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Parece estar consumada a bomba: Jorge Jesus troca o Benfica pelo Sporting. Ofendido por lhe quererem baixar o ordenado após a conquista do bicampeonato, Jesus deixou-se levar pelos milhões oferecidos e pelo apelo sentimental. A isto junta-se a falta de propostas desportivamente tentadoras e a falta de espirito de emigrante.
Tiro no porta-aviões
O Sporting mostra que é um clube em recuperação, ao “roubar” o herói do clube rival. O Benfica de Jesus foi sempre ofensivo e jogou bem. A isso juntaram-se títulos. Talvez não os suficientes para o investimento feito mas que Jesus tira o melhor de cada jogador, tira.
Que plantel?
Jesus quer Labyad, que sempre admirou e quer manter Slimani. Penso que poderá, ainda, aumentar a intensidade de homens como Montero, Carrillo, Adrien ou William. Mas o Sporting terá condições de ir ao mercado, de modo a ser competitivo?
Marco
Ao que tudo indica, o jovem técnico ainda não rescindiu. Menos de uma semana após ter ganho a Taça, de forma épica, e pelo comportamento maduro que teve em toda a época, merecia mais respeito. Bruno quererá garantir que Vitória assina pelo Benfica e que Marco não fica em Lisboa, mas, ainda assim, é um comportamento inadmissível. Os sportinguistas estiveram sempre com Marco e agradece-lhe o bom trabalho. Poucos fariam melhor que ele. Jesus será um desses poucos.
Inácio
Jesus terá muito poder no Sporting. Terá feito as suas exigências para assinar. A cabeça de Augusto Inácio terá sido uma delas. Inácio estava perto da equipa e Jesus quer mostrar que ele é que manda. Bruno deve ser “expulso” do banco. Finalmente.
Quem paga?
O contrato de Jesus pode chegar aos 6 milhões, ano, um valor pornográfico para a realidade sportinguista. Estou em crer que quererá reforços de qualidade, que custem dinheiro. Quem paga? Os sportinguistas têm o direito de conhecer a origem do dinheiro.
A vingança
É um rude golpe para o Benfica, que tentará contra-atacar. Nani é um alvo. Quem se seguirá?
A seleção de sub-20, om Gelson em destaque, bateu o Catar por 4-0, no mundial daquele escalão. André Silva, Vigário e Ivo Rodrigues (marcou dois, um deles de bicicleta) marcaram os golos. No primeiro jogo da prova, já tinha havido uma vitória sobre o Senegal, por 3-0, com golos de Gelson, André Santos e Nuno Santos. Segue-se a Colômbia.
A festa
No Jamor, Bruno de Carvalho terá dado bitaites técnico-táticos a um adjunto de Marco Silva; correu a festejar com a claque; deu meia volta olímpica, arrastando a sua proeminente barriga pela pista de tartan, por entre vénias; desceu as escadas como se de um jogador se tratasse e andou com João Mário ao colo. Mais tarde, em Alvalade, foi apresentado pelo speaker como se fosse a estrela da equipa. Na CML, esteve no centro da festa, enquanto que o treinador, verdadeiro herói, estava na sombra. Nestes momentos, a cara dos jogadores e equipa técnica, mostrava mais vergonha alheia do que outra coisa. Um presidente não tem que ser chato mas há uma certa postura institucional que dele se espera e, sobretudo, a justiça de dar louros a quem os merece. Foi a raça dos jogadores e a liderança de Marco que deram a Taça ao Sporting. Eram eles os heróis que deviam estra no centro. Bruno não quis saber disso. Bruno acha-se o centro de tudo, parecendo um adepto deslumbrando a viver um sonho de criança.
Marco Silva
Bruno quer livrar-se de Marco Siva sem ficar mal na fotografia. As claques e adeptos estão ao lado de Marco que fez muito com pouco e mostrou-se sempre superior perante o bullying do presidente. Despedir Marco Silva será um tiro no pé de Bruno mas esta situação está a prejudicar e muito Sporting. Bruno está a adiar uma decisão. Dele espera-se que se resolva com o treinador ou que tenha coragem, de uma vez por todas, e o despeça. Mas terá que explicar porquê e terá que trazer alguém ainda mais competente. A cartada Jesus pode resultar mas, se virmos Marco a ir para a Luz e a ter o sucesso que a sua competência merece, Bruno fica em risco. Bruno deveria manter Marco e afastar-se do futebol. Bruno e Marco são muito competentes. Bruno na gestão e Marco no futebol.
Lembrar o ano passado
Bruno quer um treinador marioneta. Alguém que diga sim a tudo e que ponha a jogar os seus jogadores. Um homem assim não motiva o grupo e não ganhará nada. O que seria do Sporting do ano passado se Sacko, Gauld, Rabia ou Slavchev jogassem? Tantos milhões para jogadores que nem na equipa B se afirmaram. Marco mostrou ter razão ao não apostar neles e ao reclamar um plantel menos curto e de mais qualidade.
Timings
O caso arrasta-se. Esta semana já deveriam estar a fechar-se vendas e compras. Para as férias, o plantel do Sporting já deveria partir quase formado. Nada disso. Muitas dúvidas. Poucas renovações, nenhuma transação. Ou o Sporting começa a desenhar o plantel ignorando Marco e lhe dá novamente uma equipa que não escolheu ou espera e perde alguns negócios. Ou pior, contrata-se e vende-se sem um treinador e, quem vier, pode achar que não tem condições.
Sem Nani, o Sporting precisa de duas ou três novidades que vendam camisolas e que ajudem a equipa, com a sua classe e qualidade. Berbatov, com carreira de excelencia em clubes como Leverkusen, Tottenham ou United, é um jogador livre. Aos 34 anos, ainda pode fazer duas ou três épocas de nível. Seria uma boa opção.
Após nova época dececionante, o Hamburgo esteve com um pé na segunda liga alemã, onde nunca jogou. O histórico clube viu-se obrigado, pelo segundo ano consecutivo, a jogar o play-off (antepenultimo da primeira liga contra terceiro da segunda) e "safou-se". Depois do 1-1 em casa, a equipa venceu ontem o Karlsruher por 1-2. A equipa da casa marcou primeiro mas ao minuto 90, Diaz empatou e levou o jogou para prolongamento, onde Muller fez o golo da vitória. Aos 120 minutos, Adler ainda defendeu um penalty.
Num grande cidade alemã, com um estádio gigante e sempre cheio e com um historial para honrar (6 ligas alemãs, 3 taças, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça das Taças, entre outros títulos), o Hamburgo tem muito que trabalhar para voltar à glória. Este caminho, cheio de jogadores medianos, está condenado ao insucesso. Veremos o que vai ser do Hamburgo.
Sete anos depois, o Sporting venceu um título. Ontem, no Jamor, após 120 minutos e grandes penalidades, o Sporting levou a melhor sobre o Braga e conquistou a sua 16.ª Taça de Portugal.
O jogo foi de muito sofrimento. Aos 20 minutos, Cédric derruba um adversário na grande área, o árbitro marca (e bem) penalty e expulsa (exagerado?) o lateral direito. Chamado a marcar, Éder fez o 1-0. Pouco depois, falha incrível de Miguel Lopes e 2-0 para o Braga, com Rafa a colocar a bola no meio das pernas de Patrício. Antes, Baiano teve entrada assassina sobre Nani e deveria ter visto o vermelho ou, pelo menos, o segundo amarelo. Muito mal o árbitro, aliás, como em quase toda a partida.
Apesar de tudo, o Sporting não desistiu e tentou sempre marcar, algo que uma floresta de pernas, um certo desacerto e, sobretudo, Kritsyuk, conseguiram evitar ao máximo. Slimani, sempre disposto a lutar, correr e cabecear foi a figura maior. Aos 84 minutos, o momento mais esperado. Baiano alivia mal a bola e Slimani remata, apanhando o guarda-redes russo em contramão.
Nesta altura, o Sporting jogava num 2-2-2-3 com Patrício, Oliveira e Ewerton; William e Adrien; Mané e Jefferson; Nani, Montero e Slimani. E, nos descontos, o 2-2 por Montero. O colombiano, isolado, com técnica e alguma sorte no ressalto, levou o jogou para prolongamento.
Desgastada, a equipa do Sporting, com Mané a lateral direito e Slimani a ajudar no meio-campo, dominou os ´trinta minutos mas coube a Salvador Agra a melhor oportunidade. Mesmo lesionado, Patrício foi herói.
Nos penaltys, a pressão terá dobrado os jogadores do Braga. Alan ainda marcou mas Ivo Pinto, Éder e Agra falharam. Slimani, Patrício e, sobretudo, Marco Silva, deram a Taça ao Sporting.