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Visão do Peão

Visão do Peão

O novo Milan

17
Jul17

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Vicenzo Montella vai ter um plantel de luxo ao seu dispor. A questão parece ser, neste momento, qual o esquema tático preferencial. No ano passado, com uma equipa bastante mais limitada, a aposta era um 4-3-3.  Donnarumma (41 jogos) era dono da baliza. A direita da defesa, na fase final da época foi de Calabria (13) depois de ter pertencido a Abate (26). De Sciglio (27) jogava adaptado à esquerda. No centro, o experiente Paletta (32) fez dupla com Romagnoli (29). Gomez (19) e Zapata (16) foram os fiéis escudeiros.

No meio, sem grandes interpretes, Montella apostava no número e atuava com Kucka (33), Pasalic (27) e Locatelli (28). Matias Fernandez e Poli (13), Bertolacci (18), Sosa (19) e Bonaventura (22) também foram muitas vezes chamados a jogo. No ataque, a época acabou com o trio Suso (37), Deulofeu (18) e Lapadula (29). Bacca (34) foi dos mais utilizados.

Emprestados ao clube, Ocampos, Deulofeu, Pasalic e Matias não continuam. Também Lapadula (Génova), Honda (Pachuca), Kucka (Transzonspor) e Poli (Bolonha) já encontraram nova colocação.

Antonio Donnarumma (Asteras), Conti e Kessié (Atalanta), Rodriguez (Wolfsburgo), Musacchio (Villareal), Bonucci (Juventus), Biglia (Lázio), Borini (Sunderland) e André Silva (FC Porto) fazem o caminho inverso.

Para a nova época, não admira que Montella use o 3-4-1-2, tradicional do Calcio. Na baliza continua Donnarumma. Para a defesa, chegaram Musacchio e Bonucci, dois craques que têm que ser titulares. Não admira que, com Romagnoli formem um trio de betão. Nas alas, os também chegados Conti e Rodriguez, jogando Kessié e Biglia no centro, sendo que Renato Sanches ainda pode chegar. Assim, creio que poderia fomar com Kessie um meio-campo recuperador de luxo. Hakan será o regista, a atuar atrás dos avançados. André Silva ainda terá companhia. O ataque pode receber Bellotti, Aubameyng ou Morata. Em rsumo, o 3-4-1-2 seria desempenhado por Donnarumma, Romagnoli, Bonucci e Musacchio; Conti, Kessie, Biglia e Rodriguez; Hakan, Silva e contratação. O 4-3-3, como o do ano transacto, seria desenhado por Donnarumma, Conti, Bonucci, Musacchio e Rodriguez; Kessie, Biglia e Hakan; Suso, Silva e contratação. Veremos. O que é certo é que o plantel, onde ainda moram os não citados Borini, Bonaventura, Bertolacci ou Montolivo promete dar muita luta à Juve.

Campbell adia sucesso

17
Jul17

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Duvido que alguma vez Joel Campbell seja candidato à Bola de Ouro mas é um jogador interessante, rápido e com faro de golo que merece uma carreira mais regular. Essa questão ficou agora adiada. Ao serviço da Costa Rica, o último 7 do Sporting, onde não vingou, lesionou-se e vai ficar de fora por seis meses. Campbell começou a jogar no Saprissa, potência do seu país, tendo sido emprestado, pelo meio, ao Puntarenas. Em 2011, captou a atenção de Wenger e foi contratado pelo Arsenal. Estrou-se na Europa sendo emprestado ao Lorient (27 jogos, 4 golos). Seguiram-se Bétis (33/2) e Olympiacos (43/11). Só em 2014 integrou o plantel do Arsenal fazendo 10 jogos antes de ser novamente emprestado, desta vez ao Villareal onde marcou uma vez em 22 jogos. Voltou a fazer parte do plantel e marcou 4 golos em 30 aparições. Ainda assim Wenger não o integrou no plantel e em 2016/2017 aterrou em Lisboa. Com Gelson pela frente não teve vida fácil. Jogou 29 vezes e fez 3 golos. Ainda assim somou poucos minutos e não foi a peça determinante que se esperava. Aos 25 anos ainda vai a tempo de encontrar um poiso onde possa mostrar-se e ter uma carreira longa.  

O terrível Diego Costa

17
Jul17

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O brasileiro Diego Costa, que até passou por Braga e Penafiel, tinha tudo para ser o melhor avançado do mundo e ter sucesso na sua seleção de origem. É muito forte fisicamente, remata bem e é rápido apesar da sua constituição e tem uma inteligência a ler o jogo que é digna de nota. Mas o seu feitio difícil parece estragar tudo. Envolve-se constantemente em quezílias desnecessárias com adversários e está agora de costas voltadas com António Conte, com o qual voltou aos golos e foi campeão e acaba de provoca-lo a ele e aos adeptos do Chelsea, ao fazer um vídeo onde aparece com a camisola do Atlético, clube ao qual pode regressar em breve. Com todo o respeito pelo Atlético, terceira potência da liga espanhola e com um percurso europeu notável nos últimos tempos, Costa vai trocar o posto de campeão da melhor liga do mundo pela luta pela titularidade no Atlético, que só o poderá inscrever em janeiro. Irá, como Vitolo, para um Las Palmas? Outra questão é a seleção. Um avançado de classe mundial foi aquilo que mais faltou ao Escrete no Mundial de 2014 (claro que no 7-1, não foi só isso que falhou). Pelo país onde nasceu ainda fez dois jogos particulares mas em maio de 2013 optou pela seleção espanhola, defendendo-a no Mundial do Brasil. Aos 28 anos, Diego Costa acumula tanto polémicas como golos e títulos mas fica a sensação de que podia ter feito muito mais.