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Visão do Peão

Visão do Peão

Duelo em Manchester

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 Cristiano Ronaldo e Leo Messi encontram-se hoje em Old Trafford para um jogo particular. Para a organização, a derrota já é certa. Mesmo sendo Manchester a segunda casa de Ronaldo e o local onde brilhou intensamente, mesmo sendo Manchester a terra adoptiva de Rojo e Di María, mesmo tendo Manchester a curiosidade de ver o que vale o atual Nani e mesmo sendo Manchester uma terra de amantes de futebol, o jogo que opõe Ronaldo a Messi não deve chamar mais do que 40 mil pessoas. Isto num estádio habituado a vestir 75 mil espetadores.

 

No campo, é impossível que o duelo não seja entre os dois astros do momento. É que em janeiro, é entregue a Bola de Ouro. Messi já tem quatro e Ronaldo, ao que tudo indica, caminha para a terceira. Ronaldo quer, pois, vencer, numa casa que já foi a sua e quer, sobretudo, vencer, o arqui-rival, no último confronto antes da Bola de Ouro. Com justiça, Messi nem entraria no top 3 mas, já se sabe que, a mesma FIFA que fez dele o melhor jogador do Mundial, injustiçando Neur, Muller, Robben ou Di María, não terá essa coragem. Messi será segundo e Ronaldo primeiro. Neuer deve ser o terceiro (campeão do mundo e a FIFA gostava de diversificar posições). Muller e Robben ficarão, fatalmente, de fora.

 

O presidente inconsequente

 

 

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O Sporting está num penoso oitavo lugar e é necessário olhar muito para baixo para ver um jogador do Sporting na lista dos melhores marcadores. Votei em Bruno de Carvalho mas, o seu estado de graça está a chegar ao fim. Claro que esta situação é provisória mas ninguém vê neste Sporting capacidade para chegar ao título. Uma equipa sem um central de qualidade e um avançado goleador não pode ser campeã. O Sporting atacou mal a época, gastando muito dinheiro em jogadores que nem na equipa B se afirmam. Resultado? A equipa A continua sem banco e a equipa B é uma manta de retalhos onde reforços sem qualidade tapam jovens promissores. A juntar a isto, Bruno, o presidente adepto não para de falar. Fala de mais e fala muito. Trabalhe mais e faça uma equipa vencedora. Depois, fale. Castigar Nani, Jefferson e Patrício será um auto-golo.

Reforços!

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As desoladoras prestações nas duas últimas jornadas mostram a necessidade que há em Alvalade de reforços. A defesa tem sido uma desgraça e é urgente a contratação de homem de qualidade que faça dupla com Oliveira, que seja experiente e que saiba sair a jogar. Sem um homem destes, o Sporting não é candidato a nada. No meio, é preciso quem dobre Mário e Adrien. Um médio combativo que saiba construir seria o ideial, tendo em conta que ainda há Gauld e Wallyson para lançar (Slavchev já se viu que, a dar em algo, só para o ano) se não, terá que vir um dez e um oito. Na frente, um extremo de topo seria bem vindo mas a falta maior é a de um ponta de lança, ao estilo de Slimani mas goleador. O argelino vai passar um mês na CAN e Montero não é matador e Tanaka não é opção. Na porta de saída devem estar Geraldes, Rabia, Slavchev, Martins, Heldon e Capel.

Em 7.º, já a 8 pontos

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O Sporting empatou, em casa, com o Paços e já é sétimo a oito pontos do Benfica, líder. Após um bom jogo europeu, o Sporting voltou ao marasmo e ofereceu a primeira parte ao adversário, bem organizado, com bons jogadores mas, com muito anti-jogo e pouca vontade de levar mais do que o porntinho da ordem. Carrillo foi nulo, após ter sido genial e Nani, Mário, Adrien e William, eixo de maior qualidade, voltou a mostrar-se lento (não há, como não havia no ano passado, alternativas sérias, muito menos no meio onde Rosell pouco conta e Gauld, Martins e Slavchev nada) e cansado. A primeira parte acabou com um 0-1 com Hurtado a escapar-se a Sarr para fazer o golo. Sarr esteve ao seu fraco nível mas a ajuda de William teria sido bem vinda neste lance. Ao intervalo, entraram Montero e Mané que mexeram com o jogo e o colombiano fez mesmo o 1-1, num belo remate de fora da área. O Sporting foi melhor no resto do jogo, sobretudo após a expulsão de Oliveira, mas, não conseguiu fazer o segundo. Slimani, Capel ou Mané tiveram perdidas escandalosas que, a entrar, teriam servido para minimizar o golo anulado a Montero...

 

PS: Não concordo nada com a exaltação da tática do Paços. O Paços jogou para o ponto; defendeu quase o jogo todo e muitas vezes teve o guarda-redes a atrasar o jogo e vários jogadores a fingirem lesões para cortar o ritmo do Sporting. Isto não merece aplausos ao contrário de um Guimarães, por exemplo.

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