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Visão do Peão

Visão do Peão

O regresso de Van Gaal

Francisco Chaveiro Reis
09
Set21

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Parecia que o último trabalho da carreira de Louis Van Gaal seria no Manchester United onde até venceu uma FA Cup mas o seu trabalho foi, essencialmente, no sentido de renovar o plantel. Mas, aos 70 anos, Aloysius Paulus Maria van Gaal está de volta ao ativo à seleção holandesa que orientara entre 2012 e 2014 e entre 2001 e 2002. Para já, começou bem. O 6-1 à Turquia foi uma ode ao futebol bonito, com Memphis, Klaassen ou Bergwijn a darem cartas. Van Gaal soma três jogos e duas vitórias (empate na estreia contra a Noruega que divide a liderança do Grupo G com a Holanda e vitória por 4-0 ao Montenegro).

Van Gaal tornou-se uma estrela mundial ao serviço do Ajax. Depois de funções como adjunto, tomou conta da equipa a partir de 1991, passando lá seis anos plenos de sucesso. A nível interno, três campeonatos (1994, 1995 e 1996), uma taça (1993) e três supertaças (1993, 1994 e 1995). Mas foi na Europa que mais se destacou: na primeira época no Ajax venceu a Taça UEFA, a duas mãos, beneficiando do 2-2 fora, em casa do Torino (Scifo, Casagrande ou Lentini). Van Gaal orientava nomes como Menzo, Bergkamp, Winter, Jonk, Blind ou Frank de Doer. Em 1995, chegaria o fabuloso título de campeão europeu, com um mítico 1-0 ao Milan, com golo do adolescente suplente, Justin Kluivert. A equipa de sonho tinha ainda Van der Sar, Reiziger, Bogarde, Davids, Finidi, Overmars, Seedord, Ronald de Boer ou Litmanen. Essa mesma equipa venceria a Taça Intercontinental, ao Grémio.

Em 1997, Van Gaal chegaria a Camp Nou para ser campeão espanhol (e vencedor da supertaça espanhola e da Taça do Rei) logo à primeira, com os portugueses Baía, Couto e Figo; os brasileiros Sonny, Giovani e Rivaldo; os espanhóis Ferrer, Sergi, Nadal, Guardiola ou De La Pena e, claro, os holandeses Hesp, Bogarde e Reiziger. No ano seguinte, já com Kluivert, Zenden, Cocu e Frank e Ronald De Boer, seria bicampeão. No último ano, já com Litmanen, Simão e Xavi a despontar, não teve sucesso e acabaria por regressar à Holanda (estreia na seleção sem sucesso, falhando a presença no Mundial 2002. Regressaria em 2002-2003 (Overmars, Saviola, Riquelme, Mendieta ou Luis Enrique) mas teria ainda menos sucesso do que na última época.

De 2005 a 2009, reagruparia no AZ, com altos e baixos, mas sairia campeão e voltaria ao topo do futebol, ao comando do Bayern Munique onde venceria um campeonato, taça e supertaças. Seguiu-se o United e uma reforma...interrompida. 

Portugueses em Paris

Nuno Mendes depois de Fernando Cruz

Francisco Chaveiro Reis
08
Set21

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Em breve, Nuno Mendes chegará a Paris para se juntar a Messi, Mbappé ou Neymar no PSG mas, não será o primeiro português a jogar com aquela camisola. Aliás, quando chegar, encontrará Danilo Pereira, a entrar no seu segundo ano no Parc des Princes.

Fundado em 1970, o PSG teria em Fernando Cruz, Humberto Coelho e João Alves os primeiros portugueses. Logo na primeira equipa de sempre, estava o defesa-esquerdo Fernando Cruz, ex-Benfica, que aos 30 anos ajudou a equipa a subir de divisão. Depois de altos e baixos, outro defesa vindo do Benfica, Humberto Coelho, chegaria em 1975 para 42 jogos e 7 golos, antes de passar pelos EUA e regressar ao Benfica. João Alves, também ele oriundo da Luz, também ficaria um ano em Paris (1979-1980), fazendo 19 jogos.

Em 1983-1984, foi a vez de Abreu jogar pelo PSG. Manuel Abreu, luso-francês que fez quase toda a carreira em França, jogaria três vezes nessa época. Seria preciso esperar por 1996 para que novo português vestisse de azul. Daniel Kenedy fez 39 jogos pelo PSG, entre passagens por Benfica e Porto e privou com homens como Raí, Leonardo, Lama ou Loko. Em 1998-1999, seria a vez de Hélder Batista trocar o Boavista pelo PSG para fazer apenas 7 jogos e deixar poucas saudades. Privou com Okocha, Simone, Worns ou Goma. Agostinho (2000-2001), extremo vindo do Málaga, fez 10 jogos em Paris e marcou 1 golo. No mesmo ano, estava lá Hugo Leal, já com experiência no Benfica e Atlético. Jogou três épocas em Paris, fazendo 77 jogos e marcou 3 golos, deixando a sua marca e jogando ao lado de Ronaldinho, Arteta ou Pochettino. De 2002 a 2005, por lá andou Filipe Teixeira, com um empréstimo à União de Leiria, pelo meio.

De 2003 a 2008, reinou Pedro Pauleta. Com experiência em Espanha e no Bordéus, Pauleta tornou-se no goleador do clube tornando-se no melhor marcador da história do clube, com 109 golos e um dos jogadores favoritos dos adeptos. Na era galáctica do PSG, o recorde caiu com Cavani (200 golos), Ibrahimovic (156) e Mbappé (136). Em 2004-2005, Hélder Cristovão, em fim de carreira, fez 20 jogos em Paris e marcou 1 golo.

Após a saída de Pauleta, em 2008, o português seguinte foi Gonçalo Guedes, chegado em janeiro de 2018. Ficou-se pelos 8 jogos, antes de rumar a Valência. Segue-se Nuno Mendes.

No banco, também esteve um português. Artur Jorge orientou o clube entre 1991 e 1994, tendo conquistado uma Liga Francesa em 1994 e uma Taça de França, em 1993. Artur Jorge voltaria a comandar o clube em 1998/99, porém sem grande sucesso. Curiosamente, Artur Jorge não contratou nenhum português, mas teve jogadores de luxo: Bats, Geraldão, Ricardo Gomes, Valdo, Le Guen, Valdo ou Ginola.

Números

Do 7 ao 30

Francisco Chaveiro Reis
03
Set21

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No futebol, os números têm significado. O guarda-redes titular é o 1 e muitas vezes, os defesas de maior destaque escolhem números entre 2 e 6. No meio, o músculo é do número 6 ou 8 e o 10, é do organizador. O 7 e o 11 são dos alas criativos e o 9, do goleador. Não admira, pois, que tenha havido discussão pública até se confirmar que Cristiano Ronaldo – CR7 – vai mesmo ser, de novo, o camisola 7 do United, clube onde começou a usar a mítica camisola, herdada de Bekcham e antes usada por Cantona e Robson. Tal como Cuadrado, na Juventus, também Cavani cedeu a sua camisola, mudando para 21, que usa na sua seleção. A Juve, não terá número 7. Messi, que até usou o 19 quando Ronaldinho era o 10 no Barça, tem sido usado o número de Maradona, mas este ano, mesmo com o dorsal posto à disposição pelo amigo Neymar, vai aventurar-se no 30, que até foi o número usado, na estreia. E no Barcelona, Fati, jovem promessa usará o 10 e Dembelé, promessa adiada, passa a ser o 7 que era do compatriota Griezmann (usará o 8 que era de Saul, já que Félix usa o “seu” 7). Por fim, o 9, que foi de Ronaldo, Kluivert, Eto´o ou Suarez é hoje de Menphis, depois de ter sido de Braithwaite, sempre na porta de saída.

Ronaldo quebra recorde

Em exibição pobre da seleção

Francisco Chaveiro Reis
02
Set21

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Portugal fez mais uma exibição pobre diante de um adversário banal, mas, tendo Ronaldo, tudo se resolveu. O capitão até falhou um penalty mas bisaria no fim do jogo e bateria o recorde de Ali Daei. O facto é que Portugal é primeiro do seu grupo mesmo que isso não apague tão má figura.

Quanto ao que mais interessou no jogo de ontem, Ronaldo, capitão da seleção e o melhor jogador nacional de sempre (e um dos melhores da história do jogo) chegou aos 111 golos por Portugal. Sem o fim da carreira à vista, Ronaldo tem ainda alguns anos para tornar o recorde ainda mais imbatível.

Fechou o mercado

Foi Griezmann a estrela do fecho

Francisco Chaveiro Reis
01
Set21

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Mesmo sem que Mbappé tenha ido para o Real Madrid ou Halaand tenha deixado o Dortmund, o último dia do mercado de verão de transferências foi de loucos. Em Espanha, o campeão Atlético esteve em destaque. Vendeu Saul ao Chelsea e fez regressar Griezmann, após experiência pífia em Barcelona. O francês chega emprestado e contrata-lo de novo significa um investimento de apenas 40 milhões. Com Griezmann e Matheus Cunha acabados de chegar e com Correa e Suarez a serem titulares nos últimos jogos, a vida está cada vez mais dura para João Félix, que voltou a ser associado ao Barcelona. Barcelona esse, que, em grave crise financeira vendeu Moriba (Leipzig) e Emerson (Tottenham) e recebeu o avançado internacional holandês Luuk De Jong (Sevilha). Sem Mbappé, o Real apresentou outro jovem francês, no caso, Camavinga (Rennes), para ir, aos poucos, tomando o lugar de Modric. No Valência, Guedes e Thierry vão ter Hélder Costa (Leeds) como novo companheiro. Na segunda divisão, o Valhadolid passa a contar com os empréstimos de Plata (Sporting) e Queiróz (Famalicão).

Em Inglaterra, também foi um dia animado. O West Ham, terá sido o maior destaque, conseguindo Vlasic (CSKA) e Kral (Spartak Moscovo). Ainda em Londres para além de Saul no Chelsea, o cobiçado Edouard (Celtic) juntou-se ao Crystal Palace. Para mitigar a sua falta no Celtic Park, chegou Jota (Benfica). Ainda na mesma cidade, Emerson juntou-se ao Tottenham e Tomiyasu (Bolonha). James (United) juntou-se ao Leeds.

Em França, já se sabe: Mbappé fica evitando que chegue já Lewandowski ou outro (dos poucos) da sua craveira e Nuno Mendes (Sporting) chega. O Lyon anunciou Boateng (Bayern) em cima do fecho, depois de já ter recebido Emerson (Chelsea) ou Shaquiri (Liverpool).

Em Itália, a Juventus fez regressar Kean (Everton) e garantiu Ihattaren(PSV) para o emprestar à Sampdória; o Nápoles foi buscar Zambo (Fulham) e o Cagliari passa a ter nas fileiras, Keita Baldé (Mónaco). O Milan recebeu, emprestado, Júnior Messias (Crotone).

Em Portugal, para além da “bomba” Sarabia, destaque para o Estoril que garantiu bons reforços: Fonte (Braga), Xavier (Marítimo) e Valente e Baró (Porto). O Braga recebeu excedentários do Porto (Leite) e do Benfica (Chiquinho) garantido dois bons reforços.

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