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Visão do Peão

Visão do Peão

Barça campeão. Depor desce.

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À primeira tentativa, Ernesto Valverde foi campeão pelo Barcelona. O Barça venceu ontem na Corunha, por 2-4 e festejou o nono título em catorze anos. A alegria catalã contrastou com a tristeza galega. A derrota sentenciou a descida do Depor à segunda liga, juntando-se a Las Palmas e Málaga. O novo Barça, com Valverde no banco e sem Neymar, sobreviveu às mudanças e apoiando-se num meio-campo a quatro, ao qual se juntou Coutinho em janeiro, dominou a liga espanhola. Neste momento, tem mais 11 pontos do que o Atlético e o Real não passará do terceiro posto. Já o Corunha, com Seedorf no banco, não conseguiu manter-se na principal liga. O Depor, longe dos tempos de Pauleta, quando foi campeão ou dos de Bebeto, quando andava sempre no topo, tem lutado pela sobrevivência mas desta vez vai mesmo descer. Os adeptos esperam então o sexto título de campeões da segunda divisão.

FCP quase campeão

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O Porto venceu na Madeira e o Benfica perdeu na Luz. Assim sendo, o FCP é quase campeão, precisando de apenas um ponto em seis possíveis e joga no fim-de-semana com o Feirense, em casa. Já o Sporting, está em boa posição de alcançar o segundo lugar, uma vez que está em igualdade com o Benfica e tem vantagem no confronto direto. 

 

Sporting mantém a distância.

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O Sporting venceu o Boavista por 1-0 e mantém-se na discussão do título até fim do ano. O único golo da partida foi marcado por Bas Dost, de grande penalidade. O holandês chegou aos 26 golos no campeonato, sendo apenas superado por Jonas. Com mais de 48 mil (!!!) nas bancadas, o Sporting foi superior e apenas o cansaço físico e mental evitou que o resultado fosse mais avolumado, pese embora a boa atitude do Boavista. O Benfica venceu 1-2 no Estoril e o FCP só hoje joga em Setúbal. 

Wenger deixa o Arsenal neste verão

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Chegou o momento pelo qual os adeptos do Arsenal tanto esperavam. Arsene Wenger parece ter-se rendido às evidências e abandona, no fim do ano, o banco do Arsenal. Deixa 22 anos de uma história que foi muito bonita entre 1996 e 2005 mas que deixou de o ser com a entrada em campo dos milionários no Chelsea ou City. 

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Wenger, economista de formação, foi um defesa sem grande expressão que passou pelo Estrasburgo, clube da sua terra Natal. Iniciou a sua carreira há 34 anos no banco do Nancy, sem grande sucesso, após conseguir o diploma de treinador. Teve uma oportunidade no Mónaco e foi campeão à primeira tentativa, ficando sete épocas no Principado, vencendo mais uma Taça. Por lá, orientou estrelas como Hateley, Weah, Hoddle, Battiston, Klinsmann ou Scifo. Seguiu-se um período no Japão onde venceu uma Taça do Imperador e uma Supertaça pelos Nagoya Grampus.

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Em 1996 aterrou no Highbury, para comandar o Arsenal, uma das maiores equipas da recente Premier League. Demorou dois anos a mostrar os frutos do seu trabalho mas quando mostrou, ofereceu aos fãs uma dobradinha: campeonato e taça. Repetiria em 2002 e em 2004, mais uma vez campeão, levou o Arsenal a uma época sem derrotas, algo que apenas o Preston North End alcançara e 115 anos antes. Quebrou ainda o record do Nottingham Forest de 42 jogos de Campeonato sem derrotas e levou o Arsenal à final da Liga dos Campeões, pela primeira vez na sua história. Depois do sicesso e bom futebol, Wenger liderou o Arsenal ao longo de nove anos sem trofeus. A coqnuista da FA Cup em 2014, 2015 e 2017 acalmou os adeptos mas tornou-se muito claro que Wenger já não conseguia competir numa liga com os multimilionários Chelsea e City que se juntaram ao United, principal rival durante anos a fio. E Liverpool e Tottenham estão sempre à espreita.

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Wenger teve um papel fundamental ao descobrir ou dar oportunidades a jovens talentos, em especial, os franceses. Henry, contratado à Juventus após seis meses sem sucesso; Pires, contratado ao Marselha; Vieira, que havia falhado em Milão ou Petit, que Wenger conhecia do Mónaco, tornaram-se dos melhores jogadores da história do Arsenal sendo que o avançado é o seu melhor marcador de sempre. Bergkamp, que já levava um ano em Londres quando Wenger chegou, viveu com o francês os seus melhores anos de sempre. Mas Wenger, mesmo tendo “descoberto” outros mercados, fez do equilíbrio com homens da casa, a sua força. Seaman, Keown, Adams, Dixon, Platt ou Parlour, Wright ou Winterburn foram jogadores centrais nos anos Wenger. Esta lista não ficaria completa sem lembrar Kanu, Overmars, Ljungberg ou Wiltord.

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A vida correu muito bem a Wenger até cerca de 2005. Três fatores foram decisivos para o seu declínio. O primeiro foi o investimento do Chelsea que levaria à chegada triunfante de Mourinho e à mudança de paradigma. A luta passou a ser a 3. Mais tarde, passou a ser a 4, com o City a ser também um novo-rico. O Arsenal passou a ser o quarto clube…ou pior. O segundo fator foi a construção do novo estádio. O Emirates é um estádio impressionante e condizente com a melhor liga do mundo mas foi caríssimo e durante alguns anos, houve muito menos dinheiro para a equipa. Justamente nos anos em que Chelsea e City cresciam. O City “desviou” vários craques do Arsenal como Sagna, Nasri ou Adebayor. O terceiro ponto e o mais criticável será a política de contratações de Wenger. Wenger parece ter ficado preso aos anos 90 quando o orçamento era mais curto e era “obrigado” a descobrir talento a baixo custo, algo que conseguiu, como se sabe. Wenger nunca quis competir com os rivais com as mesmas armas e clube sofreu com isso. É inevitável que o seu sucessor invista mais e traga uma ou duas “trutas” para o clube e acabe a ser visto como gastador mas esse é o novo paradigma da Premier League.

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Wenger é o treinador com mais anos ao longo da história do Arsenal e apesar de 9 anos negros e de mais 2 ou 3 tremidos, será recordado como uma das grandes figuras da história de um clube a quem deu 17 títulos e para o qual contratou alguns dos melhores jogadores da sua história. Os seus métodos não mudaram apenas o Arsenal mas toda a Premier League mesmo que não se lhe tenha sido feita justiça na última década.

 

Marco Túlio reforça Sporting

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Depois dos também brasileiros Marcelo (Rio Ave) e Raphinha (Guimarães), o Sporting conta com um terceiro reforço para 2018-2019. Marco Túlio, médio ofensivo, viajará para Lisboa no verão. Com apenas 20 anos não será de espantar que comece pela nova equipa de sub-23. Marco Túlio chega como forma do Atlético Mineiro pagar uma dívida ao Sporting referente ao passe de Elias. Em 2018, Túlio leva 7 jogos pelo clube de Belo Horizonte. 

Sporting volta ao Jamor três anos depois

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O Sporting vai marcar presença na final da Taça de Portugal daqui a pouco mais de um mês, no mítico Estádio do Jamor. A última conquista foi em 2015 ante do Sporting Braga. A tentativa de chegar à 17.ª Taça será ante o Desportivo das Aves, clube primodivisionário de uma pequena vila nortenha que eliminou o ainda mais modesto Caldas, equipa quase amadora que cometeu uma proeza ao obrigar a equipa de José Mota a 30 minutos extra. Sporting e FCP, visivelmente cansados, protagonizaram jogo morno com ligeiro ascendente leonino, muito por culpa da velocidade de Gelson. Apesar disso, o único golo nos 90 minutos surgiu apenas ao cair do pano, por Coates. O Sporting ganhava o direito ao prolongamento, numa altura que Conceição tinha colocado mais um defesa-central (Reyes) para defender o nulo. No tempo extra, o Sporting foi sempre melhor mas não teve competência para marcar. Nas grandes penalidades, tudo se decidiu, sem que Patrício ou Casillas fizessem uma defesa. 9 penaltys perfeito e um, o primeiro, de Marcano, a embater na base do poste.

Sporting B volta às vitórias. Nacional e Arouca em posição de subida.

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Onze jogos depois, o Sporting B voltou a vencer e logo o FCP B, no Porto. Pedro Delgado e Christian Ponde fizeram os golos do Sporting. Ainda assim, a equipa B continua na zona de descida, no 17.º posto, estando a 3 pontos do Sporting de Braga B. O FCP B desceu para o oitavo posto de uma segunda liga muito competitiva onde Nacional e Arouca ocupam agora os dois primeiros lugares com 63 e 58 pontos. Mas a luta está longe de terminar uma vez que o Santa Clara tem 57 pontos, o Penafiel, 55 e Académico Viseu, Académica e Leixões, 54. 

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