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Visão do Peão

Visão do Peão

O dia mais negro

Francisco Chaveiro Reis
16
Mai18

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O Sporting viveu ontem o seu dia mais negro. Um grupo de 50 pessoas invadiu (como é possível, sobretudo com este clima não haver segurança?) a Academia de Alcochete, sabendo onde se dirigir e agrediu jogadores, treinadores e restante staff com murros, pontapés e com o uso de tochas, bastões, ferros e cintos (!!!!!). Do ataque bárbaro onde os jogadores terão sido encurralados no balneário, ficarão para sempre as imagens do goleador Bas Dost, confesso amante do clube (até agora), com feridas na cabeça e a chorar. Admito todas as hipóteses. Desde um ato criminoso bem organizado para espalhar o terror e mostrar quem manda até a um ataque de um grupo rival para afundar o Sporting ainda mais. Aceito ainda a teoria destes acontecimentos terem como objetivo camuflar a vergonha da corrupção no andebol (por provar mas com fortíssimos indícios que vão até à suposta estrela em ascensão André Geraldes). Seja qual for a “justificação” o facto é que o Sporting sofreu um ataque terrorista apenas possível pelo comportamento do seu incendiário presidente. Bruno de Carvalho, admito, pode nem ter tido nada a ver com o ataque mas criou as condições de ódio, desordem e divisão para que este acontecesse. Na hora de falar, tarde, fez declarações banais e mostrou mais uma vez que o seu tempo chegou ao fim. O presidente-adepto morreu. Procura-se um presidente-presidente. A curtíssimo prazo, é preciso perceber se há condições de termos 18 jogadores para domingo para honrarem a Taça, os adeptos do Aves e os do Sporting que ontem voltaram a mostrar a sua elevação e que são, de facto, muito mais do que 500. A médio prazo, é precisa uma limpeza diretiva e tentar demover as estrelas da sua legítima possibilidade de saírem a custo zero e quem sabe assinarem logo de seguida por um rival. Se o Sporting era conhecido pelo cavalheirismo e Portugal por ser um local seguro onde qualquer jogador pode passear tranquilamente quase como um anónimo, isso ontem acabou. E cabe também às autoridades pensarem em formas de limpar o futebol português. De corrupção e de violência.