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Visão do Peão

Son desculpa-se

07.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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Depois de ter ficado visivelmente perturbado com a lesão de André Gomes, Son avançado sul coreano envolvido no lance que mandou o português para o estaleiro, não festejou nenhum dos seus dois golos contra o Estrela Vermelha de Belgrado e, no primeiro, até pediu desculpas públicas a Gomes. Bonito.

Os Haaland

06.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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O médio norueguês Alf-Inge Håland ficou essencialmente conhecido pelas acaloradas disputadas de bola (sem bola) com Roy Keane. Arrisca-se agora a ser conhecido como um dos melhores avançados da Europa. Mas já lá vamos.

Alfe-Inge, médio centro, jogou o Mundial 1998 com a Noruega e passou grande parte da carreira na Premier League. Começou no Bryne e acabou no Rossland mas pelo meio defendeu o Nottigham Forest, Leeds e o Manchester City. As suas melhores memórias serão da última época no Leeds, quando a equipa, que também contava com Viduka, Smith, Kewell, Dacourt ou Woodgate alcançou as meias-finais da Liga dos Campeões. Já no City, uma entrada de Keane acabou-lhe com a carreira ao mais alto nível.

Vamos a Erling Braut, o seu filho de 19 anos. Avançado e dono de 194 cm, deu nas vistas no Mundial de sub-20 deste verão. No 12-0 às Honduras, marcou 9 golos. Estava apresentado. A jogar a segunda época no RB Salzburg, leva 23 golos em apenas 17 partidas. Ontem, marcou na Liga dos Campeões e parece óbvio que está destinado para grandes feitos. Maiores do que os do pai.

Sporting perde em Tondela

04.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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A retoma do Sporting (traduzida em duas vitórias à rasca e um bom jogo contra o Guimarães) foi interrompida em Tondela. Silas apostou em Ilori (não esteve mal, o mal amado), Miguel Luís (não convence) e Bolasie (trapalhao) e o Sporting até deu ares de melhor equipa, vendo Cláudio Ramos e o desacerto levarem o nulo até quase o fim do jogo. Coube a Bruno Wilson, neto de Mário Wilson e antigo aluno da Academia de Alcochete, desfazer o empate, com uma cabeçada bem colocada. Segue-se a ida à Noruega. 

Craques da bola, 25

03.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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Alan Shearer é um dos maiores avançados da história da Premier League, graças aos golos marcados por Southampton, Blackburn e Newcastle. Com 400 golos marcados em quase 800 jogos, o antigo internacional, hoje com 49 anos, continua a ser idolatrado.

Nascido em Newcastle, Alan começou a jogar nas camadas jovens do Southampton, estreando-se pela principal equipa em 1987-1988 e lá ficando cinco épocas. A última, com 18 golos em 56 aparições, valeu-lhe a transferência para os Blackburn Rovers, onde se aprimoraria como máquina de golos.

Com Flowers, Le Saux, Berg, Hendry, Sherwood, Batty, Wilcox ou Gallacher, venceu a Premier League em 1994-1995, marcando 37 golos na época (número que seria repetido no ano seguinte). Com um total de 130 golos em 171 jogos, Shearer saiu de Blackburn com o dever cumprido. Ao contrário do que seria de esperar, nunca jogou no United ou Liverpool. Em 1996, cumpriu o seu sonho e foi apresentado como jogador do Newcastle United.  

Apesar de nada vencer e dos muitos convites, foi no Saint James Park que viveu até ao fim da carreira. Fez mais de 400 jogos e marcou 206 golos tornando-se no melhor marcador da história do clube e no nono jogador com mais jogos pelo Newcastle. Na sua terra natal viveu momentos de glória e foi a fonte de alegria dos incansáveis adeptos. Em 1996-1997, ajudou (e muito) o Newcastle a lutar pelo título até fim, falhando nas duas vezes apesar dos esforços de Shearer, Ginola, Ferdinand, Lee ou Asprilla. Mas nos dez anos de Shearer, as prestações do clube foram sobretudo, medianas.

Por Inglaterra, Shearer marcou 30 vezes em 63 partidas, nada vencendo. Marcou presença nos Euros 1992, 1996 e 2000 e no Mundial 1998.

Arrepiante

03.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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André Gomes, num lance chocante, lesionou-se com gravidade e vai perder, provavelmente o resto da época. Expulso, Son, autor da carga que lesionou o médio português, ficou também ele visivelmente perturbado. Formado no Benfica, Gomes passou por Valência e Barcelona (admitiu uma depressão nos tempos da Catalunha) antes de se fixar em Liverpool. Rápidas melhoras ao campeão europeu! 

Craques da bola, 24

02.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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Karel Poborsky, antigo extremo checo, hoje com 47 anos, ficou conhecido por eliminar Portugal nos quartos do Euro 1996. Depois, jogaria pelo Benfica, numa altura em que muitos dos seus companheiros não acompanhavam o seu talento.

As primeiras cinco épocas como sénior foram passadas no seu país natal. Ceské Budéjovice (82 jogos e 15 golos), Viktoria Žižkov (27 jogos e 10 golos) e Slavia Praga (39 jogos e 13 golos). A boa época em Praga e sobretudo a participação no Euro 96 fez com que o Manchester United avançasse por si.

Aos 25 anos, o extremo chegou a Inglaterra. Com Cantona, Giggs, Beckham ou Jordi no plantel, o checo ainda fez 48 jogos em época e meia, marcando por 7 vezes. Números bastante decentes para um suplente, ainda que de luxo. Seguir-se-ia Lisboa.

Em janeiro de 1998, Karel aterrou no “velho” Estádio da Luz para três épocas de grande qualidade. Nada venceria, mas deixaria boa imagem, sobretudo atendendo à companhia: Minto, Harkness, Thomas, Luís Carlos ou Chano mesmo que tenha convivido com nomes bem mais consensuais como João Pinto, Sabry ou Van Hooijdonk. Em janeiro de 2001 mudou-se para Roma onde fez ano de meio na Lázio.

Assumiu-se como titular e conviveu com Crespo, Lopez, Ravanelli, Salas, Lombardo, Nedved ou Simeone. Venceu uma supertaça e regressou a Praga em 2002. Não voltou ao Slavia, antes juntou-se ao Sparta, seu grande rival e clube de maior nomeada do país. Por lá venceu dois campeonatos e duas taças. Faria ainda ano e meio pelo Ceské Budéjovice, antes de se retirar, aos 35 anos.

Pela República Checa, 8 golos em 118 jogos. O brilharete maior foi o segundo lugar no Euro 96 ao lado de Berger, Nedved, Kuka, Nemec, Smicer ou Kouba.  Jogou ainda os Euros 2000 e 2004 e o Mundial 2006.

Craques da bola, 23

01.11.19, Francisco Chaveiro Reis

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23 era a camisa que vestia no Sporting, onde foi campeão. Rui Jorge, hoje treinador, com bastante sucesso, das camadas jovens de Portugal, foi um belíssimo lateral esquerdo, dividindo a carreira, sobretudo, entre FCP e Sporting.

Nascido em Vila Nova de Gaia, cedo se juntou ao FC Porto onde se formou. Depois da última época como júnior ao lado de Toni, Tulipa, Bino ou Cao, mudou-se para o Rio Ave onde se estreou como sénior. Aos 19 anos, ao lado de Paulinho Santos, Jorge Gamboa ou Carlos Brito, ajudou os vilacondenses a ficar no quarto posto da segunda divisão, falhando a subida, por pouco. Em 1992-1993, estreou-se finalmente pelo Porto, fazendo apenas 13 jogos. Números superiores conseguiria entre 1993 e 1996. Pior lhe correria a vida até 1998, com Fernando Mendes pela frente e acabou por se mudar para Lisboa, numa troca com o Sporting. Peixe e Costinha rumaram às Antas, Rui Jorge e Bino, a Alvalade. Sairia cheio de títulos: cinco campeonatos, três taças e cinco supertaças. O convívio com Vítor Baía, Jorge Costa, Aloísio, João Pinto, Bandeirinha, André, Kostadinov, Domingos ou Drulovic, também o enriqueceram.

Em Alvalade afirmou-se como titular e peça importante, ficando sete épocas de leão ao peito e vencendo dois campeonatos, uma taça e duas supertaças. O Sporting foi o clube que mais representou na carreira e conviveu de perto com um mar de estrelas: Schmeichel, César Prates, André Cruz, Pedro Barbosa, João Pinto, Paulo Bento, Beto Acosta ou Mário Jardel. Pouco goleador, marcaria 5 vezes pelo Sporting e outras tantas pelo Porto. Aos 33 anos mudou-se para o Belenenses onde acabou a carreira. Fez 15 jogos e o clube acabou na 15.ª posição. Seria treinado por Couceiro e Carvalhal, ambos futuros treinadores do Sporting e seria colega de Silas e José Pedro, hoje no Sporting.

Pela seleção, fez um bom percurso, fazendo 45 jogos e marcando 1 golo. Jogou os Euros 2000 e 2004 e o Mundial 2002. Pelas camadas jovens esteve nos JO de 1996 e no mesmo ano, num Euro de sub-21.

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