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Visão do Peão

Visão do Peão

19 de Agosto, 2021

Os 50 de JVP

Craque está de parabéns

Francisco Chaveiro Reis

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João Vieira Pinto faz hoje 50 anos. Portuense, começou a destacar-se no Boavista, no final dos anos 80. Aos 17 anos, fez seis jogos pelo Boavista que ficou em terceiro lugar, convivendo com Isaías, Juary ou Alfredo. Na época seguinte, faria 13 jogos e marcaria por seis vezes chamando à atenção de Gil y Gil. Viajou para Madrid, mas nunca chegou a jogar pela filial do Atlético, regressando a Portugal para não mais sair. O Menino D´Ouro fez mais uma época no Bessa, ao lado de Ricky, Marlon Brandão, Bobó ou Nelo, e marcou mais oito golos e ajudou o Boavista a voltar a ficar no terceiro posto. Seguiram-se sete épocas no Benfica onde se tornou no goleador, estrela e capitão. Na Luz, foi estrela maior do mítico 3-6 em Alvalade e deixou registo de 302 jogos, 90 golos e 36 assistências. Venceu um campeonato e duas taças (no Bessa, vencera uma taça e uma supertaça) e saiu.

No verão de 2000, Vale e Azevedo não lhe renovou o contrato e depois de jogar o Euro na Bélgica e Holanda, onde marcou um golão de cabeça, em salto de peixe, uma das suas imagens de marca, o Sporting amarrou-o. Venceu a Supertaça e fez boa época mas seria a chegada de Mário Jardel que lhe daria nova vida. Em 2001-2002 terá tido a melhor época da carreira, ajudando o Sporting a ser campeão, marcando 13 vezes e oferecendo 14 golos, a maior parte deles a Jardel. No fim da época venceria mais uma taça e na época seguinte, mais uma supertaça. Depois de quatro bons anos, com 145 jogos, 32 golos e 29 assistências, regressou ao Boavista, para jogar no novo Estádio do Bessa. Ficaria lá mais dois anos e passaria os últimos dois da sua carreira, ao serviço do Braga. Terminou a carreira com 177 golos e mais de 700 jogos realizados.

Pela Federação, onde hoje trabalha, teve também história bonita, sendo bicampeão do Mundo de juniores, na Arábia Saudita e em Lisboa. Pelos seniores, jogou o Euro 1996 e 2000 e o Mundial de 2002, onde foi expulso e teve uma atitude de que se arrepende. Mas, a carreira de JVP é feita, sobretudo, de momentos altíssimos.