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Visão do Peão

Visão do Peão

Portugal nos Mundiais

Só brilhou em 66 e 2006

Francisco Chaveiro Reis
30
Mar22

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Portugal estreou-se em Mundiais em 1966 e logo em grande. Em Inglaterra, só foi parado nas meias e pela equipa da casa. Num grupo com os históricos Brasil e Hungria, além da Bulgária, Portugal não se amedrontou e venceu o grupo com três vitórias: 3-1 à Hungria; 3-0 à Bulgária e novo 3-1, ao Brasil. Nos quartos, a Coreia do Norte assustou, chegando aos 0-3. Ao intervalo, Portugal perdia por 1-3, apenas para vencer por 5-3, com um poker de Eusébio, melhor marcador da prova. Nas meias, Eusébio voltou a marcar, mas a Inglaterra venceria por 2-1. No jogo de atribuição do terceiro posto, Eusébio marcou, de grande penalidade, ao “monstro” Yashin e Portugal garantiu o terceiro lugar, com um 2-1. Orientado por Otto Glória, Portugal contou com o poder goleador do Benfica – Eusébio, Simões, Torres e José Augusto, bem como outros nomes marcantes como Hilário, Vicente ou Graça.

Nova participação apenas 20 anos depois, na primeira competição de seniores fora da Europa. Portugal foi ao Mundial de 1986, no México. Apesar de contar com jogadores da classe de Bento, Damas, Pinto, Inácio, Sousa, Pacheco, Futre, Gomes ou Águas, a participação ficou marcada pela discussão sobre os prémios de jogo e a seleção acabou por ficar em último num grupo que tinha Marrocos (derrota por 3-1); Polónia (derrota por 1-0) e Inglaterra (vitória por 1-0). Nova participação, só em 2002, na Coreia do Sul e Japão, com novo descalabro e má imagem deixada, sobretudo no jogo de despedida, em que João Vieira Pinto acabou expulso e a esmurrar a barriga do árbitro. Portugal voltou a não passar a fase de grupos, tendo perdido 3-2 na estreia, com os EUA e 1-0 no último jogo, com a Coreia. Pelo meio, goleou a Polónia, por 4-0, com três golos de Pauleta.

Em 2006, na Alemanha, Portugal ameaçou fazer melhor do que em 1966, mas, acabou por ficar no quarto lugar, ainda assim, um bom resultado. Na estreia, Pauleta fez o único golo do 1-0 a Angola. Seguiu-se um 2-0 ao Irão com Ronaldo a estrear-se a marcar em Mundiais e com Deco a marcar também. Por fim, 2-1 ao México, com golos de Maniche e Simão. Nos oitavos, Maniche, em grande na prova, fez o golo que eliminou a Holanda. Nos quartos, veio a Inglaterra, nosso adversário favorito e nas grandes penalidades, foi melhor Portugal, deixando pelo caminho uma equipa com homens como Rooney, Gerrard, Lampard ou Beckham. Nas meias, foi a vez de Portugal enfrentar a França, sua Besta Negra (em 1984 e 2000 já o tinha sido) e perder por 1-0, golo de Zidane. No último jogo, derrota ante da Alemanha por 3-1. Seria o último Mundial de Ricardo ou Figo.

Em 2010, 2014 e 2018, pouca história a contar. Em 2010, na África do Sul, Portugal caiu aos pés de Villa e da Espanha, nos oitavos. Antes, passara em segundo, num grupo vencido pelo Brasil. Na estreia, com Liedson, recentemente naturalizado, como trunfo, Portugal empatou a zero com a Costa do Marfim de Drogba. No segundo jogo, Portugal esmagou a Coreia do Norte, num reencontro com a equipa que goleara em 66. Foram 7-0, com seis golos na segunda parte. Meireles, Simão, Almeida, Tiago (2), Liedson e Ronaldo, fizeram os golos. No último jogo da primeira fase, nulo contra um Brasil já sem Romário, Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldo e ainda sem Neymar.

Quatro anos depois, fraca figura no Brasil. À primeira tentativa, goleada ante da Alemanha, por 4-0. À segunda, 2-2 com os EUA, com Varela a garantir um ponto, nos descontos. À terceira, vitória amarga contra o Gana. Ronaldo deu o 2-1 e a vitória, que de nada serviu. Portugal fora dos oitavos.

Em 2018, na Rússia, Portugal fez quase tudo igual à Espanha, mas passou aos oitavos, em segundo. Tudo começou com um 1-0 a Marrocos, com golo de Ronaldo, claro. Seguiu-se um emocionante 3-3 com Espanha, com três golos de Ronaldo e, por fim, um 1-1 com o Irão. Nos oitavos, apareceu um grande Uruguai, com Cavani a bisar contra um golo de Pepe.

1966 continua por bater. No fim do ano, saberemos se é desta.

 

Mané volta a bater Salah

Francisco Chaveiro Reis
30
Mar22

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Parecia a final da CAN de novo. No Senegal, ante de um estádio vibrante e cheio de luz, a equipa da casa garantiu a presença no Mundial, no desempate por grandes penalidades. Mais uma vez, foi Mané a ser o herói ao marcar o penalty decisivo. Dia fez o 1-0 nos primeiros minutos e o jogo assim ficou para lá dos 120 minutos. Nos 11 metros, só ao quinto penalty, foi golo. Mané fez o 3-1 e apurou o Senegal.

Nos outros jogos, a Argélia de Slimani foi eliminada pelos Camarões de António Conceição. Depois do 0-1 nos Camarões, a Argélia perdeu em casa. Choupo-Moting adiantou os Camarões, mas Touba, já aos 118 marcou o golo que se pensava apurar a Argélia, mas já depois dos 120´, Toko-Ekambi deu a alegria aos forasteiros. Valeram os golos fora. No Mali, um autogolo deu à Tunísia o único golo da eliminatória e do apuramento. Marrocos carimbou a ida ao Catar com uma goleada de 4-1 ao Congo, de Mbemba. Por fim, a Nigéria ficou pelo caminho ao empatar a uma bola com o Gana.

Peru no play-off

Brasil foi Rei

Francisco Chaveiro Reis
30
Mar22

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Na América do Sul, só havia uma vaga e para o play-off e ficou para o Peru. Colômbia, Chile e Paraguai ficam em casa. Já o Brasil fez uma excelente campanha acabando em primeiro com 14 vitórias e 3 empates, marcando 40 golos e sofrendo apenas 5. Argentina, Uruguai e Equador ocupam as outras vagas, sendo que ainda há um Brasil-Argentina em atraso, que não mudará em nada a tabela. Curiosamente, o melhor marcador desta zona foi Moreno, veterano avançado da Bolívia, a segunda pior equipa da qualificação. Moreno, hoje no Cerro Porteño, marcou 10 dos 23 golos da Bolívia. O melhor jogador da zona terá sido Neymar, com 8 golos e 8 assistências.

Portugal no Mundial!

Desde 1998 que não falha

Francisco Chaveiro Reis
30
Mar22

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Felizmente, não se deram surpresas no Dragão e, Portugal, está no Mundial do Catar, a jogar no fim do ano. Bruno Fernandes vestiu a pele de herói goleador, marcando um golo em cada parte e assinando o 2-0 final. Na noite de festa do Dragão, Vitinha estreou-se como internacional A. No outro play-off igual 2-0, na receção da Polónia à Suécia. As equipas europeias no Mundial serão: Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, França, Inglaterra, Países Baixos, Polónia, Portugal, Sérvia e Suíça. Devido à situação da Ucrânia, falta ainda definir um lugar europeu. O País de Gales terá ainda que defrontar o vencedor do Escócia-Ucrânia.

Schmidt a caminho da Luz

Alemão de 55 anos

Francisco Chaveiro Reis
29
Mar22

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O alemão de 55 anos, Roger Schmidt, estará próximo de ser treinador do Benfica, a partir da próxima época, avançam várias publicações. Depois de Nélson Veríssimo (duas vezes), Jorge Jesus (duas vezes), Bruno Lage e Rui Vitória, o Benfica deve voltar a ter um estrangeiro no banco, depois do último ter sido Quique Flores entre 2008 e 2009. Schmidt teve carreira modestíssima como jogador, tendo começado a carreira a meio dos anos 2000, ao comando do Delbrücker, tendo subido degraus com as idas para Preussen Munster e Paderborn 07. No verão de 2012, teve o seu primeiro grande desafio, orientando o RB Salzburgo por duas épocas, alcançado os seus primeiros títulos: um campeonato e uma taça da Áustria. Com a dobradinha no bolso, chegou à Bundesliga e ao Bayer Leverkusen onde se manteve por três épocas alcançando o quarto, terceiro e décimo segundo lugares antes de rumar à China. Venceu uma Taça pelo Beijing Guoan antes de, no verão de 2020, se mudar para o PSV. Com um Supertaça vencida no início da época, o PSV queria renovar, mas Roger Schmidt já decidiu sair. Ainda pode sair, campeão.

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