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Visão do Peão

O regresso

17.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

 

O Sporting regressa hoje à Liga dos Campeões. Às 19h45, entra em campo em Maribor, num estádio com capacidade para 12 mil pessoas e ante de uma equipa sem estrelas nem grande expressão mesmo tendo os seus méritos. Maribor é o palco perfeito para o regresso. O Sporting ainda não se encontrou e, jogando longe da pressão dos adeptos pode soltar-se para, vencer e convencer e regressar a casa motivado.

 

Será uma noite de estreia para quase todos o que será fator de grande motivação. Tenho fé que Marco Silva lance um 4-4-2 com Montero ou Mané atrás de Slimani mas, provavelmente o treinador manterá o seu 4-3-3 com Martins no onze. Veremos. O importante é entrar bem e somar os três pontos. Para além da motivação e pontos, está em jogo muito dinheiro.

Motta ignorante

16.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

 

 

Thiago Motta, brasileiro naturalizado italiano, revelou publicamente que desconhecia a vitória do PSG na Taça das Taças em 1996. Desculpou-se dizendo que ninguém do clube lho tinha dito. Lama, histórico do clube, chegou-se à frente e criticou o médio. Com razão, Motta deveria saber de cor os momentos altos da história curta do clube que lhe paga uma fortuna.

Estrelas na Índia

15.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

Anelka, Trezeguet, Pires ou Del Piero vão abrilhantar a nova liga indiana. O francês, 35 anos,  ex-Arsenal, Real Madrid, PSG, Chelsea, Bolton ou WBA vai jogar pelo Mumbai onde estão os portugueses André Preto (ex-Guimarães B) e Tiago Ribeiro (ex-Grashoppers B) e as antigas estrelas Ljungberg e Manuel Friedrich. Já Trezeguet, após a aventura na Argentina, será a estrela do Pune City. Pires, após ter jogado pelo Aston Villa em 2010/2011, regressa ao ativo para jogar no FC Goa, ao lado dos portugueses Edgar Marcelino (ex-Seeb Club de Omã, após ter passado por Chipre, Marroco ou Espanha), Bruno Pinheiro (ex-Niki Volos da Grécia) e Miguel Herlein (ex-Vilaverdense). Já Del Piero, após dois anos na Austrália, jogará, aos 39 anos, pelo Delhi Dynamos, ao lado do português Henrique Dinis (ex-Guimarães).

 

O regressos dos de Milão

15.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

Em crise, as equipas de Milão, inseridas num futebol italiano cada vez mais fraco, souberam, este ano, livrar-se de ordenados pesados sem retorno e contratar bem. O resultdo parece estar à vista.

 

O Inter de Mazzarri empatou em Turim na primeira jornada mas, ontem, esmagou o Sassuolo por 7-0. Icardi, jovem italo-argentino, marcou 3 vezes, Osvaldo marcou duas e Kovacic e Guarín fizeram os outros golos.

 

Já o Milan, agora comando por Pippo Inzaghi vai de vento em popa. Ainda sem Torres, leva duas vitórias em dois jogos e já marcou 8 vezes. Na primeira jornada, 3-1 à Lázio com Honda, Menez e Muntari a marcarem. Ontem, Menez e Honda, estrelas desta versão dos rossoneri, marcaram de novo no 4-5 em Parma. Bonaventura e De Jong também fizeram o gosto ao pé mas, na retina, fica o segundo de Menez, a ganhar a bola na linha de fundo a dois adversários e, de costas para a baliza, quando se pensava que a defesa cortaria, a marcar de calcanhar. O Milan lidera, promete e ainda faltam Torres, Van Ginkel e El Sharwaary.

Tobias e Oliveira

15.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

 

Nada é mais preocupante no atual Sporting do que a fraca qualidade do eixo da defesa. Sairam Rojo, um dos melhores jogadores do Mundial e Eric, grande promessa do futebol inglês e entraram Oliveira, promessa do futebol português; Sarr, promessa do futebol francês e Rabia, promessa do futebol africano. O balanço é negativo. A dupla utilizada - Maurício/Sarr é infinitamente mais fraca do que a dupla previsivel e desejavel para este ano - Eric/Rojo.

 

O Sporting não comprou um patrão (homem de qualidade comprovada e experiência) nem sequer um homem com qualidade e experiência médias. A um brasileiro de 24 anos, lento e sem grande qualidade senão a garra juntaram-se miúdos. Ora, para isso já cá andavam Tobias ou Semedo.

 

A atual dupla não funciona e, perante o quadro, a minha dupla seria Tobias/Oliveira. O jovem da B tem mais qualidade do que Maurício e Rabia e, merece uma oportunidade. Seria ele o titular pela direita. É jovem, é inexperiente mas tem qualidade. Aposte-se nele. Esgaio mostrou que a qualidade não tem idade. Eric ou Ilori já o haviam feito. Sarr não tem estado mal mas Oliveira deveria ser capitalizado. O jovem conhece bem a nossa liga, jogava num clube exigente e deve começar a jogar para esquecer o peso da nova camisola. Na Champions, aposte-se nesta dupla mais rotinada mas, em Barcelos, longe da pressão do público da casa, o Sporting tinha tudo a ganhar com a nova dupla.

 

Em janeiro, que venha um reforço.

Empate

15.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

 

O Sporting empatou a uma bola com o Belenenses, somando o terceiro empate em quatro jogos. E se, empatar na Luz não é assim tão mau, empatar em Coimbra não é nada bom e, em casa, contra tão frágil equipa, é péssimo.

 

Marco Silva, apostou no habitual 4-3-3 com Esgaio a titular e a ser dos melhores (que espaço sobra para Lopes e Geraldes?). Na defesa, Maurício continua a mostrar as suas fragilidade, ainda mais expostas com a saída de Rojo e Sarr, não falhando quase nunca, também não sai a jogar com qualidade, mostrando-se demasiado verde. No meio, William esteve trapalhão e Martins, esse, nunca mostrou (nunca tinha mostrado) capacidade para pegar no jogo e ser o dez que a equipa precisa. No ataque, só Nani existiu, sendo que Slimani falhou demasiados golos feitos e Carrillo, apesar de ser rápido e inteligente a fazer o golo do empate, pouco mais fez. Em crise de golos, Tanaka, mexido e com bom remate, nem para o banco foi. Se nem contra o Belém joga, de que serve este japonês?

 

O Sporting deixa-me a estranha impressão de, só por sorte, conseguir vencer e marcar (como com o Arouca). Nos minutos finais, Silva acha que deve colocar toda a gente a atacar - Slimani, Montero, Nani, Capel, Mané - esperando que a bola entre. O número de jogadores na frente não faz tudo. É preciso quem saiba o que faz. A primeira alteração será, necessariamente no meio. Martins tem que sair do onze, dando lugar a Montero num 4-2-3-1 ou dando a posição dez a Nani, mantendo o 4-3-3 com a entrada de Capel ou Mané. Prefiro a primeira hipótese pois Montero é, sem dúvida, um fora de série, só não é um matador. Já Slimani, não sendo de topo, pode mostrar mais do que fez e com Montero atrás de si pode ser útil a criar espaços.

 

Voltando ao jogo, o Belém, sem grande argumentos, acabou por marcar, graças à passividade da defesa verde. Nélson (ex-Palermo, Bétis ou Benfica) cruzou e, à vontade, Deyverson cabeceou para o 0-1 (imagina-se Maurício e Sarr contra Diego Costa ou Huntelaar). Pouco depois, China faz mau passe que Carrillo aproveitou para fazer o 1-1, tristemente final.

 

Nas bancadas, 35 mil, num dia de chuva e com bilhetes caros (a minha namorada pagou 28 euros para se juntar a mim na central B, isto são preços de Champions) fizeram a sua parte. Lá em baixo, só Nani entusiasmou. Até William e Adrien desiludiram. Esperemos ver melhor em Maribor.

 

Vergonha

08.09.14, Francisco Chaveiro Reis

 

 

 

Portugal começou da pior forma possível a caminhada rumo ao Euro 2016. Em casa, ante da Âlbania, perdeu por 0-1 e fez péssima exibição. A culpa, está visto, não é do departamento médico e, mesmo reconhecendo comptencia a Paulo Bento, é óbvio que o seu trabalho não está a funcionar. A seleção precisa de uma renovação, e isso não se consegue chamando dois ou três novatos e dando a titularidade a outro. É precisar uma revolução. Para além disso, é preciso começar a trabalhar num plano a longo prazo que seja instituido nas camadas jovens e potencie o aparceimento de novas estrelas.

 

Para já, com o que temos, para além da continuidade na aposta em Anthony, Vezo, Gomes ou Horta apostaria em homens experientes como Fonte e Vaz Tê e em jovens de grande qualidade como Esgaio, Ilori, Raphael Guerreiro, Rony Lopes, Bruno Fernandes, Danilo Dias e Tomané.