 6 golos em 8 jogos, mas em 2002 mudou-se para Roma. Pela Lázio, com 32 anos e com Claudio Lopez, Corradi e Inzaghi à sua frente, fez 7 golos. Terminou após cinco anos em Siena (33 golos) e mais dois no Figline (10 golos).

Por Itália, fez 7 golos em 17 jogos e esteve no Euro 96 com 2 jogos e 1 golo à República Checa e no Mundial 98, onde jogou duas vezes.

Mané no Liverpool

Senegalês deixa marca

Francisco Chaveiro Reis
22
Jun22

 

Sadio Mané é jogador do Bayern onde provavelmente marcará dezenas e dezenas de golos e vencerá mais alguns títulos, mas, após seis anos em Anfield, o senegalês ficará para sempre na história do Liverpool como um dos seus melhores avançados de sempre, além de marcar o futebol moderno pela sua simplicidade e aparente desprendimento dos bens materiais e dispensa de tratamento como estrela.

Mané, nascido há trinta anos, entrou na Europa pela porta do Metz, mas foi na Áustria, com a camisola do Red Bull Salsburgo que brilhou. Na primeira época, marcou 19 golos e na segunda, 23. Ainda marcou mais 3 antes de se mudar para a Premier League. No Southampton teve efeito imediato e, em duas épocas, foi a estrela da equipa, marcando 25 vezes e oferecendo 8 golos. Chegou a Liverpool em 2016, não conhecendo por lá outro técnico que não Jurgen Klopp. Usando a camisola 19 e fazendo dupla com Firmino, marcou 13 vezes e fez 6 assistências, na estreia. Nada mau. Na segunda época, já com Mo Salah a ajudar a fazer um temível trio, marcou 20 golos, ofereceu 10 e foi uma das figuras da equipa que chegou à final da Liga dos Campeões. No ano seguinte, já usando a camisola 10 que manteve até agora, Mané conseguiu mesmo ajudar o Liverpool a vencer a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes. Em termos individuais, fez 26 golos e ofereceu 2. Ao quarto ano, venceu finalmente a Premier League, depois de já ter vendido a Supertaça europeia. Voltou a oferecer 10 golos e marcou 22. Seguiu-se uma época sem títulos, mas com 16 golos marcados e 8 assistências. Na última época, chegou novamente à final da Champions e venceu a FA Cup e a Taça da Liga numa época em que fez 51 jogos (nunca tinha feito tantos), marcou 23 e ofereceu 2.

Em suma, Mané passou seis épocas em Liverpool participando em 269 jogos, marcando 120 golos e assistindo para 38. Esteve envolvido, de forma bastante preponderante na conquista de uma Mundial de Clubes, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia e três títulos internos.