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Visão do Peão

Visão do Peão

Iuri de saída

Francisco Chaveiro Reis
18
Jul19

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Sempre vi em Iuri Medeiros, um grande jogador de futebol. Pensei que fosse estrelar a primeira equipa do Sporting como extremo de eleição e ainda este ano, pensei que poderia até ser testado como médio ofensivo, pensador do jogo. Tem técnica, tem golo (como agora se diz) e marca bolas paradas de forma superior. Mas algo falhará. Não foi feliz em Itália, nem na Polónia e vai agora desvincular-se do seu clube de sempre. Por 3 milhões de euros (por 90% do passe) jogará na segunda divisão alemã. Aos 25 anos, pode relançar a carreira e sendo o Nuremberga um clube que aposta na subida, poderá estar na Bundesliga daqui a um ano, com novo folego.

Os Zidanes

Francisco Chaveiro Reis
18
Jul19

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Que Zinedine Zidane foi um dos melhores de sempre, não é novidade. Sobretudo na Juventus, Real Madrid e França, marcou golos de antologia, fez N assistências e deliciou o mundo. Surpreendeu no banco do Real Madrid ao mostrar-se um igualmente extraordinário treinador, com um estilo fleumático. Vem isto a propósito da sua descendência, com vontade de seguir uma carreira no futebol.


Enzo (em homenagem a Francescoli, ídolo de Zizou), é um médio ofensivo de 24 anos que acaba de chegar ao Desportivo das Aves. Está bom de ver que não segue as pisadas do pai. E é claro que lhe será sempre comparado. Zinedine, aos 24 anos, era estrela do Bordéus, ao lado de Lizarazu ou Dugarry. Enzo tem qualidade para uma equipa como o Aves e até poderá fazer uma carreira interessante como profissional, mas nunca poderá sonhar com os patamares a que o seu pai chegou. Enzo passou pelas camadas jovens do Real Madrid, tendo depois passado por Alavés, Lausanne e Rayo Majadahonda. Já Lucas, guarda-redes de 21 anos, continua ligado ao Real Madrid, tendo chegado há pouco ao Racing de Santander, onde jogará por empréstimo. Com Courtois ou Lunin ligados ao Real, não é de crer que consiga vir a ser opção. Theo, médio de 17 anos, está a fazer o seu percurso no Real mas não é também de crer que tenha lá uma passagem longa na equipa sénior. Élyas, de 14 anos, também está no Real e ainda é cedo para perceber o que será. Zidane tem ainda o sobrinho Driss, de 24 anos, tal como Enzo, que tem feito a sua carreira nas divisões secundárias de França e Espanha.


Raros são os casos de filhos de grandes futebolistas que conseguem fugir da sombra dos pais, o que é natural, devido à pressão pública. Se Enzo e os irmãos aceitarem que não são Zidanes em termos futebolísticos e aguentaram as comparações depreciativas, então têm tudo para fazer carreiras profissionais medianas, algo legítimo e que é negado à maior parte dos amantes do jogo.

Robert Waseige (1939-2019)

Francisco Chaveiro Reis
17
Jul19

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Robert Waseige, treinador belga que passou pelo Sporting, morreu aos 79 anos. A ligação de Waseige ao futebol, começou como jogador. O médio atuou sempre na liga belga, defendendo RFC de Liège, RWD Molenbeek e Genk, clube onde começou a treinar, em 1971, logo após terminar a carreira.

Depois de cinco anos no Genk, passou pelo, Standard de Liège, regressou ao Genk e manteve-se na Bélgica, ao serviço de Lokeren, RFC de Liège e Charleroi.

Em 1996, o seu caminho cruzou-se com o do Sporting. José Roquette elegeu-o como treinador e com ele chegaram De Wilde e Missé. Mustapha Hadji seria a grande contratação da época. Homens como Nelson, Dani e Naybet foram vendidos. Waseige lançou Beto, capitão e figura central nos anos seguintes, mas só comandaria o Sporting em 16 jogos (9 vitórias). Octávio Machado pegou na equipa e conduziu-a ao segundo lugar.

O belga regressaria ao seu país e ao Charleroi, antes de ser convidado a comandar a seleção. Esteve no Mundial de 2002, com uma geração que incluía Mbo Mpenza, Sonck, Strupar, Simons ou Van Buyten. Passou à segunda fase, à frente de Rússia e Tunísia e cairia nos oitavos ante do futuro campeão mundial, Brasil. Seguiu-se o Standard de Liège e o FC Brugges, com uma passagem pelo banco da Argélia, pelo meio. Seria com nova passagem pela Argélia, que terminaria a carreira, em 2006.

Venceu uma Taça da Bélgica e uma Taça da Liga Belga.

Multititulados

Francisco Chaveiro Reis
16
Jul19

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Portugal é Campeão do Mundo de Hóquei em Patins. Não que isso seja grande novidade. Antes desta, já tinha sido 15 vezes o que faz de Portugal a segunda potência em Mundiais da modalidade, a um título de Espanha. Os portugueses conseguiram ainda chegar mais duas finais e ficar dezasseis vezes em terceiro lugar. Ou seja, estiveram 42 vezes no top três de Mundiais, sendo que se disputaram…44 edições.

O primeiro triunfo aconteceu em 1947, em Lisboa. Montreaux, Lisboa e Milão viram Portugal ser tetracampeão do mundo. E ainda só estávamos em 1950. Seguiram-se quatro títulos no Porto (1952, 1956,1958 e 1968), um em Madrid e um em Santiago do Chile. E ainda nem estávamos anos 70. Lisboa, Barcelos, Porto, Bassano e Sesto e Oliveira de Azeméis testemunharam os outros títulos. Até que se chegou a 2019, em Barcelona, e Portugal, com um super-Girão, fez a festa.

Se alargarmos o espetro ao Europeu, então o sucesso português sobe ainda mais. Nos Euros, Portugal é dono e senhor do hóquei. Leva 21 títulos e vê a Espanha atrás de si, com menos 5. Em 53 edições (as 12 primeiras ganhas por Inglaterra), Portugal ficou, pelo menos em terceiro, em 44 ocasiões.

Claro que em Portugal, a história do hóquei em patins está ligada à história de António Livramento, numa altura em que se marcam os 20 anos da sua morte prematura, aos 56 anos. Caso se queira quantificar a carreira de Livramento, aqui vai. Como jogador, venceu 7 Campeonatos da Europa e 3 do Mundo. Como treinador, 2 Mundiais e um Euro. E isto apenas por Portugal. Pelo Benfica, venceu 8 títulos nacionais (7 campeonatos e uma Taça) e pelo Sporting, um campeonato, uma taça e uma aça dos Campeões Europeus, como jogador. No banco dos leões, foi líder na conquista de uma Taça das Taças, uma Taça CERS, dois campeonatos e uma Taça Portugal. Como treinador do FCP venceu ainda um campeonato e uma Taça.

Jesus Correia, esse mesmo dos Cinco Violinos do futebol, foi uma das primeiras estrelas do hóquei português, vencendo um total de 5 mundiais e 6 europeus. Chambel, Paulo Alves, Ramalhete, Vitor Hugo ou Reinaldo Ventura são outras das figuras marcadantes de uma modalidade em constante festa.

Senegal e Argélia vão jogar a final da CAN 2019

Francisco Chaveiro Reis
15
Jul19

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Estão encontrados os finalistas da CAN 2019. O Senegal de Sadio Mané vai defrontar a Argélia de Mahrez. No primeiro jogo do dia de ontem, Senegal e Tunísia tiveram que ir ao tempo extra e só aos 100 minutos, o marcador mexeu. Na sequência de uma bola parada, o guardião Mouez Hassen saiu muito mal e a bola bateu em Dylan Bronn. Cruelmente, seria o único golo do jogo. Seguiu-se o Argélia-Nigéria. Troost-Ekong fez de Bronn e adiantou a Argélia no marcador. Ighalo, herói nigeriano na prova (3 golos) empatou mas Mahrez, maior estrela argelina, fez, aos 95 minutos, um golão que colocaria os argelinos na final. 

Almada para Lisboa

Francisco Chaveiro Reis
12
Jul19

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A pista continua quente. O Sporting prepara-se para receber uma jovem promessa de classe mundial, via parceria com o Manchester City. Confesso que gostava que o tal extremo esquerdo que faz falta, fosse mais maduro e com mais de 20 anos e que fosse alguém com que o clube pudesse fazer negócio mas em tempo de vacas magras, esta poderá ser uma oportunidade de ouro para receber um talento por uma ou duas épocas, sem custos. Antony, Brekalo e Omur foram nomes apontados. Agora, Thiago Almada, de 18 anos, parece ser o alvo. Veremos. 

Jonas

Francisco Chaveiro Reis
12
Jul19

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Jonas despediu-se esta semana dos relvados. Um avançado que aprecio desde os tempos do Grémio e que não teve sorte em Espanha, acabou por ser uma das figuras centrais do clube rival do meu. Ainda assim, nada me custa escrever que enriqueceu o nosso campeonato e logo, deixa-o mais fraco.

 

Jonas Gonçalves Oliveira, nascido a 1 de abril de 1984, estreou-se em 2005 pelo Guarani marcando 13 golos em 29 partidas. Números interessantes para um jovem de 21 anos que partilhava o balneário com Evandro Roncatto, Nilson Sergipano, Felipe Lopes, Xandão ou Marcos Paulo, com passagens por Portugal. Seguiu-se o histórico Santos onde encontrou os “portugueses”, Tiuí, Pitbull ou Ronaldo e os craques, Luizão, Ricardinho e Zé Roberto. Marcou 9 golos e foi emprestado ao Grémio. 26 jogos e 6 golos depois, rumou à Portuguesa. Conviveu com o internacional Zé Maria (Inter e Parma), em fim de carreira e marcou 10 vezes. Regressou ao Grémio, para explodir.

 

Em Porto Alegre, estaria mais dois anos. 72 golos falaram por si. O avançado mereceu a atenção da Europa e deixou para trás uma equipa que contava com Mário Fernandes, Fábio Santos, Réver, Douglas Costa ou Maxi Lopez. Em janeiro de 2010, aterrou no Mestalla, criando pouco impacto em meia época. Os portugueses Miguel, Ricardo Costa e Manuel Fernandes receberam-no. Isco, com 19 anos e Paco Alcacer, com 17, também lá estavam. Mata, Vicente, Abelda ou Joaquin, eram as estrelas.

 

É comum apontar-se a aventura espanhola de Jonas como um insucesso. Se pensarmos que marcou mais de 50 golos em três anos e meio, essa perspetiva pode alterar-se. Se pensarmos que concorreu com Soldado, Alcácer ou Aduriz, percebe-se a dimensão da sua missão. Em 2014, Jonas chegou à Luz e aconteceu-lhe algo inédito. Ganhou títulos.

 

Jonas despede-se com quatro campeonato, uma Taça de Portugal, duas supertaças e duas Taças da Liga. Foi duas vezes o melhor marcador da liga portuguesa. Marcou 136 vezes pelo Benfica e é o 13.º melhor marcador da história do clube e o segundo melhor, estrangeiro, atrás do mal-amado, Cardozo.

 

Pelo Escrete, fez 12 jogos e marcou por 3 vezes. Nunca foi chamado para um Mundial ou Copa América, mas quando lembramos a concorrência – Ronaldo, Ronaldinho, Adriano, Rivaldo ou Robinho – não podemos ficar espantados.

 

O futebol português fica mais pobre.

Nigéria, Senegal, Argélia e Tunísia chegam às meias

Francisco Chaveiro Reis
12
Jul19

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Estão encontrados os quatros semifinalistas da CAN 2019. Nigéria, Senegal, Argélia e Tunísia são as equipas resistentes nesta fase da competição. Na quarta-feira, um golo de Gana Gueye, derrotou o Benim, que se fez uma bela prova. Pouco depois, a Nigéria bateu a África do Sul (boa participação) por 2-1. Ontem, a Argélia eliminou a Costa do Marfim nas grandes penalidades e a Tunísia goleou Madagáscar por claros 3-0. Este domingo joga-se o Senegal-Tunísia e o Argélia-Nigéria. 

Três anos de feriado nacional

Francisco Chaveiro Reis
10
Jul19

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Passam-se hoje três anos sobre a maior conquista do futebol sénior português. No prolongamento do França-Portugal, Eder, herói improvável, bateu Lloris e Portugal sagrou-se campeão europeu, no Estádio Nacional de França. O espanto invadiu a Europa e o Mundo, sobretudo depois de Portugal ter feito um caminho relativamente discreto.

A campanha começou com um empate a uma bola com a Islândia. Quando se esperava uma resposta enérgica, zero a zero com a Áustria. Portugal parecia acordar na terceira jornada, jogando melhor, mas voltando a empatar. 3-3 com a Hungria. Três pontos foram, ainda assim, suficientes.

Seguiu-se a Croácia, máquina de jogar bom futebol, nos oitavos. Mas Modric e companhia ficaram pelo caminho. Quaresma, no prolongamento, fez o único golo da partida. Vinha aí a Polónia e mais um empate no tempo regulamentar. O golão de Sanches, empatou o de Lewandowski. Patrício foi rei nos penalties e a sensação Portugal, marcou encontro com a sensação País de Gales. E surgiu a única vitória dentro dos noventa minutos. Em três minutos, Ronaldo e Nani condenaram Gareth Bale. Doze anos depois, Portugal voltava a uma final do Euro.

O grande dia chegou, mas a euforia foi travada por Payet. Uma jogada maldosa atirou o melhor do mundo para fora. A França foi melhor, mas não conseguiu marcar. A resistência de Portugal somou pontos. Aos 79´minutos, Eder, ainda jogador do Lille, substituiu Sanches, ainda jogador do Benfica. Esperou até aos 109 pela sua vez. Fez o que Eusébio, Coluna, Figo ou Ronaldo não fizeram. E depois, até declarou feriado nacional. Não era caso para menos.

Dez

Francisco Chaveiro Reis
09
Jul19

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Dez jogadores com contrato com o Sporting estão a treinar em Alcochete, aguardando novo poiso na carreira. São eles: Viviano, Pinto, Jefferson, Petrovic, Matheus, Mané, Gauld, Iuri, Leonardo Ruiz e Alan Ruiz. É possível que Lumor ou mesmo Bruno Gaspar tenham o mesmo destino, depois das férias. Percebo a necessidade do grupo ser mais reduzido para melhor trabalhar mas esta dispensa tão pública pode reduzir o valor dos ativos. Ou seja, um clube comprador quererá sempre pagar pouco por jogadores que treinam à parte. Nos casos de Iuri (potencial) e Alan (potencial e preço), gostava que tivessem tido nova oportunidade.