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Visão do Peão

Visão do Peão

A guerra no futebol, 2

Ucranianos na Rússia

Francisco Chaveiro Reis
24
Fev22

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Se Zinchenko, radicado em Manchester, não poupou nas críticas a Putin, os jogadores ucranianos a jogarem na liga russa, parecem ser mais cautelosos e pedem paz. No Zenit, atua o defesa Yaroslav Rakitskiy, que esteve quase toda a vida ao serviço do Shakhtar; no Dínamo de Moscovo atuam o defesa Ivan Ordets e o avançado, Daniil Lesovoy; no Lokomotiv joga o defesa Mark Mampasi; Artem Polyarus defende o Akhmat Grozny; o médio Dmytro Ivanisenya joga pelo Krylya Sovetov; na defesa do Ural mora Denys Kulakov e Igor Kalinin é também defesa e joga pelo Rostov.  Resta saber como se vão comportar com o evoluir da situação.

Jogada a primeira mão

Oitavos da Champions

Francisco Chaveiro Reis
24
Fev22

Visão de Peão (1).png

A guerra já se meteu no caminho do futebol mais do que uma vez, basta pensar nos mundiais que não se realizaram em 1942 e 1946 ou no caso da Jugoslávia, afastada do Euro 1992, vencido pela Dinamarca, que a rendeu.

Hoje, a Europa está em guerra e a primeira consequência é a retirada de São Petersburgo como cidade-sede da final da Liga dos Campeões. O Shalke 04, histórico clube alemão, hoje na segunda divisão, vai abrir mão do patrocínio da Gazprom, gigante russa que também patrocina a Liga dos Campeões.

E, claro, as provas vão parar na Ucrânia e os jogadores estrangeiros vão deixar o país a todo o custo e, quem sabe, vão até rescindir e jogar noutras ligas. Um dos clubes mais afetados pela situação é o Futbolniy Klub Shakhtar, obrigado a jogar fora da sua cidade há sete anos. Depois de anos vibrantes num estádio dos mais modernos da Europa, o Shakhtar joga na casa do rival Dínamo, em Kiev, tendo deixado ao abandono estádio e outras infraestruturas de primeira categoria, entretanto deterioradas. O Shakhtar, mesmo assim, continua a ser o clube que mais investe e tem uma série de jogadores estrangeiros que se preparam para deixar a Ucrânia: Vitão, Dodo, Marlon, Ismaily, Maycon, Alan Patrick, Marcos Antônio, David Neres, Dentinho, Pedrinho, Têtê e Fernando (Brasil); Solomon (Israel) e Lassina Traoré (Burkina Faso). Marlos e Júnior Morais, brasileiros naturalizados ucranianos também poderão deixar o país.

Já o Dínamo de Kiev conta com menos estrangeiros: Kedziora (Polónia), Vitinho (Brasil), Verbic (Eslovénia), Gerson (Luxemburgo), De Pena (Uruguai) e Shkurin (Bielorússia). Como em todo o lado, também na liga ucraniana há portugueses, no caso, um, o central Nélson Monte que trocou o Rio Ave pelo Dnipro. Sendo o Brasil a segunda nacionalidade após a ucraniana, não falta variedade à liga ucraniana que tem representares de Argentina, Canadá, Croácia, Espanha, EUA, França, Holanda, Itália, Gana, Geórgia, Nigéria, Tunísia ou Uganda. Apenas o Desnes não tem estrangeiros no seu plantel.

A guerra no futebol, 1

Para tudo na Ucrânia

Francisco Chaveiro Reis
24
Fev22

Visão de Peão.png

A guerra já se meteu no caminho do futebol mais do que uma vez, basta pensar nos mundiais que não se realizaram em 1942 e 1946 ou no caso da Jugoslávia, afastada do Euro 1992, vencido pela Dinamarca, que a rendeu.

Hoje, a Europa está em guerra e a primeira consequência é a retirada de São Petersburgo como cidade-sede da final da Liga dos Campeões. O Shalke 04, histórico clube alemão, hoje na segunda divisão, vai abrir mão do patrocínio da Gazprom, gigante russa que também patrocina a Liga dos Campeões.

E, claro, as provas vão parar na Ucrânia e os jogadores estrangeiros vão deixar o país a todo o custo e, quem sabe, vão até rescindir e jogar noutras ligas. Um dos clubes mais afetados pela situação é o Futbolniy Klub Shakhtar, obrigado a jogar fora da sua cidade há sete anos. Depois de anos vibrantes num estádio dos mais modernos da Europa, o Shakhtar joga na casa do rival Dínamo, em Kiev, tendo deixado ao abandono estádio e outras infraestruturas de primeira categoria, entretanto deterioradas. O Shakhtar, mesmo assim, continua a ser o clube que mais investe e tem uma série de jogadores estrangeiros que se preparam para deixar a Ucrânia: Vitão, Dodo, Marlon, Ismaily, Maycon, Alan Patrick, Marcos Antônio, David Neres, Dentinho, Pedrinho, Têtê e Fernando (Brasil); Solomon (Israel) e Lassina Traoré (Burkina Faso). Marlos e Júnior Morais, brasileiros naturalizados ucranianos também poderão deixar o país. Também o treinador, o português Paulo Fonseca, está a tentar sair de Kiev.

Já o Dínamo de Kiev conta com menos estrangeiros: Kedziora (Polónia), Vitinho (Brasil), Verbic (Eslovénia), Gerson (Luxemburgo), De Pena (Uruguai) e Shkurin (Bielorússia). Como em todo o lado, também na liga ucraniana há portugueses, no caso, um, o central Nélson Monte que trocou o Rio Ave pelo Dnipro. Sendo o Brasil a segunda nacionalidade após a ucraniana, não falta variedade à liga ucraniana que tem representares de Argentina, Canadá, Croácia, Espanha, EUA, França, Holanda, Itália, Gana, Geórgia, Nigéria, Tunísia ou Uganda. Apenas o Desnes não tem estrangeiros no seu plantel.