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Visão do Peão

Visão do Peão

André Cruz

30
Ago17

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Chegou a Alvalade em janeiro de 2000, já com uma carreira feita. Não se esperava muito dele mas cedo se percebeu que não só era um defesa de betão, como era um dos melhores goleadores da equipa. Com ele, os livres directos eram penalties. 

Depois de fazer 13 jogos pelo Torino, André Cruz, defesa brasileiro de 32 anos, aterrou em Alvalade. Escolheu a camisola 50 e tornou-se imediatamente titular. Fez 23 jogos, marcou 5 golos e foi campeão. Automaticamente tornou-se num dos favoritos das bancadas. Nascido há 49 anos em Piracicaba, Brasil, iniciou-se no Ponte Preta, onde jogou entre 1986 e 1989. Deu o salto e jogou um ano no Flamengo ao lado de Renato Gaúcho, Marcelinho Carioca, Djalminha ou Leonardo. Como qualquer jogador brasileiro, sobretudo naquela época, quis saltar para a Europa e o destino foi a Bélgica. De 1990 a 1994, defendeu o S. Liége. Não foi ao Mundial dos EUA mas ganhou uma promoção. Mudou-se para o então melhor campeonato da Europa, o italiano, e passou a ser jogador do Nápoles. Passou três anos no San Paolo. Subiu mais um degrau e fez parte do plantel do Milan, onde não vingou e trintão, regressou a Liége. Passou por Torino e aterrou em Lisboa para dois anos inesqueciveis. Os seus golos de livre são a imagem de marca que até hoje serve de medida a todos os defesas que chegam a Alvalade. Mas, mesmo sem eles, era um defesa de exceção. Ainda jogou pelo Goiás e Internacional, antes de se retirar em 2004. Jogou 33 vezes pelo Brasil o que, tendo em conta que foi comtemporaneo de homens como Ricardo Gomes, Aldair, Zago, Márcio Santos ou Júnior Baiano, não foi nada mau.