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Visão do Peão

Visão do Peão

R.I.P.

Francisco Chaveiro Reis
19
Set19

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Aos 43 anos, Fernando Ricksen perdeu a luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica. O antigo internacional holandês morreu na Escócia, país onde viveu os seus anos mais felizes, ao serviço do Glasgow Rangers. Defesa central, Ricksen deu nas vistas no Fortuna Sittard, que representou até aos 20 anos. Seguiu-se o AZ Alkmaar que representou por três épocas. No Glasgow Rangers, onde continua a ser admirado, fez 182 jogos e marcou 13 golos, ajudando a equipa a vencer sete títulos. Mudou-se para a Rússia onde conquistou uma Taça UEFA e uma Supertaça Europeia (com Danny), para além de um campeonato e de uma supertaça. Acabou a carreira no Fortuna onde havia começado, em 2013, quando lhe foi diagnosticada a doença.

Mendes vai a jogo?

Francisco Chaveiro Reis
19
Set19

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Com o Sporting em crise (parece ser este o seu estado natural), as atenções da deslocação a Eindhoven centram-se em Pedro Mendes. Bombardeiro da equipa de sub-23, não foi, estupidamente inscrito na liga e só poderá jogar na Liga Europa. Mas será recomendável lança-lo hoje?

Sim. Tem 20 anos, os mesmos de Malen, goleador do PSV e a bem da verdade, um jogador de qualidade impõe-se em qualquer idade e contexto. Além disso, será simbólico ser lançado na Holanda, um país conhecido por não ter medo de lançar jovens mesmo que o ex-treinador holandês do Sporting não tenha apostado nele;

Não. Os sportinguistas querem ver nele o próximo goleador, fazendo dele um novo Dost. Mendes tem potencial, mas poderá não suportar a pressão.

Malen, a nova estrela holandesa

Francisco Chaveiro Reis
17
Set19

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Aos 20 anos, Donyell Malen, já internacional A holandês, marcou cinco golos num só jogo pelo PSV e reforçou a sua candidatura a herdeiro de Van Basten, Kluivert ou Van Nistelrooy. Malen, que até passou pelas escolas do Ajax e do Arsenal antes de se mudar para Eindhoven, estreou-se pela equipa principal em 2017-2018, fazendo quatro golos. Pela equipa A, só marcaria na época seguinte e logo por onze vezes, mesmo tendo a forte concorrência de Luuk de Jong. Esta época, herdou a camisola número 9 e a titularidade, já que de Jong se mudou para Sevilha e em 11 jogos, leva 9 golos.  Malen já se estreou na seleção A, fazendo um golo em dois jogos. Parece estar encontrado o próximo rapaz maravilha holandês depois de nos últimos anos o ataque da uma vez “Laranja Mecânica” ter estado entregue a Dost ou Weghorst.

Mais uma desilusão

Francisco Chaveiro Reis
16
Set19

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O Sporting foi ao Bessa empatar a uma bola (livre de Bruno Fernandes anulou livre de Marlon) e desiludiu mais uma vez os seus fãs. Se Rosier e Bolasie, em estreia absoluta pelo Sporting, deram boas indicações e Bruno Fernandes tentou liderar a equipa, já Borja (desperdiça todas as oportunidades), Doumbia, Wendel ou Plata (terá acusado a estreia a titular) estiveram muito abaixo do esperado. Jesé e Camacho, que saltaram do banco para se estrearem pelo Sporting, também nada acrescentaram, sendo que no o caso do espanhol é mais significativo já que o número 7 jogou poucos minutos. O Sporting está a tentar adaptar-se a uma nova realidade e ontem teve que jogar sem ponta-de-lança (Bolasie, Acuña ou Fernandes procuraram sempre uma referência). Não está fácil a vida do leão. Segue-se o PSV e o Famalicão, sem Fernandes, ontem expulso.

Craques da bola, 12

Francisco Chaveiro Reis
12
Set19

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Aos 50 anos, Ali Daei, antigo futebolista iraniano tem sido falado e tem falado sobre a possibilidade bem real de Cristiano lhe roubar o título de melhor marcador de sempre de uma seleção. É uma boa desculpa para lembrar carreira do melhor jogador de futebol do Irão de sempre.

É bem verdade que passou a maior parte da carreira no seu país, mas também é verdade que esteve entre 1997 e 2002 na Bundesliga, chegando ao gigante Bayern de Munique.

Foi no Persepolis FC que deu nas vistas marcado 23 golos em 38 jogos. A primeira experiência fora de casa seria no Catar, pelo Al-Sadd, marcando 10 vezes em 16 partidas. Em 1997-1998, nas vésperas do Mundial 1998, que jogaria pelo Irão, aterrou na Europa. Pelo Arminia Bielefeld marcou 7 vezes em 25 jogos. Numa equipa sem estrelas e que desceria de divisão, acabou por se destacar, não só pelo seu bigode e no ano seguinte era jogador do Bayern de Munique.

Aos 30 anos, marcou por 6 vezes, fazendo mais de 30 jogos pelos bávaros. Ajudou a vencer mais uma Bundesliga e conviveu com Kahn, Lizarazu, Scholl, Matthaus, Basler, Effenberg ou Élber. Terá sido o melhor ano da sua carreira, que culminou com a participação no Mundial, onde jogaria três partidas.

Suplente de Élber e ainda com Jancker, Paulo Sérgio e Roque Santa Cruz nas contas, o iraniano rumou a Berlim, para três épocas no Hertha. No Olímpico, fez 85 jogos e marcou 12 golos. Sebastian Deisler, Pal Dardai, Gibor Kiraly e o português Sérgio Pinto, foram seus colegas. Em 2002/2003 passou pelo Shabab Dubai (EAU) antes de voltar a casa.

Aos 35 anos, voltou a jogar pelo Persepolis FC. Antes de terminar a carreira, jogaria ainda pelo Saba Battery e pelo Saipa, que passaria a treinar.

Pela sua seleção, 109 golos em 149 jogos. Para além do Mundial de 1998, jogou no de 2006, somando 5 jogos, mas nenhum golo. No entanto, na Taça Asiática, não lhe faltaram golos. Em 1996, 8 em apenas 6 jogos e conquista do terceiro lugar e em 2000 e 2004, mais 6 golos, 3 em cada.

Eran Zahavi, goleador

Francisco Chaveiro Reis
11
Set19

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Em tempos associado ao Sporting, o extremo israelita Eran Zahavi é hoje o melhor marcador da qualificação europeia para o Euro 2020. Zahavi, hoje com 32 anos e a jogar no Guangzhou R&F, ao lado de Moussa Dembelé, Zahavi deixa a sensação de ter podido ir mais longe na carreira. Formado no Hapoel Tel Aviv, não saltou para o Sporting e acabou por rumar à Série A, onde defendeu o Palermo em 26 jogos (2 golos). Depois de uma época e mais uns pozinhos, regressou a Israel para três épocas e meia no Maccabi Tel Aviv onde alcançou números fabulosos: 117 golos em 153 jogos. Em 2016, mudou-se para a China onde a vida também não lhe corre nada mal: 91 golos em 101 jogos. Não teria tido lugar em Espanha, Alemanha ou Inglaterra, por exemplo?

 
 

Ronaldo marca quatro

Francisco Chaveiro Reis
11
Set19

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Portugal venceu a Lituânia por 1-5 e está mais perto ainda do Euro 2020 onde defenderá o título de campeão da Europa. O jogo acabou e terminou com a sensação de facilidade mas dos 28 aos 61 minutos, esteve empatado. Ronaldo marcou o 0-1, de grande penalidade, logo aos 7 minutos mas Andriuskevicius empatou antes da meia-hotra. Portugal durante mais de meia-hora não conseguiu desfazer a igualdade e Ronaldo contou com o guarda-redes lituano para ajudar no 1-2. A partir daí, foi um festival com Ronaldo a chegar ao poker. William Carvalho, que já tinha marcado na Sérvia, fez o 1-5 final. Com quatro jogos disputados, Portugal soma 8 pontos, resultado das vitórias na Sérvia e na Lituânia e dos empates com Sérvia e Ucrânia. Leva 10 golos marcados (metade são de Ronaldo) e 4 sofridos (três marcados pela Sérvia). Aos 35 anos, Cristiano Ronaldo leva 93 golos em 160 jogos, deixando cada vez mais para trás Pauleta, autor de 46 golos. Mas o alvo é Ali Daei, iraniano, melhor marcador de sempre de uma seleção, com 109 golos marcados e já fora de atividade.

Craques da bola, 11

Francisco Chaveiro Reis
06
Set19

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Hoje com 41 anos, Liedson da Silva Muniz, foi um dos maiores goleadores da história do Sporting, nunca tendo conseguido celebrar o título de campeão. Natural de Cairu, Liedson começou a jogar futebol mais tarde do que é normal.

 

Deu nas vistas no Poções e Prundentópolis, dando o salto para o Coritiba em 2001, já com 23 anos. 20 golos depois, chegou o convite do Flamengo, um dos maiores clubes do Brasil e Liedson passou a jogar ao lado de Leandro Machado (passou pelo Sporting), Athirson, Juan ou Júlio César. Marcou 14 golos e mudou de clube novamente. O Corinthians recebeu-o e ele agradeceu com 22 golos. No plantel estavam homens como Jô, Vampeta ou Rogério (rumaria mais tarde ao Sporting). Rumou à Europa com o Campeonato Paulista no bolso.

 

Liedson mudou-se para o Sporting em 2003, a tempo de estrear o novo estádio. Ficaria sete épocas e meia e marcaria 172 golos. Encontrou João Pinto, Sá Pinto, Silva ou Niculae mas na primeira época marcou logo 19 golos. 2004-2005, já com Peseiro em vez de Fernando Santos, seria a sua melhor época em Portugal. 35 golos e dois títulos perdidos numa semana: o campeonato, após golo de Luisão na Luz e a final da Taça UEFA, na sua casa, ante do CSKA. 17 golos, 21, 23, 25, 22 e 10 (meia época) seriam os registos seguintes. Venceria apenas duas Taças de Portugal e duas Supertaças. Paulo Bento foi o homem que o guiou na grande parte do tempo que esteve no Sporting (Santos, Peseiro e Paulo Sérgio, foram os outros), ele que chegou a ser seu colega.

 

Em Alvalade, conviveu e ajudou a fazer crescer jovens da casa como Patrício, Moutinho, Custódio, Veloso ou Nani e conviveu com compatriotas seus como Polga, Rochemback, Tinga, Tiuí, Deived ou Alecsandro. Jogou ao lado de internacionais portugueses de nomeada como Ricardo, Beto, Viana, Rui Bento, Rui Jorge ou Pedro Barbosa. Em profundas dificuldades financeiras, o Sporting teve que vende-lo em fevereiro de 2011. A despedida foi emocionante e o ataque leonino ficou órfão do “levezinho”.

 

Regressou ao Corinthians e depois ao Flamengo. Marcou mais 31 golos (o seu número no Sporting) e voltou a Portugal. Não mais jogou no Sporting. O seu destino foi o FCP, onde acabou a carreira e ganhou finalmente o campeonato. Num jogo decisivo, é dele o passe para Kelvin derrotar o Benfica e abrir portas ao título.

 

Ignorado pelo Brasil, nos tempos de Ronaldo, Rivaldo ou Adriano, acabou por jogar o Mundial 2010 por Portugal, onde marcou um golo. Fez um total de 4 golos por Portugal.

O plantel até janeiro

Francisco Chaveiro Reis
04
Set19

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1. Renan; 3. Ilori; 4. Coates; 5. Eduardo; 7. Camacho; 8. Fernandes; 9. Acuña; 10. Vietto; 13. Ristovski; 14. Neto; 16. Battaglia; 18. Fernando; 19. Rosier; 20. Plata; 21. Jesé; 22. Mathieu; 26. Borja; 27. Miguel Luís; 29. Luiz Phellype; 35. Nuno Mendes; 37. Wendel; 77. Jovane; 81. Max; 89. Bolasie; 98. Doumbia e 99. Sousa. 

O que pode ser o Sporting de Pontes

Francisco Chaveiro Reis
04
Set19

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Não há mal nenhum em copiar os sucessos do Benfica. É o que parece acontecer com a aposta em Leonel Pontes. Regressado este ano a Alvalade, leva 5 vitórias em 5 jogos pelos sub-23, com muitos golos marcados e jovens a ser potenciados (Mendes, Joelson, Mitrovski e muitos outros) e vai ter umas semanas de audição na equipa A. Pontes fará de Lage e mostrará se é necessário ou não, ir ao mercado. Diria que não será fácil encontrar melhor, com um orçamento de quase zero. Pontes conhece a casa, a estrutura, tem experiência nacional e internacional (ainda que como adjunto) e conhece muito bem os jovens que podem ser lançados. Nesta altura, os sportinguistas terão mais fé nos miúdos dos sub-23 do que nos reforços Fernando (com idade de sub-23) e das incógnitas Jesé e Bolasie.

Pontes tem agora cerca de duas semanas para moldar a equipa à sua imagem, ainda que parte do plantel se ausente para jogos de seleções. A primeira questão é: que esquema utilizará? Acredito que será o 4-3-3 que elegeu nos sub-23. Renan deve manter-se na baliza (Viviano não rescindiu e a meu ver deve treinar e lutar pela sua oportunidade, enquanto recebe o seu principesco ordenado); na defesa, Rosier, a cumprir os seus pergaminhos, será dono do lugar e Acuña, mandará na esquerda. Ao centro, na estreia de Pontes no Bessa, Coates não jogará, mas deve ser dele o lugar, ao lado de Mahieu.

No meio-campo, o melhor 6 nesta altura é Doumbia. Um Battaglia bem regressado pode ser melhor opção, mas a verdade é que não há no plantel um 6 de origem. A 8, joga Wendel e a 10, Fernandes. Está feito o meio campo. Aqui, creio que Miguel Luís poderá ter mais tempo de jogo, a 8 ou mesmo a 10.

Na frente, é mais difícil. É de prever que o talento de Camacho, ainda por se estrear, fure e que o jovem seja titular pela direita. Jesé, Fernando, Jovane ou Plata também ali podem jogar. Na esquerda, tendo os já referidos extremos e ainda Bolasie (em forma, é ele o melhor extremo esquerdo), não acredito que Vietto jogue ali adaptado. No centro, Luiz Phellype é o único 9, mas acredito que Vietto possa ali surgir, dando jogo a Fernandes e aos extremos, formando um diamante ofensivo, móvel e com vários jogadores a marcar. Jesé e Fernando também podem ser usados no meio, mas se ficassem em Alvalade apenas até janeiro, também não me surpreendia.

Pontes não deitará tudo fora e terá sempre a limitação de trabalhar com jogadores que não escolheu. Ainda assim, poderá trazer um novo esquema, nova atitude e maior trabalho no processo defensivo. Trará, espera-se, jovens para a equipa A.

Mas quem está preparado para subir de nível (e aqui tenho atenção ao potencial e não tanto aos inscritos, creio que as verdadeiras promoções só acontecem no próximo mercado).

Na lateral esquerda, Nuno Mendes terá tendência para ganhar espaço. Titular dos sub-23, já era seguido por Keizer e não me parece que demore muito a ganhar o lugar a Borja, sendo pelo menos a segunda opção. No centro, Ilori não convence os adeptos e não é de estranhar que Quaresma, João Silva ou Ricciuli se vão apoderando do seu lugar.

No meio-campo, Bruno Paz, a recuperar de lesão é nome a ter em conta. Mitrovski, Matheus Nunes ou Tomás Silva (5 golos) são nomes a ter em conta.

Mas claro, o espetáculo vem sempre do ataque. O bombardeiro Pedro Mendes, não inscrito, parece ser uma joia goleadora a merecer pelo menos treinar com a equipa A. Joelson, adolescente, poderia ir já ganhado minutos. E Diogo Brás, aos 19 anos, é outra grande esperança.

Recebidos por jogadores experientes e de qualidade como Fernandes, Acuña ou Mathieu, os jovens das escolas do Sporting são um caminho obrigatório a seguir.